não vi aonde o lui henrique quiz chegar ao mandar tão extenso e-mail
pro jornalista. não vi distorção na materia. achei a materia muito
positiva pro linux em geral e muito favoravel ao ubuntu em particular

Em 03/03/07, Luiz Henrique Farcic Mineo<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> Não sei se todos viram, mas ontem o IDG Now publicou uma matéria sobre
> Linux no Desktop. Segue o link:
>
> http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2007/03/02/idgnoticia.2007-03-02.8987983615
>
> A matéria me deixou MUITO decepcionado e descontente com a redação do
> IDG Now, por ter distorcido tanto a imagem de distribuições Linux
> (devido às constantes comparações com o Windows). Para não deixar passar
> em branco, resolvi escrever um e-mail para o autor da matéria,
> expressando a minha opinião, a qual gostaria de compartilhar com a
> lista. Gostaria de sugerir também que elaborássemos outras respostas, a
> fim de evitarmos surpresas desagradáveis como essa.
>
>
> ------------------------------------------------------
>
>                               Para:
> [EMAIL PROTECTED]
>                            Assunto:
> Crítica a matéria sobre
> distribuições Linux
>                               Data:
> Sat, 03 Mar 2007 02:43:01 -0300
>
>
> Caro Guilherme,
>
> A respeito da matéria "Linux: seis distribuições para usuários que
> querem usar o sistema no desktop", publicada no IDG Now, gostaria de
> fazer algumas críticas.
>
> Entendo que a matéria foi feita para usuários leigos, com pouco ou
> nenhum conhecimento em informática, mas isso não justifica alguns erros
> (graves) cometidos ao longo da matéria, que distorcem a imagem dos
> sistemas apresentados. Me refiro, principalmente, a um dos primeiros
> parágrafos, transcrito abaixo:
>
> "Antes de tomar o primeiro passo, é bom que o usuário tenha claro que,
> por mais que se pareçam graficamente com o Windows, sistemas em Linux
> --- ainda --- trazem diferenças substancias em relação ao sistema da
> Microsoft."
>
> Distribuições Linux são, e continuarão a ser, diferentes de outros
> ambientes Desktop. O ambiente desktop Linux possui identidade própria, é
> rico em recursos e funcionalidades, e é amigável aos mais leigos dos
> usuários. Clonar outros sistemas operacionais não é, e nunca foi, foco
> dos principais projetos voltados para a plataforma Linux. Se algumas
> empresas, entidades, ou mesmo alguns usuários optam por clonar o
> ambiente Windows, esta atitude não reflete a linha de pensamento de toda
> a comunidade.
> Se facilitar adaptações de usuários em sistemas diferentes fosse
> sinônimo de simplesmente não alterar a forma como eles realizam suas
> tarefas, a Microsoft não introduziria tantas mudanças significativas a
> cada versão de seu sistema operacional. Eles o fazem porque sabem que
> sempre será possível melhorar a usabilidade de um software, oferecendo
> ao usuário formas mais fáceis e eficientes de fazer o que precisam.
>
> A mesma idéia de que um sistema bom é o que clona algum já existente, é
> reforçada em um parágrafo na página referente ao Ubuntu:
>
> "Outro atrativo para quem nunca usou Linux é a presença nativa de
> softwares como o pacote corporativo OpenOffice, o comunicador Gaim, o
> editor de imagens Gimp e o navegador Firefox, que emulam muito bem as
> principais funções presentes no Windows."
>
> Acho que não preciso comentar aqui que os softwares citados não possuem
> a finalidade de "emular" nenhum outro. Atender ao mesmo problema,
> obviamente, não significa copiar. E acredito que seria essa a idéia mais
> correta a se passar ao usuário, a de que todas as suas necessidades
> serão atendidas nos sistemas apresentados, através de aplicativos que
> possuem as funcionalidades necessárias.
>
> Continuando:
>
> "Caso queira, a instalação padrão do Ubuntu ainda permite que o usuário
> habilite diversos outros softwares multimídia e para internet sem o
> trabalho de baixar e instalar pacotes - mesmo bastante simples, o Ubuntu
> instala aplicativos de uma maneira bem diferente do Windows."
>
> Mais uma vez, o jeito Windows de se fazer as coisas não significa o mais
> fácil e eficiente. Se as pessoas estão acostumadas a vasculhar sites de
> downloads, procurando o instalador de cada programa que precisam, e
> depois o executando um a um, não significa que essa é a maneira mais
> adequada. Talvez o usuário ache muito mais cômodo possuir um aplicativo
> em seu sistema, que liste todos os programas disponíveis
> organizadamente, e automaticamente baixe e instale aqueles que forem
> selecionados. Isso sem falar que esses programas serão atualizados
> automaticamente, a medida que novas versões forem lançadas. Esta é a
> forma de gerenciamento de instalação/remoção adotada pelas distribuições
> Linux, a qual se mostra bastante eficiente, e continua a ser aprimorada
> cada vez mais. Uma pena isso não ter sido mencionado na matéria.
>
> Bom, essas são as principais críticas que gostaria de fazer. Espero que
> as encare como críticas construtivas, e que lhe sejam úteis no futuro.
>
> -------
> Att.
> Luiz Mineo.
>
> ------------------------------------------------------
>
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