Esse é um rascunho de artigo para o VOL (www.vivaolinux.com.br), mas que achei melhor mostrar uma prévia para vocês.
rascunho: o Gimp perdeu um propagandeador ao sair do Ubuntu? Esse artigo não pretende abordar o caso em si da saída do Gimp do Ubuntu, mas sim pensar sobre outro ponto de vista: o Gimp perdeu um meio de propaganda? Quais meios existem para os softwares livres mostrarem sua existência? Não será a propaganda um meio de buscar a viabilidade do software? Repito que não se pretende discutir o caso do Gimp. Na verdade, sendo o Gimp um projeto muito bem conhecido, não há necessidade dele mostrar que existe, e certamente isso ajuda o projeto a receber doações ou voluntários, de forma que continue existindo. As questões levantadas servem mais para os softwares menos conhecidos, e pretende-se pensar na prioridade n°5 do Free Software Fundation: buscar um sistema de contato e doação para os projetos (http://www.fsf.org/campaigns/priority.html). Vários projetos tentam seguir esse caminho: se tornarem conhecidos e buscar doações. O objetivo é a sustentabilidade. Sendo assim, a inclusão do software numa distribuição conhecida não é um meio de ficar conhecido? E nesse sentido, os projetos devem entrar nas distribuições pela sua qualidade ou porque é relevante se tornarem conhecidos? Sendo que as distribuições ganharam muito pela coleção de softwares, não seria uma troca justa que elas tornem conhecidas os projetos que merecem reconhecimento? É claro, o objetivo de qualquer distribuição deve ser a qualidade para o usuário final, mas mantenho essa provocação: não haverão projetos que ainda não atingiram o nível necessário de qualidade, mas que mereceriam ser propagandeados para ganharem doações/voluntários e assim atingirem um nível de qualidade maior? Estou quase certo que muita ajuda para o Gimp veio dos usuários que viram o Gimp no linux. E o mesmo deve ter acontecido com Blender. No caso de Blender, parece que foi necessário uma arrecadação de cerca de 100 000 euros para convencer os criadores a passarem o produto para Blender Fundation sob GPL. Fazer uma campanha para arrecadar 100 000 euros não é fácil, não sei quanto custa, e tá certo que no caso essa campanha deve ter acontecido antes de Blender estar nas distribuições, mas o caso mostra como propaganda é importante. Os argumentos para tirar o Gimp do Ubuntu, como de que Windows não vem com Photoshop é convincente, mas se pensarmos assim, as pessoas também não usam muito ferramentas de CAD nem gerador de fractais. Apesar de todo o sucesso dos softwares livres, um sistema de contatos e doações conta como prioridade n°5 da FSF, da onde tiro as seguintes provocações: - se distribuir o programa é um meio de propagandear, não mereceriam propaganda os projetos que ainda não estão funcionando? - se voluntários e doações chegaram ao ver a aplicação no linux, será que não podemos dizer que o Gimp cumpriu seu papel e estava na hora de sair mesmo - ou seja, já tinha recebido inúmeras melhorias e por isso tinha se tornado pesado, o que motivou sua retirada do Ubuntu. - afinal de contas, não estamos deixando para as distribuições os papel de propaganda? Não será por isso que tantos projetos enfrentam dificuldades, e não será por isso que um sistema de doações e contatos continua sendo prioridade do FSF? Enfim, esses são alguns aspectos do futuro artigo. Célio Ishikawa São Paulo Brasil _______________________________________________ Mailing list: https://launchpad.net/~ubuntu-br-sp Post to : [email protected] Unsubscribe : https://launchpad.net/~ubuntu-br-sp More help : https://help.launchpad.net/ListHelp

