*Em 19/10/06, Thadeu Penna* <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: * Não é simples assim. Precisamos de culpados para que paguem pelo que fizeram. É errado acreditar que o windows tem driver para tudo por que o Bill Gates é um gênio quando, na verdade, são os fabricantes quem desenvolvem os drivers para windows. *
Concordo com ressalvas. Não há nada de simples proposto, assim como na questão. Precisa-se responsáveis, ok, trate-se disso. mas não se precisa de tempo discutindo culpados, bodes e bois de piranha quando se pode tomar iniciativas positivas. Posições mercadológicas dos fabricantes devem ser combatidas. *Você contribui e muito com a disseminação do Linux se deixar de comprar algo que não suporta o Linux e deixar isto claro com o fabricante. Você nunca ouviu falar de uma campanha de boicote que desse certo ? Eu, por exemplo, preencho todas as pesquisas dos fabricantes e digo que compro Intel, NVidia, AMD e HP porque o suporte para Linux é bom (seja ele livre ou não, em uma primeira etapa). * Concordo novamente, dessa vez de forma plena. * O Google faz isto para você. * E por causa disso aqueles que tem maior competência técnica se eximem de ajudar os iniciantes? Onde está a humanidade para todos? Prefere-se continuar sentado em seu trono de ouro de tecnicista, virando as costas as necessidades daqueles que não são seus "iguais". Ajuda inicial não é caridade. É uma necessidade. Sim, o novo usuário precisa aprender, estudar, ler a documentação. Mas novamente isso deve ser natural. Lembremos que a virtual totalidade destes usuários provêm do mundo windows, ONDE NÃO É COBRADO DO USUÁRIO PENSAR EM INFORMÁTICA. Quando alguém se propõe a adotar o Linux, existe realmente na pessoa o desejo de ruptura, de mudança comentado antes. A pessoa quer aprender. MAS ISSO NÃO É TRIVIAL. Não é rápido. No inicio é necessário ajuda, orientação. E uma distro que se proponha a ser para o usuário inicial deve suprir isso. Posso afirmar que o Ubuntu faz isso, orienta de forma efetiva o usuário inicial. As sugestões enviadas anteriormente buscam aprimoramento e crescimento desta distro de alguns aspectos que ainda não estão totalemente satisfatórios. Só porque está bom, não precisa melhorar? Ignorar estas necessidades é insistir na postura elitista citada anteriormente. Mas; * O Linux chegou onde chegou adotando esta postura. O Linux não começou com o Kurumin. É muiiito mais antigo. Não acabou quando o grau de compatibilidade era muito menor e nem vai morrer agora. Se todos que tem winmodens reclamassem com o fabricante, tenho certeza que a situação seria melhor que agora. E este não é um problema das distros, mas de quem desenvolve o kernel.* Isso estão é assumir e ufanar uma possivel postura elitista? A permanência do Linux não foi levantada em questão. Acredito que os protestos junto aos fabricantes tenham um efeito de longo prazo. Mas o que está sendo discutido são alternativas curto prazo. * É a mesma situação que o Ubuntu com mp3. Podem não gostar que o Ubuntu não inclua o suporte a mp3, mas a postura é a mesma: se não for livre não distribuo. *Acho muito correta a postura de não distribuição de suportes a formatos proprietários. Hoje penso realmente ser pouco ética a inclusão destas em algumas distros, motivo por qual as evitarei. Acredito que isso deva ser ainda mais divulgado. * Não creio que o Ubuntu seja mais elitista por isto nem esteja chamando ninguém de tapadão. * O elitismo de várias distros não apenas do Ubuntu, está em ASSUMIR que todo usuário tem adsl, e que todo usuário tenha um nivel técnico básico. A questão é que MUITOS dos usuários interessados em utilizar Linux possuem um nivel técnico ABAIXO DO BÁSICO. Isto decorre da "exposição prolongada" ao windows. É um quadro reversível, felizmente, mas necessita de cuidados. Estas pessoas querem "se curar", querem aprender. Mas isto deve ser feito já dentro de um sistema operacional que lhe seja funcional. Aprender Linux dentro do windows? Tapadão foi uma figura de linguagem utilizada por um interveniente em recente palestra sobre o tema das distros Linux, se referindo, obviamente jocosamente; ao usuário inicial. Em nenhum momento foi vinculado isso como proveniente do Ubuntu. Esta afirmativa DEFORMA a proposição da mensagem anterior. *Na minha opinião, não precisamos de usuários que queira migrar para o Linux porque "é de grátis, vou instalar meu winmodem, ver meus pornozinhos e depois desligar o micro". Precisamos de usuários que tenham a consciência de que o modelo do Linux é colaborativo, vive de pessoas que quase nunca recebem por isto e estão ansiosas por colaboradores. Estas pessoas são muito dedicadas e honestas a ponto de devolver todo o dinheiro que o usuário gastou com o sistema operacional, caso não se sinta satisfeito. * O tipo de usuário descrito não se interessaria por Linux, mas utilizaria o CD Barbanegra do "Uindôus XisPê" emprestado do primo-do-namorado-da-empregada-do-vizinho. Desculpe o caricaturismo, mas é eco do texto acima. Quem tem conhecimento da existência de GNU/Linux, da questão do software livre, já não se enquadra nesta categoria. Estão interessadas em começar a colaborar dentro do modelo descrito, mas para isso, necesitam COLABORAÇÃO INICIAL. * Eu não acho que seja improdutiva e nem acho que seria uma iniciativa mais produtiva. Acho que reclamar é mais eficiente. Veja o que já foi conseguido porque alguns espernearam.... * Protestos são sempre uma forma de evolução. Mas eles sozinhos, não chegam a parte alguma. Orientação, conhecimento da causa para um trabalho conjunto sim levam. Protestar é individual. Discutir, orientar é coletivo. É a real humanidade para todos. Saudações; -- ubuntu-br mailing list [email protected] www.ubuntubrasil.org https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br

