Interessantíssimo!!! Imprimi e encadernei todo o livro para minha biblioteca.

 

Eduardo.

 

http://www.vidhya-virtual.com/Vidhya2/inicio.htm

 

 
 
 
Antiga História do Brasil - de 1100 a. C. a 1500 d. C.
 
Ludwig Schwennhagen 
 

 I. Introdução 


     Capítulo I - O Estudo da História do Brasil Antigo

     Capítulo II - Lista Cronológica dos Fatos Históricos, desde 1100 a.C. até 
1500 d.C.
 
          I - O Primeiro Descobrimento
          II - As Frotas de Hir√£ e Salom√£o no Rio Amazonas (de 993 a 960 a.C.)
          III - A Chegada dos Egípcios e a Imigração dos Povos Tupis (de 940 a 
900 a.C.)
          IV - A Participação dos Cartagineses na Colonização do Brasil
          V - Testemunhos Liter√°rios do 4¬ļ S√©culo a.C.
          VI - A Destruição de Tiro, em 332 a.C. e a Expedição da Frota de 
Alexandre Magno para a 
                América do Sul,   em 328 a.C.
          VII - O Domínio Cartaginês no Brasil (324 a 147 a.C.)
          VIII - As Rela√ß√Ķes Cortadas
          IX - As Viagens do Apóstolo São Tomé ao Brasil (50 a 60 d.C.)
          X - A Navega√ß√£o √Ārabe dos S√©culos II a VII
          XI - A Origem da "Ilha das Sete Cidades
          XII - O Sipanga, respectivamente, Cipango, de Marco Polo e Paulo 
Toscanelli


     III - Origem, Língua e Religião dos Povos Tupis


     IV - A Imigração dos Cários ao Brasil - de 1100 a 700 a.C.


     V - A Estação Marítima "Pedra de Sal", a Fundação de Tutóia e as Sete 
Cidades de Piaguí


     VI - O Rio Parnaíba, a Distribuição dos Tupis e a Grande Lagoa


     VIII - Diversos Pontos de Vida Pré-histórica do Piauí


FEN√ćCIOS, DESCOBRIDORES E COLONIZADORES DO BRASIL
 

ilhares de obras já foram escritas apresentando a tese de que os pré-egípcios 
teriam saído da América do Sul, e que foi também aqui o berço da civilização 
europ√©ia. Freq√ľentemente vemos surgirem aqui e ali ind√≠cios que reavivam essa 
tese, e volta a manchetes o assunto, seja devido a escava√ß√Ķes, quando se 
descobrem prov√°veis cidades soterradas, t√ļneis e cavernas com objetos de origem 
antiga, ou inscri√ß√Ķes petrol√≠ficas, seja porque algum cientista vem a pa√≠ses 
sul-americanos.

O Brasil tem sido, talvez, o menos estudado em assuntos arqueológicos ou, 
esporadicamente, um cientista estrangeiro descobre aqui e ali um indício e 
chama nossa atenção, olhe aqui... ali...

Mas ultimamente tem sido despertada a consciência dos brasileiros para a 
necessidade de conhecer melhor a sua terra, a sua origem. Tem havido, mesmo, 
grande interesse em tudo o que se relaciona com a nossa terra. O dizer-se que 
os índios brasileiros nasceram autóctones há 50 ou 100 mil anos é teoria já não 
muito aceita, ou dizer-se que os primeiros habitantes da terra surgiram na 
√Āfrica ou na √Āsia, e um bocadinho no Brasil, √© assunto para estudar-se com 
maior profundidade. Mas o afirmar-se que os primitivos brasileiros emigraram do 
lend√°rio continentes Atl√Ęntida, via Venezuela, ou chegaram em pirogas, ou 
desceram dos Andes, ou são pré-egípcios, ou grande parte descende dos Fenícios, 
ou por que nossos √≠ndios possuem uma mem√≥ria do Dil√ļvio, √© assunto para 
estudar-se mais ainda. A História existe, mas ela é também uma teoria que 
poderá ser ampliada ou até renegadas algumas de suas verdades. As teorias e 
verdades aristotélicas dominaram a civilização durante mais de mil anos e, 
tentando
 reformular essas verdades, muitos cientistas morreram em fogueiras, quando os 
senhores da verdade oficial achavam que a nova verdade poria em perigo sua 
hegemonia sobre os homens. Se tivermos que amanhã reformular a História 
brasileira, por que n√£o o fazermos, a bem da verdade?

