Em 25 de fevereiro de 2013 14:51, Tiago Passos <[email protected]>escreveu:
> Se for usar a mesma pasta home para duas distros, lembre-se de, em > cada uma, utilizar nomes de usuários diferentes. > > Dessa forma não vai > ter problemas > Sim, isso é verdade, e tem uma implicação interessante que eu vou comentar mais na frente. Espero que a maioria tenha paciência para ler tudo :P Na prática, isso de usar a mesma partição para mais de uma distribuição tem suas vantagens e desvantagens. Usar uma única partição para o /home das duas instalações, e o mesmo nome de usuário levaria a que as duas distribuições usem o mesmo diretório. Qual é o efeito prático? Você teria acesso aos seus arquivos dentro das mesmas pastas não importa em que ambiente esteja. Isso vai valer para arquivos de uso geral e para arquivos de configuração. Então a configuração do papel de parede, por exemplo, seria a mesma nos dois ambientes. Se esse wallpaper for (apenas um exemplo) /usr/share/wallpapers/Ubuntu.png, logo o Fedora ou Debian não enxergariam esse arquivo. Mas se a imagem do papel de parede estiver dentro do seu diretório pessoal, as duas instalações apresentariam a imagem igualmente. O mesmo acima vale para o tema dos controles gráficos (um tema instalado pelo sistema versus temas instalados na ~/.theme) e aplicativos. O Firefox ou Chrome teriam as mesmas configurações nas duas instalações, assim como rhythmbox, Transmission, skype e qualquer aplicativo. Se uma das intalações usa KDE e a outra GNOME ou Unity, o efeito seria o mesmo de uma única instalação com mais de um ambiente instalado, haveriam mais arquivos de configuração que o normal, mas não necessariamente haveria mais bagunça. Sobre a dica do Tiago de usar a mesma partição mas usuários diferentes, tá aí uma coisa interessante que eu nunca havia pensado. Todo usuário tem um nome e um identificador (User Id, ou uid). Os sistemas de arquivos (ext3, ext4, reiserfs) usam os uids para marcar nos arquivos e diretórios qual é o usuário dono daquele arquivo. Além disso, quando um sistma cria um usuário "normal", ele *geralmente* usa os uids a partir do 1000 (sendo o 1000 criado durante a instalação). Os usuários do sistema ficam com os uids abaixo de 1000. Então, se as duas distribuições instaladas usarem o mesmo uid para seus usuários, eu poderia ter o Ubuntu com o usuário xisberto e o Fedora com o usuário humberto, e cada usuário teria o id 1000 dentro da sua instalação, e eu teria os diretórios /home/xisberto e /home/humberto, ambos pertencentes ao uid 1000. Dessa forma, na hora do login no Ubuntu, eu estaria dentro do /home/xisberto e acessando os arquivos de configuração dele, mas ao abrir o nautilus, poderia navegar tranquilamente pelos arquivos dentro de /home/humberto sem problemas de permissão. E o inverso é verdadeiro! Acho que essa dica é muito boa, e de certa forma abrange o melhor de dois mundos: seu particionamento seria relativamente simples, você teria acesso a mais de um sistema para testes e seus documentos estariam facilmente acessíveis a partir de ambas as instalações. O lado negativo é a parte de configuração de programas, que seriam independentes entre si e a criação de novos usuários, precisa ter um cuidado maior para evitar repetir no Ubuntu um nome já usado no Fedora. -- Humberto Fraga http://lixaonerd.wordpress.com -- Mais sobre o Ubuntu em português: http://www.ubuntu-br.org/comece Lista de discussão Ubuntu Brasil Histórico, descadastramento e outras opções: https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br

