Bom dia a todos. Em 10 de outubro de 2012 07:19, Renato Alvim <[email protected]>escreveu:
> Caros amigos. > Existe um vídeo na rede que mostra um deputado (ou senador) falando da > fraude eleitoral > devida às urnas eletrônicas. > Citou o nome do responsável por sua programação e falou que em se pagando, > pode-se eleger deputado ou senador. > Claro, caiu no esquecimento. > Poucos se indignaram. > Mas ele diz que esta seria uma das razões para o resto do mundo descartar o > uso de urnes eletrônicas. > E que se riem de nossa ingenuidade ao usá-las. > Reflitamos... > Só nós aqui sabemos fazer isso? > Países de grandes avanços tecnológicos não sabem fazer isto? > Dá o que pensar. > > Nos EUA vários estados utilizam a urna eletrônica. Lá é facultativo um estado decidir pelo voto em papel ou urna eletrônica. Existem casos de fraudes da urna eletrônica relatados, mas também existe uma ENORME diferença entre os sistemas de lá e de cá. Só pra dar um exemplo de como a "segurança" das urnas em um dos "países de grandes avanços tecnológicos", todo o processo eleitoral é privatizado. A empresa que fornece as urnas é a mesma que faz a contagem dos votos. Essa empresa é israelense, país que, seguramente tem uma influência enorme no resultado das eleições norte-americanas. Portanto, não se trata apenas de um problema de segurança. Trata-se de um problema político e de interesses. A população é levada a entender que as urnas de lá são seguras, mas os políticos, grandes empresários e funcionários do governo sabem que não são, mas não têm interesse em fazer o processo mais transparente. Auditorias são feitas, dentro do mesmo esquema, com resultados falsificados para apresentação pública. E assim as coisas vão: o povo pensando que estão na maior democracia do mundo, e o USA Inc. continua a existir, sabe-se lá até quando. Aqui no Brasil, testes de invasão da urna foram feitos, debaixo de muita crítica porque o TSE estabeleceu "parâmetros" dentro dos quais os testes deveriam ser feitos. Dentro dos "parâmetros" a urna não pode ser violada, ainda mais considerando o processo como um todo. O problema é que na vida real os "parâmetros" não existem. Os resultados estão disponíveis no site do TSE: http://www.tse.jus.br/search?SearchableText=seguran%C3%A7a+da+urna+eletr%C3%B4nica Agora, de uma coisa eu tenho certeza: fica MUITO mais difícil violar uma urna eletrônica, dentro de um processo transparente e público, do que falsificar votos em um processo manual. - Em urnas eletrônicas, a pessoa precisa ter acesso irrestrito, inclusive violando os lacres do gabinete. - Para votar, é preciso das senhas de dois mesários. - A data e a hora do voto ficam registrados. - Cada eleitor está cadastrado no software e só pode votar uma vez. - Caso alguém invada uma urna antes da eleição e consiga "incluir" alguns votos a algum candidato, vai dar um problema lascado, porque os eleitores que votarão no dia da eleição ficarão com seus votos bloqueados. - Isso vai caracterizar problema na urna, que será substituída e a defeituosa vistoriada. - Fazer isso com uma urna pode até ser factível, mas com várias, acho totalmente improvável. - Alguém vai ser pego em algum momento. Agora, se me perguntarem se eu confio no sistema de urna eletrônica, eu diria um sonoro NÃO, porque o processo não me parece transparente o suficiente. Mais confio muito menos no sistema de voto manual. Abraços. -- Paulo de Souza Lima http://almalivre.wordpress.com Curitiba - PR Linux User #432358 Ubuntu User #28729 -- Mais sobre o Ubuntu em português: http://www.ubuntu-br.org/comece Lista de discussão Ubuntu Brasil Histórico, descadastramento e outras opções: https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br