Se aqui e ali aparecem indícios de que os Fenícios descobriram e colonizaram 
parte do Brasil há 3.000 anos, estudemos os indícios, os sinais de sua 
passagem, as escritas cuneiformes, as inscri√ß√Ķes petrogl√≠ficas, a m√£o encarnada 
que alguém deixou gravada na pedra ou a marca noutra pedra que deixaram para 
indicar que por aqui passaram outros.

A obra que ora apresentamos, ANTIGA HIST√ďRIA DO BRASIL (de 1100 a.C. a 1500 
D.C.), de LUDWIG SCHWENNHAGEN, é um desafio. Desafio aos arqueólogos, 
geógrafos, geólogos, aos antropólogos, filólogos, etimólogos, indianistas, aos 
prefeitos de Municípios, governos de Estados brasileiros, desafio a todos os 
brasileiros, para que estudem e expliquem melhor a sua terra, a sua gente, suas 
heranças mais remotas.

Desafio lançado por esse austríaco em 1928 e que se perdeu na restrita área do 
Piauí, quando a Imprensa Oficial de Teresina lançou essa obra em primeira 
edição e seus poucos exemplares desapareceram no manuseio de mão em mão.

Desafio que volta a ser lançado na reedição desta obra de excepcional valor 
para os estudos da origem brasileira, quando as teses de seu autor vêm 
despertando intensa curiosidade e está merecendo até apoio oficial.

Ao tomar o leitor este livro às mãos, por certo se fará perguntas que talvez 
nunca tenha ouvido, como, por exemplo: foi Pedro √Ālvares Cabral quem descobriu 
o Brasil em 1500 d.C. ou navegadores Fenícios em 1100 a.C.? Cabral o terá 
descoberto por acaso como narram os compêndios de história, ou ele já conhecia, 
detalhadamente, a descrição feita pelo historiador grego Diodoro, no século I, 
antes de Cristo, na sua História Universal? Ou teria Cabral em mãos a carta de 
navegação, descrevendo as costas do Brasil, confeccionada por Toscanelli, a 
mando de Fernando Teles, em 1473? Onde fica a lend√°ria Insula Septem Civitatum, 
ou Ilha das Sete Cidades, que os romanos tanto buscavam, e j√° aparecia a sua 
descri√ß√£o em latim numa cr√īnica de Porto-Cale (Porto), em 740 d.C., como sendo 
um novo √Čden, a ilha dos Sete Povos, onde existiam ouro e muitas outras 
riquezas? Ficaria nos Açores, na Ilha da Madeira, nas Antilhas ou nas costas do 
Piauí, no Brasil? Quais os primeiros mineradores que exploraram
 ouro e pedras preciosas no Brasil? Os portugueses ou engenheiros egípcios? 
Buscavam apenas ouro e metais preciosos ou também salitre para o embalsamamento 
de seus mortos? Ou engenheiros mandados pelso reis Davi e Salomão, em aliança 
com o rei Hir√£, nos anos 991 a 960 antes da era crist√£? Quem primeiro oficiou 
fun√ß√Ķes religiosas aos √≠ndios brasileiros? Henrique de Coimbra ou sacerdotes da 
Ordem dos Magos da Cald√©ia, da Sum√©ria ou da Mesopot√Ęmia? Foram os portugueses 
os primeiros a exportarem pau-brasil? Mas, se nas memórias de Georg Fournier, 
da Marinha francesa, n√£o consta que os bret√Ķes e normandos j√° traficavam com os 
selvagens do rio S√£o Francisco, que lhes vendiam o pau brasil?

Perguntas dessa natureza estão implícitas nesta admirável obra de LUDWIG 
SCHWENNHAGEN, que pode ser lida até por leitores de literatura circunstancial, 
como se lê um livro de mistério, tal o interesse que nos desperta, mas é obra 
de exaustiva pesquisa.

