Raphael Menezes escreveu: > Que odio disso! > > Enviei um email gigante para a epoca. Contra argumentei todas as afirmacoes > da vadIA vasconcelos.
Sem querer ser polêmico, mas já sendo. É exatamente esse tipo de atitude que não ajuda. Dependendo do que você escreveu amanhã os caras da Época vão estar lendo o seu email e dizendo que "usuário de Linux é tudo um bando de malucos que não aceitam críticas" -- isso se não jogarem na lixeira direto. A revista época, em mais de uma oportunidade, demonstrou não ser isenta, o que quer dizer que qualquer iniciativa bem-intencionada no sentido de "esclarecer" só servirá para ser explorada negativamente por eles ou para servir de chacota na redação. Sem falar que ofender pessoalmente faz a pessoa se "fechar em copas" e criar resistência ainda maior. De minha parte, creio que há momentos em que a melhor reação é o siêncio. As pessoas já estão começando a perceber que boa parte da imprensa funciona a base de jabá e a ler criticamente as revistas. Ninguém vai pensar que o que a Época publicou é a palavra de Deus. Esse é um campo em que não temos como sequer lutar. Como dizia Sun Tzu, o bom general escolhe o terreno em que quer lutar. Devemos lutar para influenciar o governo, para expandir o uso de Linux em projetos educacionais, para construir uma comunidade forte, coesa e sem picuinhas, para purificar e traduzir software. Nesses campos temos como lutar e razoáveis chances de sermos bem-sucedidos. Discutir com pessoas que já têm uma opinião formada sobre Linux é perda de tempo, pois essas pessoas geralmente têm suas razões (geralmente estúpidas, do tipo "não quero mudar", "ninguém usa", "não quero ser minoria" ou egoístas). Argumentar contra opiniões formadas é dar murro em ponta de faca. Devemos formar opiniões onde elas não existem -- e não guerrear contra os que discordam de nós (mesmo que estejam errados em discordar). Marcar presença pode ser importante, se for permitido, mas sempre de forma breve, educada e profissional. A pessoa que for escrever precisa ser boa para redigir correspondência formal, precisa centrar-se no tema e precisa ser respeitosa (ainda que, na minha opinião, a Época mereça pouquíssimo respeito, considerando seu histórico). O importante não é extravasar frustrações, mas conseguir ser publicado na seção de cartas dizendo que a reportagem conteve erros que podem ser sanados na página tal (com um link para um bom artigo comentando a revista -- com o cuidado de só pôr o artigo no ar depois que a revista estiver nas bancas, ou então pôr uma versão primária e depois que a revista sair, dar uma turbinada). Outra boa forma de retrucar seria escrevendo, muito educadamente, aos "repórteres" enviando-lhes um LiveCD e dizendo que eles, aparentemente, não haviam tido a oportunidade de experimentar o Linux em ação e por isso haviam cometido alguns erros de avaliação, que poderiam ser sanados ao experimentá-lo. Tal carta deveria ter um tutorial "for retards" sobre como usar o CD e links para sites contendo soluções para problemas comuns que podem ocorrer. Aliás, este tipo de campanha poderia ser feita, independentemente da publicação de reportagens sobre o Ubuntu, com o objetivo de dar o Linux a conhecer aos formadores de opinião da imprensa escrita. Seria uma maneira de tentar conquistar usuários, mas principalmente de deixar essa gente pelo menos saber o que é o Linux. Estou à disposição de vocês se acharem minha idéia boa. -- José Geraldo Gouvea www.mundosefundos.co.nr -- Interessado em aprender mais sobre o Ubuntu em português? http://wiki.ubuntu-br.org/ComeceAqui - ubuntu-br mailing list [email protected] https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br

