André, é um fato. Migrações individuais são relativamente fáceis, mas
globais implicam em uma série de fatores que podem "parar" uma
organização.
Quando a Petrobrás criou a Petronect para implantar um "gerenciador
eletronico" de compras e vendas, foram necessárias várias semanas para
treinar pessoal, fornecedores e fazer todas as unidades "rodar" na nova
metodologia. Caso houvessem realizado a mudança de uma única vez, com
certeza todo o processo de compras no país ficaria estagnado.
Provavelmente esta mudará ou adequará sua plataforma, pois já constatei
falta de suporte ao acesso por máquinas linux em alguns procedimentos
como, por exemplo, login de usuários externos.

Quanto ao apoio ao pessoal da Wine, deveria ser ampliado, certamente.
Isto implementaria em muito o interesse pelos OS Linux. Muitos usuários
se "viciam" em determinados programas e, para este, o sistema que o
rodar é "o sistema".
Eu rodo 3 HDs na minha máquina, cada um com seu OS, Ubuntu, XP e W98,
pelo simples fato de ter que dar suporte a usuários destes. Se
abandona-los de vez, perco a prática para o suporte. Mas muitos mantém
OS distintos porque usam programas distintos.
Estou usando o Ubuntu e toda a sorte de programas emulados do DOS e do
Windows, na tentativa de integrar estas situações e permitir o uso de um
único OS (no caso o Ubuntu), mas tenho muito o que testar...

Na sua referencia ao pouco tempo de vida dos "opens" pagos, creio que és
explicada pelo habitual instinto de equalização do usuário: No seu ponto
de vista, ele entende que tudo para linux é "freeware" e não sabe o
exato significado de open source, então... "Se tudo é grátis, não vou
pagar por isto". A venda destes cai ou nem desemplaca, é por aí.

Abraços a todos,

Salles (Nethell)

Em Qua, 2008-02-13 às 16:35 -0400, Andre Cavalcante escreveu:

> É por essas e outras que vejo que o pessoal do Wine deveria ser mais apoiado
> pela turma open source e, principalmente, pelas distros Linux. Não adianta
> nada você falar que o linux tem isso e tem aquilo e aquilo outro. Se não
> tiver o programa que o sujeito tá usando (e que foi desenvolvido sob medida
> para a empresa dele) ele não vai mudar. Não se trata de se usar MS Office ou
> não.É muito mais amplo. Se não rodar as aplicações corporativas já
> existentes, esquece. Só numa migração global (tipo como o BB fez) é que vai
> ter a chance de o Linux emplacar. E olha que não tô falando de qualidade nem
> comodidade, mas uma necessidade. Outra coisa, a empresa vai investir em
> Linux nao pelo fato de ela não pagar licenças, pois toda empresa que se
> preze vai fazer contrato com uma red hat, canonical ou suse, ou ainda
> mandriva, itautec (para falar das nacionais) para dar suporte a sua distro e
> vai pagar por isso (talvez mais em conta que o do Windows, mas vai ter
> preço, sim). Essa coisa do licenciamento pega mais pra gente, usuários
> domésticos que são doidos por software grátis (aliás, já existem muito bons
> software para linux pagos e bem pagos e mesmo alguns open source, se bem que
> neste caso, não sei porque, não duram muito sendo pagos)
> 
> 
> André Cavalcante


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