Você tem absoluta razão. O que há de intuitivo chamar o disco rígido de C ou a pendrive de E? na verdade nada. No entanto, quando abrimos meu computador no Windows, os dispositivos estão nomeados assim: "disco local c:", "Kingstone e:", etc. Então, as correspondências estão perfeitamente estabelecidas. Mas como verifico, no Linux, quem é quem?

Quando abro /dev, encontro por exemplo sda. Em propriedades, consegui saber que o seu tamanho é 0, que o Linux o designa por "dispositivo de bloco e que apenas o root tem permissão de acesso. Estas informações não me ajudam a esclarecer quem é afinal o sda, mas é claro que deve haver algum modo de sabê-lo.


On 01-02-2011 15:23, Xisberto wrote:
Em 1 de fevereiro de 2011 13:56, Luciano de Souza<[email protected]>escreveu:

dd if=/dev/hda of=disco.iso

Ele não conseguiu abrir o dispositivo hda. Bom, na verdade, o Linux se
utiliza de nomes muito pouco intuitivos para os dispositivos. Então, não
tendo aberto este hda, como dizia a página em que busquei, não sei
exatamente como identificar o meu disco rígido, a minha pendriver, o meu
CDROM.


Eu chamaria de não-intuitivos C: D: etc, e não sda, sdb, sdc, e assim por
diante. O artigo que você leu provavelmente já tem uns anos de idade, hoje
em dia tanto HDs quando pendrives são nomeados na sequência sda, sdb, etc.


Continuei a ler e tenho uma hipótese do porquê isto não funcionou. Um dos
textos dizia que o dd somente funcionaria se a origem e o destino não
estivessem montados. Por montados, penso eu, deva entender-se iniciados. E
se assim é, porque o Linux está ativo, deve estar montado e, montado não
permite que o dd trabalhe. O texto aconselhava ainda que o procedimento
fosse feito utilizando um LiveCd, de modo que o fluxo de entrada do comando
dd estivesse liberado.


Sim, isto é importante. Imagina o seguinte: você está copiando todo o
conteúdo do seu HD para um arquivo dentro do seu HD. Não vai dar certo
nunca. Precisará que:
1) o HD a ser copiado não esteja sendo usado (todas as partições precisam
estar desmontadas, daí a dica do LiveCD)
2) o HD a guardar a cópia precisa ser maior que o original


Além disso, li outros comenhtários sobre o dd. Diziam que ele é muito
lento, que gera imagens muito grandes e, deu a entender que se tenho 500 de
disco, a imagem será de 500 ainda que apenas 50 estejam ocupados.


Não é que o dd gere arquivos muito grandes, é que o dd é uma ferramenta de
baixo nível. Ele copia um arquivo qualquer para outro arquivo qualquer bit a
bit. Então se você indica o arquivo que representa o seu HD, você vai
precisar de um HD maior que ele para que a imagem caiba lá.


Se o dd incorpora até mesmo os espaços vazios à imagem, então, terei pouco
sucesso em utilizá-lo para copiar o meu disco de um terabyte, ainda que ele
esteja quase todo vazio.

então, pergunto-lhes:

1. Como fazer a associação entre os dispositivos nomeados como hda, sda,
da2, etc com o disco rígido, com o CDROM<  com a pendrive, etc?


Você só precisa usar o nome certo, eles já estão associados.


2. Teriam alguma idéia de como criar a imagem do HD inteiro e não apenas a
partição do Linux por meio de ferramenta de linha de comando, seja com o dd
ou com outra ferramenta, talvez, mais eficiente?


Eu indicaria o partimage, mas o Fabiano já indicou o remastersys que parece
ser bem mais prático para o que você quer.


Para este fim, penso que seria mais direto o caminho pela linha de
comandos. Se ela não existir, então, tento o programa gráfico, esperando que
ele se comporte bem com o meu leitor de telas.

A idéia seria recuperar a imagem do disco a partir de uma pendrive. Depois
de instalados Linux e Windows, criaria a imagem, antes mesmo que todos os
dados pessoais fossem restituídos ao disco.





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Luciano de Souza


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