A primeira edi√ß√£o de ANTIGA HIST√ďRIA DO BRASIL √© de 1928, da Imprensa Oficial 
de Teresina, e menciona sob o título: Tratado Histórico de Ludovico 
Schwennhagen, professor de Filosofia e História. Como vemos, o autor 
assinou-se, n√£o sabemos se por espont√Ęnea vontade, como Ludovico. Preferimos, 
na sua reedição, conservar-lhe o nome original, que é Ludwig. Pouco se sabe a 
seu respeito. Em Teresina existe uma mem√≥ria no povo de que ¬ďpor aqui passou 
esse alemão calmo e grandalhão que ensina história e bebia cachaça nas horas de 
folga, andava estudando umas ruínas pelo Estado do Piauí e outros do Nordeste, 
e que chegou a Teresina no primeiro quartel deste século, não se sabe de onde, 
e morreu sem deixar rastro, não se sabe de quê, e andava rabiscando uns 
manuscritos sobre a origem da raça Tupi, lendo tudo o que era pedra espalhada 
por a√≠. Seu nome √© t√£o complicado que muitos o chamavam Choven√°gua¬Ē. √Č muito 
pouco para se situar um estudioso de seu quilate.

No livro Roteiro das Sete Cidades, de autoria de Vitor Gonçalves Neto, 
publicado pela Imprensa Oficial de Teresina, para as Edi√ß√Ķes ¬ďAldeias Altas¬Ē, 
de Caxias, Maranh√£o, em 1963, livro gostoso de se ler, em que descreve as Sete 
Cidades e cita vários trechos deste livro de Schwennhagen, comentando-o através 
de personagens bem t√≠picos, o autor faz o seguinte oferecimento: ¬ď√Ä mem√≥ria de 
Ludovico Schwennhagen, professor de História e Filosofia, que em maio de 1928 
levantou a tese meio absurda de que os fenícios foram os primeiros habitantes 
do Piauí. Em sua opinião, as Sete Cidades serviram de sede da Ordem e do 
Congresso dos povos tupis. Nasceu em qualquer lugar da velha √Āustria de 
ante-guerras, morreu talvez de fome, aqui, n’algum canto do Nordeste do Brasil. 
Orai por ele!¬Ē

Encontramos na Biblioteca Nacional um livreto intitulado: ¬ďMeios de Melhorar a 
Situa√ß√£o Econ√īmica e Moral da Popula√ß√£o do Interior do Amazonas¬Ē, confer√™ncia 
dos Drs. Ludwig Schwennhagen, membro da Sociedade de Geografia Comercial de 
Viena, d¬í√Āustria, e Luciano Pereira da Silva, publicista ¬Ė Rio de Janeiro, 
tipografia do ¬ďJornal do Com√©rcio¬Ē, 1912. Esse livreto reproduz as confer√™ncias 
que fizeram esses dois estudiosos no salão nobre da Associação Comercial do 
Amazonas, na noite de 15 de agosto de 1910. Ali não só este autor se escreve 
com o nome original de Ludwig, como na conferência seguinte, Luciano Pereira da 
Silva refere-se constantemente √†s opini√Ķes de seu colega, citando sempre o 
doutor Ludwig.

Na sua confer√™ncia, cita Schwennhagen que com o ¬ďDeputado Federal Monteiro 
Lopes, meu companheiro de viagem até a fronteira peruana, estivemos com as 
pessoas mais distintas de Tefé, Fonte Boa, São Paulo de Olivença, Santa Rita e 
outros. Estacionamos nessa viagem em mais de quarenta cidades, vilas e 
povoa√ß√Ķes... eu mesmo visitei cinco seringais, nos quais examinei...¬Ē

Mais adiante, √† p√°g. 14, opina: ¬ďh√° ainda uma outra obje√ß√£o important√≠ssima: 
segundo meu plano de colonização, talvez dez mil famílias poderiam ser 
domiciliadas aqui como colonos...¬Ē ¬Ė E ainda: ¬ďQuando os cearenses virem que 
como colonos domiciliados podem encontrar para si e para suas famílias uma vida 
melhor e um lucro mais alto que viajando como n√īmades de um lado para o outro 
do país...

Vemos por aí que Ludwig Schwennhagen já andava em 1910 percorrendo o Brasil e 
estudando as condi√ß√Ķes sociais do povo brasileiro. Posteriormente, iniciou 
longo curso de viagens por todo o interior do Norte e Nordeste, cremos que 
também do Sul, tendo estado no Espírito Santo, estudando o aspecto das 
inscri√ß√Ķes petrogl√≠ficas encontradas em todo o territ√≥rio brasileiro.

