Fonte: Folha de S. Paulo, Ci�ncia, quinta-feira, 12 de maio de 2005

TECNOLOGIA

Engenheiros nos EUA criam m�quina que faz r�plicas de si mesma; id�ia pode ser 
�til na explora��o espacial

Rob�s se reproduzem como seres vivos 
SALVADOR NOGUEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL 

O sonho de John von Neumann e o pesadelo de Eric Drexler ficaram mais pr�ximos 
hoje. Um quarteto de cientistas da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, 
acaba de anunciar a cria��o de um rob� que � capaz de criar r�plicas de si 
mesmo. � isso mesmo: ele se reproduz.
A id�ia de que m�quinas pudessem se valer dessa propriedade, que hoje � 
exclusividade de seres vivos e programas de computador, n�o � nova. O 
h�ngaro-americano Von Neumann (1903-1957) foi o primeiro cientista a estudar de 
forma rigorosa a matem�tica envolvida em m�quinas auto-replicantes.
Mais tarde, outros especularam que as chamadas "sondas de Von Neumann" seriam a 
melhor maneira de explorar a gal�xia -elas se replicariam usando mat�ria-prima 
de cada corpo celeste em que pousassem, multiplicando exponencialmente o 
potencial da miss�o e rapidamente visitando todos os sistemas da Via L�ctea.
Partindo delas, o nanotecn�logo americano Eric Drexler (1955-) imaginou o pior 
dos pesadelos -m�quinas nanosc�picas (compar�veis ao tamanho de mol�culas) que 
se multiplicam incessantemente at� converter a superf�cie da Terra numa imensa 
gosma cinza ("grey goo", em ingl�s).
Hod Lipson, l�der do grupo que criou os rob�s auto-replicantes, n�o compartilha 
esses medos. Quando questionado sobre se essas pesquisas deveriam ser 
desencorajadas, pelo perigo que poderiam proporcionar no futuro, ele diz que 
"neste caso, os benef�cios potenciais claramente pesam mais que os riscos".

Instru��es
Os robozinhos que ele construiu s�o compostos por m�dulos em forma de cubo, com 
dez cent�metros de lado e duas metades girat�rias. �m�s nas laterais dos cubos 
servem para fornecer a conex�o. Cada cubo tem sua pr�pria programa��o, que 
oferece as instru��es para que um conjunto de cubos crie um outro conjunto, 
igual a ele mesmo. Claro, para que isso aconte�a, os rob�s precisam ser 
supridos de eletricidade e de novos cubos -sem essa mat�ria-prima, as m�quinas 
n�o podem se multiplicar. E, para terminar a rotina de seguran�a, as m�quinas 
est�o programadas para s� se multiplicar duas vezes. Sem d�vida, um mau dia 
para a "grey goo".
O trabalho de Lipson e seus colegas, apresentado na edi��o de hoje do peri�dico 
cient�fico brit�nico "Nature" (www.nature.com) � a auto-replica��o mais 
sofisticada de rob�s j� realizada, mas n�o a primeira. Antes deles, em 1957, o 
f�sico Roger Penrose usou pe�as de madeira que se organizavam em certos padr�es 
com mais freq��ncia que em outros. E em 2001 um grupo da Universidade Johns 
Hopkins fez rob�s de lego capazes de montar lego. A grande contribui��o do novo 
estudo n�o � tanto o fato de que suas m�quinas podem se replicar, mas que 
tamb�m o de que podem crescer no processo.

Evolu��o
O grupo de Lipson ganhou fama em 2000, ao elaborar um programa de computador 
que fazia "evoluir" projetos de rob�s e depois os constru�a sozinho. Agora eles 
desenvolveram rob�s que se multiplicam, com base numa programa��o. "O que 
queremos fazer agora � juntar as duas coisas e criar rob�s que evoluam sozinhos 
e se reproduzam", conta Lipson.
Embora o pesquisador n�o pense nessa tecnologia como uma leg�tima precursora 
das sondas de Von Neumann (a id�ia n�o � se multiplicar indefinidamente com 
base em recursos locais), Lipson pensa que ela pode ser muito �til na 
explora��o espacial.
Futuras sondas n�o-tripuladas poderiam ser concebidas como m�dulos que a 
pr�pria m�quina pudesse reorganizar, de acordo com a tarefa a realizar ou com 
potenciais danos a serem feitos. "A auto-replica��o � apenas o caso extremo do 
auto-reparo", ele diz.
"A Nasa [ag�ncia espacial dos Estados Unidos] est� considerando isso 
seriamente", prossegue. "N�o s� n�s, mas outros grupos, do MIT e da 
Universidade do Sul da Calif�rnia estiveram em contato com a Nasa para propor 
id�ias de como aplicar isso � explora��o espacial."
Para Lipson, nem todas as miss�es se beneficiar�o da nova estrat�gia. Mas, 
segundo ele, as mudan�as poderiam ser para j�. "Acho que a tecnologia j� est� 
pronta, � s� uma quest�o de pol�tica, mudar o paradigma de como se projeta 
rob�s para explora��o."
A maior contribui��o do seu trabalho n�o � no �mbito pr�tico. � a no��o de que 
a separa��o entre sistemas replicantes e n�o-replicantes � cheia de tons de 
cinza. "N�o � uma coisa de preto e branco", diz. Com isso, se torna poss�vel 
conceber uma escala de "replicabilidade", que servir� aos engenheiros como 
par�metro pelo qual se guiar na hora de aperfei�oar rob�s replicantes.



[As partes desta mensagem que n�o continham texto foram removidas]





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