"As possibilidades são incomensuráveis. Suponha-se que cada chinês compre,
por ano, um CD de choro, pagando 2 dólares? São 6 bilhões de dólares de
exportações. Exagero? Que seja a metade: 3 bilhões de dólares. Ou, apenas, 1
bilhão de dólares. "


Roberto Carlos aparte acho interessante esse intercambio cultural mas falar
em comercio de CD e' forcar demais a barra.
 E' mais facil um  chines baixar um  CD na internet  e piratiar pra 100.000
brasileiros  por R$ 1,99 .

att
Fabio Padilha(gangaz)



Em 12 de abril de 2011 12:07, Sonia Palhares Marinho <
[email protected]> escreveu:

>
>
>
> http://independenciasulamericana.com.br/2011/04/dilma-globaliza-chorinho-na-china/
>
>
>   Dilma globaliza chorinho na 
> China<http://independenciasulamericana.com.br/2011/04/dilma-globaliza-chorinho-na-china/>
> *Cesar Fonseca* em 12/04/2011
>  <http://independenciasulamericana.com.br/wp-content/uploads/2011/04/reco.jpg>
>
> Reco do Bandolim não é apenas um craque desse maravilhoso instrumento, mas
> um animador e empreendedor cultural de primeiríssima linha. Popularizou o
> Choro, artes genuinamente brasileira, na capital da República, criando,
> junto com outros artistas, o Clube do Choro. Com perseverança e, também,
> apoio, na Era Lula, do Banco do Brasil e da Petrobrás, que se renderam à
> proposta, abriu as portas para o gênero mais autenticamente nacional, a fim
> de expandi-lo nas fronteiras internacionais. A programação do Clube, que
> homenageia os grandes artistas brasileiros, ao longo do ano, virou agenda
> obrigatório do bom gosto geral. Imperdível. A construção da nova sede e toda
> uma mística que se criou , com a Escola Rafael Rabello, atraem as atenções
> de uma juventude que se encanta com as possibilidades do desenvolvimento
> artístico, como chave da expansão dos relacionamentos sociais mais
> extraordinários. As portas da Europa e dos Estados Unidos já estavam se
> escancarando. Com a incorporação da China ao universo cultural do chorinho,
> pelas mãos de Dilma Rousseff, criam-se oportunidades artísticas e comerciais
> que tenderão a expandir-se significatamente ao longo do século 21, colocando
> Brasília no centro da cena cultural global.
>
> Clube do Choro de Brasília e de várias cidades brasileiras viram negócio da
> China. Pode ser considerada a maior tacada comercial cultural de todos os
> tempos para a música popular brasileira. A presidente Dilma Rousseff, em
> viagem de seis dias à China, colocou na sua delegação o Clube do Choro,
> comandado pelo grande Reco do Bandolim, para animar, com o charme nacional,
> as relações comerciais que ela pretende incrementar nos seis de viagem na
> terra de Mao Tse Tung. Evidentemente, os chineses, nos intervalos das
> negociações, nos jantares e almoços programados na agenda presidencial,
> babarão de prazer com o balanço da meninada que se formou e está se formando
> no Clube do Choro em Brasília, grande fonte geradora de cultura, talvez, uma
> das maiores da América do Sul, ampliando-se para o mundo, visto que atrai
> fãs internacionais de diversos países. Começa virar febre nacional,
> ampliando-se para outras praças, além, claro, do Rio de Janeiro, onde o
> gênero nasceu e ganhou dimensão.
> O movimento cultural musical nacional passa a ter diante de si o maior
> mercado consumidor do mundo. A China já é, atualmente, principal parceira
> comercial do Brasil. Trata-se de uma onda de comércio bilateral na casa dos
> quase 60 bilhões de dólares por ano, em que o saldo comercial favorável ao
> nosso país aproxima-se dos 4 bilhões. Quanto pode esse comércio aumentar nos
> próximos anos, se a produção da música popular verdadeiramente brasileira
> disseminar em território chinês, um mercado de mais de três bilhões de
> almas, curtindo, de agora em diante, o maravilhoso chorinho, marca
> registrada do Brasil, nascida, no final do século 19, com a utilização dos
> instrumentos de corda, substituindo os pianos e as músicas européias, como
> ocorre, nos Estados Unidos, com o jazz? As possibilidades são
> incomensuráveis. Suponha-se que cada chinês compre, por ano, um CD de choro,
> pagando 2 dólares? São 6 bilhões de dólares de exportações. Exagero? Que
> seja a metade: 3 bilhões de dólares. Ou, apenas, 1 bilhão de dólares. Já
> seria a maior receita da história para a cultura nacional, com amplas
> possibilidades de expansão em todo o mundo oriental. As oportunidades que
> serão abertas para que os músicos se apresentem em shows, abrindo chances
> para realização de festivais etc, são outras iniciativas espetaculares de
> negócios que, certamente, os diligentes empresários brasileiros, ávidos por
> lucratividade, saberão explorar, convenientemente, colocando nas vitrines do
> mundo asiático o produto cultural que originalmente tiveram a embalá-lo os
> geniais Pixinguinha, João da Baiana, Donga, Chiquinha Gonzaga e tantos
> outros que geraram pelos tempos afora uma marca genuinamente nacional. Dilma
> Rousseff possibilita a expansão cultural brasileira no mundo globalizado. Ou
> melhor, globaliza a cultura, tornando-a, para valer, produto comercial. Ao
> lado das vendas de minério de ferro, commodities sem valor agregado, bem
> como expor-se o Brasil , suas terras agricultáveis e férteis, ao capital
> chinês, de olho na monumental biodiversidade brasileira, que o poder
> nacional negligenciou como fábrica de fazer dinheiro em escala global, a
> presidente brasileira, que , parece, conseguirá abrir mercado da China à
> carne suína, como , também, aos aviões da Embraer, coloca, igualmente, em