Infelizmente n√£o temos maiores dados sobre ele, quando e onde morreu. N√£o 
encontramos referências a ele nos documentos a que recorremos. Talvez na 
√Āustria se conhe√ßa mais sobre ele. Concitamos principalmente os piauienses a 
buscarem maiores dados sobre esse ¬ďalem√£o calmo e grandalh√£o¬Ē que, para 
explicar a história antiga e a origem da raça brasileira, tanta contribuição 
deu à história do Piauí, tendo ali residido durante anos, ensinado e pesquisado.

Quanto ao seu livro ANTIGA HIST√ďRIA DO BRASIL, tem sido fonte de estudos h√° 
mais de quarenta anos, inspiração do livro a que nos referimos, de Vitor 
Gonçalves Neto, e motivo principal de dois artigos em jornais, um publicado no 
Jornal do Comércio, de Recife, em 16 de março de 1969, de nossa autoria, e o 
√ļltimo publicado no Jornal do Brasil, em 21 de janeiro de 1970, de Renato 
Castelo Branco.

Devemos a divulgação de obra de Schwennhagen ao esforço e entusiasmo do 
eminente engenheiro Raimundo Nonato Medeiros, delegado do Instituto Brasileiro 
de Desenvolvimento Florestal do Piauí e Administrador do Parque Nacional de 
Sete Cidades, no munic√≠pio de Piracuruca, regi√£o hoje tombada como patrim√īnio 
hist√≥rico, a √ļnica pessoa, talvez, que possui um exemplar dessa obra, al√©m do 
exemplar existente na coleção de obras raras da Biblioteca Nacional. Tivemos 
conhecimento dela em fevereiro de 1968, quando fomos a Teresina a convite de 
nosso amigo João Bezerra da Silva. Através dele travamos conhecimento com a 
nova geração de intelectuais piauienses, da qual destacamos o desembargador 
Simplício de Souza Mendes, Arimathea Tito Filho, Fontes Ibiapina, Drs. Darcy e 
Nodge, Ot√°vio Bentes Guimar√£es, o Bas√≠lio, cultores da melhores tradi√ß√Ķes de 
sua terra e entusiastas colaboradores da divulga√ß√£o daquele patrim√īnio 
histórico milenar que são as ruínas das Sete Cidades de Piaguí.

Em maio de 1968 lemos no jornal O Dia, do Rio de Janeiro, uma notícia vinda dos 
Estados Unidos, acompanhada da reprodução de um quadro de símbolos; dizia o 
texto: ¬ďEncontrados na Para√≠ba e levados para Walthan, em Massachussets, nos 
EUA, estes símbolos foram estudados durante quase cem anos. Finalmente o 
professor Cyrus Gordon, especialista em assuntos mediterr√Ęneos, conseguiu 
decifrá-los. Indicam que os fenícios estiveram nas terras que hoje formam o 
nosso país, pelo menos dois mil anos antes de Cristóvão Colombo descobrir a 
Am√©rica e Cabral chegar ao Brasil¬Ē.

Dois dias após a publicação dessa nota, vimos em outro jornal outra nota: 
¬ďLusos: Cabral chegou antes¬Ē, em que alguns portugueses radicados no Brasil 
mostram-se mesmo ¬ďrevoltados, manifestando a disposi√ß√£o de fazer uma 
representa√ß√£o junto √† Embaixada dos Estados Unidos...¬Ē

Logo abaixo, na mesma nota, afirma um professor do Instituto de Geociências da 
Universidade de Geoci√™ncias da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que ¬ďo 
professor americano pode estar certo, lembrando que os vikings, liderados por 
Ericson, estiveram na América antes de Colombo descobri-la. Acrescentou que o 
professor teve o mérito de decifrar os símbolos encontrados na Paraíba e 
levados para os EUA. Assinalou que a notícia o surpreendeu, porque nunca ouvira 
falar na exist√™ncia desses s√≠mbolos em √°reas do Nordeste¬Ē.

Ora, não é outro assunto se não esse, o de que trata o presente livro, e de que 
tratam muitos outros livros j√° publicados no Brasil e em Portugal, na 
Inglaterra e em outros pa√≠ses, embora seja ANTIGA HIST√ďRIA DO BRASIL o que mais 
se dedica ao assunto.

