Em 28 de outubro de 2010 10:05, Renato Alvim <[email protected]>escreveu:
> > Falei em "eletro" no sentido usado antes: liquidificadores, geladeiras... > Smartphone é computador. > Você já viu alguém fazer curso pra operar um smartphone? A Eletrolux vai lançar um refrigerador inteligente no próximos meses ( http://www.electrolux.com.br/ikitchen_ra/index.html). Duvido que alguém oferecerá um curso pra operá-lo. No entanto, existem cursos pra usar, por exemplo, uma máquina de costura. Por que? Qual a diferença entre uma máquina de costura e outros "eletros"? E qual a semelhança entre a máquina de costura e os computadores? Eu diria que quem usa uma máquina de costura deve ter certas habilidades que não são comuns a todos os seres humanos. Igualmente para os computadores atuais. Por isso é preciso ensinar de maneira estruturada. Alguns seres humanos possuem as habilidades inatas que facilitam sua aprendizagem, outros (e eu diria que a maioria) não. Acontece que, a possibilidade de fazer com que um computador não necessite de alguém com habilidades especiais é maior do que a mesma possibilidade com a máquina de costura (a não ser, é claro, que se apele para o uso de computadores para fazer essa interface). E aí é que está o ponto: Se certos computadores (como os citados acima) podem ser simples, por que os computadores domésticos não podem? > Veja bem, amigo: quando eu me formava em Matemática, em 1971 todos falavam > que o ramo que mais se desenvolveria seria o dos "programas tradutores". > Até hoje não lidam com a semântica. > Tudo o que propalaram deu n`água. > Uma coisa é o que "eles" falam. Outra coisa é como as coisas, realmente, acontecem. Há muitos anos aprendi que, para cada coisa que ouvimos "alguém" dizer, devemos perguntar "quem ganha com isso?" Não apenas quem ganha se a coisa se concretizar, mas também, quem ganha propagando a ideia "inovadora" e sem comprovação empírica. Talvez a tal febre dos programas tradutores tenha dado n'água porque "alguém" não ganhou com isso, ou "alguém" tenha ganhado em induzir essa ideia nos acadêmicos da época... Quem sabe? Normalmente, eu faço essa pergunta e, se a resposta, no meu ponto de vista, é a sociedade e as pessoas em geral, eu apoio. Se a resposta é "meia dúzia", ou "42" :D, eu desconfio. > Um SO já deveria há muito tempo apresentar uma figura - personalizável-que > perguntasse ao usuário o que fazer. > E pela resposta - fala - realizar a solicitação. > E isso sempre será diferente de um "eletro-doméstico"... > Eu também acho, mas também acho que um computador deveria ser *como* um eletrodoméstico e não necessitar de habilidades não inatas para serem operados. Usar um computador deveria ser tão natural quanto usar uma geladeira. Penso que o S.O., no futuro será, irrelevante. Da mesma forma como o hardware, que já foi a fonte de lucros de uma certa empresa, virou commoditie, o S.O., e provavelmente os próprios programas, também virarão. Na verdade no ambiente do SL, o software *é* commoditie desde o início. Abraço. -- Paulo de Souza Lima Técnico em Eletrônica e Administrador http://www.pasl.net.br http://almalivre.wordpress.com Curitiba - PR Linux User #432358 Ubuntu User #28729 -- Mais sobre o Ubuntu em português: http://www.ubuntu-br.org/comece Lista de discussão Ubuntu Brasil Histórico, descadastramento e outras opções: https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br