> cena, a cultura. Trata-se de impulso formidável, estímulo considerável para
> a emulação infinita de jovens a se lançarem no mercado musical, para
> explorar as potencialidades globais, com impulso governamental decisivo. 
> Comércio
> nas asas da arte
>
> <http://independenciasulamericana.com.br/wp-content/uploads/2011/04/pixinguinhabatutas.jpg>
>
> Os Oito Batutas, comandados por Pixinguinha, fizeram a cabeça dos europeus,
> no início do século 20, quando as rodas de músicos autenticamente populares
> abriram-se à criatividade para os instrumentos de corda, assegurando
> variedades espetaculares ao maxixe, ao lundu etc, como alternativa à
> importação cultural importada da Europa. Durante todo o século passado, as
> conquistas do Choro, como gênero autenticamente brasileiro, avançaram para
> encantar o mundo. Mas, até então, nas delegações presidenciais, ainda, não
> havia sido tomada decisão de incorporar esses artistas, os embaixadores da
> arte e da beleza, para embalar as manufaturas nacionais a serem vendidas aos
> mercados globais. Com Dilma, o panorama muda de figura. É vender avião,
> suínos e commodities, embaladas pelo chorinho, que, também, vira produto
> altamente comercial, abrindo, em larga escala, a formação de um espetacular
> mercado de trabalho. Pinxiguina deve estar exultante com o trabalho de Reco
> do Bandolim.
>
> No ambiente de desenvolvimento exponencial da ciência e da tecnologia
> colocados a serviço da produção de bens e serviços, o tempo de trabalho
> tende a estreitar-se e o lazer a ampliar-se, abrindo-se à cultura como
> possibilidades de sobrevivência do trabalho como fonte de prazer. Por isso,
> os trabalhadores organizados em todo o mundo diminuem, com a força da
> organização social, as horas trabalhadas. O que, no século passado, requeria
> oito horas de jornada de trabalho, hoje, com a metade desse tempo,
> alcança-se a mesma produtividade. O lucro empresarial, no capitalismo, está,
> diretamente, associado à apropriação do trabalho não pago, já que , no
> mercado livre, a tendência, no compasso do aumento da produtividade, é a de
> os preços caírem, elevando a oferta em relação à demanda, afetada pela
> exploração capitalista. O lucro capitalista advém não da circulação das
> mercadorias, mas da força de trabalho devidamente explorada. Se, no ambiente
> da produtividade em alta, que derruba os preços, levando as economias às
> deflações destrutivas, torna-se dispensável oito horas de trabalho, sendo
> necessárias não mais do que quatro horas para alcançar resultados
> equivalentes, o que fazer com as outras quatro horas, que, antes – e ainda
> hoje – são apropriados pelo capitalista como salário não pago? Vai sobrar,
> claro, tempo para o lazer.
> Lazer significa estímulo à cultura. Por que não dispor o país de um plano
> estratégico para a cultura, a ser desenvolvida no século 21, com a redução
> da jornada de trabalho, que amplia renda e consumo disponível para o produto
> cultural? Esse é o jogo. Quanto menor a jornada de trabalho, a ser alcançada
> pelas lutas trabalhistas, ao longo dos próximos anos, como resultado da
> imensa produtividade, responsável por elevar a oferta relativamente à
> demanda, maiores serão as possibilidades da cultura. O tempo de trabalho não
> remunerado, no sistema capitalista, transforma-se em dinheiro , no processo
> de desenvolvimento das potencialidades culturais, que serão, certamente,
> colocadas a serviço da riqueza nacional. O Clube do Choro, em Brasília,
> criado por uma legião de sonhadores, que tem em Reco do Bandolim seu
> principal animador e empreendedor cultural, nos últimos anos, já se
> transforma numa escola de atração internacional, em ambiente mágico, no qual
> os  jovens se soltam, para aprender uma profissão, enquanto se divertem,
> porque a diversão cultural estará associada, obrigatoriamente, à libertação
> do homem do excesso de trabalho que a ciência e a tecnologia, empregadas nas
> atividades produtivas, vão proporcionando, definitivamente. Luiz
> Gutemberg, jornalista e escritor, com sua visão onírica e poética da
> realidade brasiliense, disse certa vez que o grande mercado de trabalho, na
> capital da República, seria, a partir de determinado tempo, a cultura.
> Teatros, museus, espaços culturais, escolas etc, tudo teria que estar
> associado a um projeto cultural, coordenado por uma política direcionada,
> capaz de dimensionar as potencialidades espetaculares do espírito humano,
> pelo trabalho, que é valor que se valoriza. O governador Agnelo Queiróz está
> atento a essa fonte infinita de riqueza? Dilma Rousseff, a primeira mulher
> presidente do Brasil, leva os louros históricos por abrir as comportas desse
> potencial para a criação da riqueza, lançando-a no maior mercado do mundo.
> Não se pode dizer que os seus antecessores desconsideraram a cultura como
> potencial econômico. Há diferença fundamental entre pensar, falar e fazer.
> Pensar só não adianta. Igualmente, pensar e falar, idem. A diferença é dada
> pela ação. Ao colocar Reco do Bandolim e sua turma maravilhosa na delegação
> rumo à China, Dilma faz a diferença. Vem muita riqueza, alegria e poesia por
> aí nos próximos anos. O Ministério da Cultura jamais esteve diante de
> potencialidades tão largas. A titular do Planalto joga a cultura no centro
> da problemática nacional como saída econômica de peso nas relações
> comerciais do Brasil com seus parceiros internacionais. Categoria: (
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