Primeiramente, vejamos o que traduziu o professor Cyrus Gordon dos símbolos 
encontrados na Paraíba:

¬ďSomos filhos de Cana√£, de Sidon, a cidade do rei. O com√©rcio nos trouxe a esta 
distante praia, uma terra de montanhas. Sacrificamos um jovem aos deuses e 
deusas exaltados no ano 19 de Hir√£, nosso poderoso rei. Embarcamos em 
Ezion-Geber, Mar Vermelho, e viajamos com 10 navios. Permanecemos no mar juntos 
por dois anos, em volta da terra pertencente a Ham (√Āfrica), mas fomos 
separados por uma tempestade e nos afastamos de nossos companheiros e assim 
aportamos aqui, 12 homens e 3 mulheres. Numa nova praia, que eu, o almirante, 
controlo. Mas, auspiciosamente possam os exaltados deuses e deusas intercederem 
em nosso favor¬Ē.

Essas inscri√ß√Ķes foram encontradas no final do s√©culo passado, em Pouso Alto, 
Paraíba. Foram descobertas pelo engenheiro de minas Francisco Soares da Silva 
Rotunda, que dirigiu, a respeito, um relatório, em 7 de julho de 1896, ao 
presidente da Província da Paraíba, o qual foi transcrito na Memória constante 
do n¬ļ 4 da Revista do Instituto Hist√≥rico Brasileiro. Foi justamente Rotunda 
quem copiou as inscri√ß√Ķes de uma pedra. Na ocasi√£o, o Dr. Ladislau Neto 
examinou-as e as considerou apócrifas. Mas, tendo sido enviadas, cremos que 
primeiramente à França, o sábio francês Ernesto Renan as estudou detalhadamente 
e declarou serem de verdadeira origem fenícia. Seguindo depois para os Estados 
Unidos, o assunto dormiu durante quase cem anos, até que o professor Cyrus 
Gordon, de Brandeis University, em boston, com a sua reconhecida autoridade em 
línguas mortas, aprofundou-se no assunto e decifrou-as, tendo em princípio 
deste ano vindo ao Brasil para assenhorar-se melhor, no local, da natureza
 das inscri√ß√Ķes petrogl√≠ficas brasileiras.

Em 1896 foi publicado em Manaus um tratado do historiador Henrique Onfroy de 
Thoron, que pretendeu interpretar as misteriosas viagens do rei Salom√£o. Thoron 
sabia latim, grego e hebraico e conhecia também as línguas tupi e quíchua. 
Interpretou ele da Bíblia hebraica, palavra por palavra, que a narração do I 
Livro dos Reis sobre a construção e viagem da frota dos judeus, juntamente com 
a frota dos fenícios, do rei Hirã, da cidade de Tiro, então capital fenícia, 
referem-se ao rio Amazonas, para organizarem a procura de ouro e pedras 
preciosas, estabelecendo naquele local col√īnias e ensinando aos ind√≠genas a 
mineração e lavagem de ouro pelo sistema dos egípcios, conforme descrição que 
nos deixou Diodoro, minuciosamente, nos cap√≠tulos 11 e 12 do 3¬ļ tomo de sua 
História Universal.

O nosso grande historiador e arqueólogo Bernardo de Azevedo da Silva Ramos, 
amazonense, chegou a juntar c√≥pias de 3.000 letreiros e inscri√ß√Ķes encontrados 
no Brasil e em outros pa√≠ses americanos, e aponta semelhan√ßas com inscri√ß√Ķes 
encontradas em outros países do velho mundo. Bernardo Ramos esteve na Pedra da 
Gávea, no Rio de Janeiro, estudou a inscrição ali encontrada, afirmou ser de 
caracteres fenícios e traduziu-as:

¬ďTiro, Fen√≠cia, Badezir Primog√™nito de Jethabaal¬Ē.

Essas inscri√ß√Ķes foram encontradas em 1836, no pico dessa montanha, a uma 
altitude de 840 metros, e mede cada uma três metros. Badezir reinou na Fenícia 
de 855 a 850 a.C., como se pai reinara em 887 a 856. Pode-se concluir que a 
inscrição, se considerarmos verdadeira a tradução de Ramos, teria sido gravada 
entre os anos 887 a 850 a.C. e provaria a evidência de que os fenícios, já 
antes da era crist√£, teriam estendido seus expedi√ß√Ķes √† Am√©rica do Sul, e essas 
inscri√ß√Ķes teriam tido o intuito de imortalizar a gl√≥ria do nome fen√≠cio, al√©m 
da simples demarcação das entradas ao interior do Brasil.

