Em Qui, 2008-05-29 às 12:54 -0400, Onilton Maciel escreveu:
> O que o Linus não gosta no gnome? Talvez fosse melhor abrir uma nova
> discussão, mas como é só uma pergunta boba e só vai ter uma resposta, não
> achei necessário.

Apareceu uma história há mais ou menos um ano, um ano e meio (não vou
checar no Oráculo agora...) de que o Linux preferiria usar KDE porque
tinha sérias críticas em relação ao Gnome. Algumas críticas eram em
relação a softwares específicos de que o gnome dependia (Glade e ESD, se
não me falha a memória), outras em relação às HIG (Human Interface
Guidelines), outras em relação ao modo como o Gnome é mantido pelos
desenvolvedores e outras ainda em relação às características gerais do
ambiente.

Em resumo, segundo Linus, o Gnome teria muito código legado, seria
desenvolvido de forma elitista pela comunidade de usuários, teria poucas
opções de personalização e as  convenções da HIG lhe pareciam ser
excessivamente simplórias. Ele chegou a ser grosso e dizer que o Gnome
seria um ambiente para "dumb people".

Para provar que não estava batendo à toa ele chegou a submeter patches a
vários softwares gnome tornando-os mais KDE-like em seu comportamento,
além de ter sugerido a substituição de alguns programas (ao que parece a
substituição do ESD pelo Pulseaudio teve algo a ver com a crítica de
Linus).

Quando disse que o KDE 4 incorporou o que o Linus criticou me referi à
simplificação da interface e à remoção de opções de personalização,
resultando em um ambiente mais padronizado e meio "sem graça".

Não acho necessário um novo tópico para essa discussão, mas uma boa lida
nos artigos da época (inclusive deu muita discussão nos blogs
brasileiros).


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