Não quero incitar mais discussões, mas vou postar aqui minhas razões para
ter mudado do Ubuntu. Faço isso para mostrar o que acredito ser necessário
melhorar no mesmo. Toda distro pode sempre aprender e agregar
funcionalidades criadas pelas outras, essa é a grande vantagem do software
livre, a meu ver. É interessante que os conhecimentos adquiridos sejam
compartilhados. Então é isso que pretendo fazer aqui. Para começo de
conversa é necessário explicar que utilizo o GNU/Linux principalmente em meu
notebook: um Itautec W7635 (nenhuma maravilha na realidade, mas é o que eu
pude adquirir). A primeira distribuição que instalei nele foi o Ubuntu 7.04,
pois tentei instalar na época o 7.10 mas ele não reconheceu minha placa de
vídeo (uma famigerada VIA CHROME9). Portanto, tive que instalar uma versão
anterior (7.04) e atualizar o sistema (para a 7.10, que era a mais atual na
época). Feito isso, decidi experimentar o KDE e instalei o Kubuntu 8.04, que
reconheceu a placa como uma VESA mas me permitiu a instalação sem problemas.
Tive que buscar na internet em alguns tutoriais para conseguir instalar o
driver correto para a placa e assim melhorar o desempenho do sistema.
Continuando, ao tentar atualizar para o 8.10, novamente minha placa não foi
reconhecida e resolvi então buscar por uma outra distribuição. Tentei
primeiro o openSuse, que subiu a interface gráfica, mas instalou também o
driver genérico. Tive problemas para configurar a placa wireless, que ele
não reconheceu automaticamente (uma Atheros, mas não me lembro exatamente o
modelo). Consegui fazê-la funcionar após algumas atualizações no sistema,
mas acabei desistindo dele pois não me adaptei muito bem ao Yast.

Instalei então o Mandriva One 2009, que é a distribuição que estou usando
atualmente. Primeiro, porque reconheceu automaticamente minhas placas de
vídeo e wireless automaticamente, sem necessitar a instalação manual de
drivers. Segundo, porque instalou, também automaticamente, a JVM, o que não
ocorreu com o Ubuntu, onde eu tive que instalar a mesma manualmente antes de
entrar em algum site em que ela fosse necessária (principalmente sites
bancários). No meu caso o Mandriva foi a melhor opção pelo reconhecimento
melhor das configurações do meu notebook. Outro detalhe em que ele é muito
bom é no centro de controle, o MCC, que achei mais fácil de usar que o Yast
do openSuse e o qual não vi equivalente no Kubuntu.

O problema principal que eu vejo no Mandriva é que ela não possui uma
comunidade tão atuante quanto essa do Ubuntu. Para um iniciante isso com
certeza é uma questão que pesa muito a favor do Ubuntu. Se nas próximas
versões o suporte ao hardware for melhorado, um centro de controle mais
poderoso for criado e a instalação automática desses softwares "essenciais"
for implementada, com certeza o Ubuntu (ou Kubuntu) voltará a ser minha
primeira escolha.

Aproveitando, quero falar algumas coisas sobre o KDE4. A primeira é que ele
é muito diferente do 3.5, e talvez seja esse o principal motivo da rejeição
que algumas pessoas tem a ele. Ele é mais pesado realmente, mas isso na
realidade depende muito do hardware em que ele é rodado. O segundo diz
respeito à interface propriamente dita, que realmente necessita de um tempo
de adaptação. Mas ela é com certeza uma evolução, assim como foi a troca da
interface do Windows 3.1 para o 95. Também houve naquela época a necessidade
de uma período de adaptação, pois muitos usuários não faziam idéia de como
utilizá-la. Acredito que a troca seja inevitável e necessária. Para quem não
gostou muito do novo KDE, sugiro experimentá-lo mais. É quase inevitável
admitir que ele realmente é melhor do que o anterior. Claro que ele tem
problemas, mas eles vão acabar sendo resolvidos com o tempo, como é natural
no ciclo de vida de qualquer software.
-- 
Mais sobre o Ubuntu em português: http://www.ubuntu-br.org/comece

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