Enviado para você por Celio Silva através do Google Reader: Ubuntu Unity: (des)unindo uma comunidade via Orgulho Geek de Kadu em 09/09/11
Durante muitos anos, as interfaces que vinham nas distros Linux eram um pouco mais pobres que as de outros sistemas não-livres. Muito se reclamava da “feiura” do sistema, mas pouco se fazia para melhorá-la. As coisas ficavam mesmo nas mãos de usuários que criavam “customizações” de seus Desktops e compartilhavam em sites como GNOME-look.org e KDE-Look.org. Aí, veio o time do KDE e mudou toda a interface, adicionou um renovado framework e voilá! Boa parte da comnunidade ficou, desculpem o modos, “putinha”, e se virou contra o KDE 4. A Canonical, que desde o começo com o Ubuntu usava o GNOME, tinha certos problemas com a fundação GNOME, pois tinha ideias que considerava legais, mas a galera do GNOME não achava e não aceitava implementá-las. Daí, surgiu uma diferença no GNOME que vinha no Ubuntu e daí, começou a brotar uma nova interface: O Unity. O Unity veio bem em tempos de lançamento de uma nova versão do GNOME, com interface remodelada, novos efeitos firulas, mas a Canonical já tinha decidido implementar o Unity em sua distro padrão e então começou um “mimimi” na comunidade Linux: aqueles que não aceitam mudanças ficaram furiosos com a nova interface, e queriam que o Ubuntu continuasse com a mesma interface de um sistema de dez anos atrás. O Ubuntu está bonito, está funcional e está cada dia mais completo, mas há um detalhe que as pessoas que não gostam de mudanças tem que colocar na cabeça: o Linux é livre, o Ubuntu é livre. Se você não gosta de inovação (e pode ter certeza, se você gosta de usar sempre a última versão do sistema, A INOVAÇÃO SERÁ TESTADA EM VOCÊ!), pode continuar a usar as versões mais antigas do Ubuntu, como a LTS (Long Term Support) 10.04, ou a última com o ambiente padrão do GNOME 2, o Meverick Meerkat 10.10 (que é muito estável, por sinal). Dizer que o Unity reduz a produtividade é uma grande desculpa esfarrapada. Existem diversas teclas de atalho para facilitar a utilização do sistema. Este texto, por exemplo, para ser escrito no Writer, foi preciso pressionar a WinKey (Super, para os “evangelizados”) e digitar “writer”, pressionar Enter e pronto. O editor de textos já estava aberto. Muito mais rápido que ir em Aplicativos > Escritório > LibreOffice Writer, não é mesmo? Li um comentário em um site português de tecnologia, que quem “manda é o cliente. Se o cliente não gostou do produto, a empresa deve retornar à versão antiga, ou ela não respeita o cliente”. Não é assim. Isso, às vezes significaria que a empresa teria de se ater ao que os clientes “conservadores” querem e parar a inovação. Isso é “uma faca de dois legumes”. Existem opções para quem não gostou do Unity. Manter uma versão mais antiga, migrar para outra distro, usar um comando “fallback”. De todas elas, pode ter certeza de uma coisa: você continua sendo livre para escolher, livre para discordar, mas não é livre para barrar o progresso e a inovação. Filed under: Hardware & Software Tagged: Gnome, Open Source, Ubuntu, Unity Coisas que você pode fazer a partir daqui: - Inscrever-se no Orgulho Geek usando o Google Reader - Começar a usar o Google Reader para se manter facilmente atualizado sobre todos os seus sites favoritos -- Mais sobre o Ubuntu em português: http://www.ubuntu-br.org/comece Lista de discussão Ubuntu Brasil Histórico, descadastramento e outras opções: https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br