Alexandre Braghine, no seu livro O Enigma da Atl√Ęntida, Irm√£os Pongetti 
Editores, 2a. edição, 1959, sustenta a tese de que o berço da civilização teria 
sido a Am√©rica do Sul, de povos descendentes do continente Atl√Ęntida. A teoria 
sobre a Atl√Ęntida aparece em milhares de obras, desde Plat√£o, que a menciona em 
seus di√°logos Timeu e Cr√≠tias. ¬ďEra um pa√≠s ¬Ė dizia Plat√£o ¬Ė que ficava situado 
além das colunas de Hércules (o estreito de Gilbraltar até as ilhas de Cabo 
Verde). Essa ilha era mais vasta que a L√Įbia e a √Āsia reunidas, e os navegantes 
passavam dela para outras ilhas e destas para o continente que borda esse mar¬Ē. 
Referia-se o filósofo, evidentemente, à América. Também Homero alude à ela, e 
Sólon, Eurípedes, Estrabão, Dionísio de Halicarnasso, Plínio. Até sobre um 
hipotético continente chamado Mã, desaparecido no Pacífico, levantaram 
discuss√Ķes e √© tema do livro The Lost Continent of M√£, de James Churchward, 
editado nos Estados Unidos. O autor manuseou o Codex Cortesianus e
 analisou as duas mil pedras com inscri√ß√Ķes descobertas por Niven no noroeste 
do M√©xico, para refor√ßar sua teoria. Tradi√ß√Ķes arraigadas de povos orientais, 
chineses, tibetanos, indianos, mongóis, se referem a um continente situado no 
Pac√≠fico e que teria submergido em conseq√ľ√™ncia de uma grande cat√°strofe. E os 
homens daquele continente já dispunham de aparelhos voadores e possuíam mesmo a 
capacidade de poderem viajar pelas estradas siderais desconhecidas e atingir os 
desembarcadouros de distantes planetas.

S√£o teorias e antigas tradi√ß√Ķes que apresentamos apenas como refer√™ncias. Mas, 
voltando a Alexandre Braghine, cita ele à pág. 258 de sua obra:

¬ďOs principais arque√≥logos que percorreram o Mato Grosso s√£o o Srs. R. O. 
Marsh, o general C√Ęndido Rondon, o Dr. Barbosa, Bernardo da Silva Ramos e 
Lecointe. A. Frot Ramos e Frot descobriram naquele Estado inscri√ß√Ķes rupestres 
em fenício, em egípcio e até em língua sumérica, assim como textos escritos em 
caracteres alfabéticos análogos aos empregados antigamente em Creta e Chipre. 
Certamente são surpreendentes essas descobertas, porém Marsh chegou à conclusão 
de que o Mato Grosso encerra vestígios de uma civilização muito mais antiga que 
a dos fen√≠cios e c√°rios. Como j√° disse anteriormente, as tradi√ß√Ķes correntes 
entre os indígenas falam num grande e poderoso império que se estendia em 
tempos muito afastados, para o Oeste e o Norte de Mato Grosso, e nessas lendas 
parece haver fundamento¬Ē.

Na mesma obra, à pág. 153, Braghine menciona uma carta que recebeu do Brasil, 
do engenheiro Apolin√°rio Frot, que dizia:

¬ďOs fen√≠cios serviam-se, para gravar suas inscri√ß√Ķes sul-americanas, dos mesmos 
métodos que os antigos egípcios usavam nos primeiros tempos para a sua escrita 
hieroglífica. Estes métodos eram empregados pelos astecas, como também pelos 
povos desconhecidos aos quais se atribuem os petróglifos da bacia do Amazonas. 
O resultado de minhas investiga√ß√Ķes √© t√£o surpreendente que eu hesito em 
publicá-lo. Para dar-lhe uma idéia, basta dizer que tenho em mãos a prova da 
origem dos eg√≠pcios: os antepassados desse povo sa√≠ram da Am√©rica do Sul¬Ē.

Ora, resultados t√£o surpreendentes que Frot se recusava a public√°-los, temendo 
contrariar as verdades estabelecidas, s√£o bem explic√°veis, porquanto Humboldt, 
que tanta contribui√ß√£o deu ao Brasil nos seus estudos da vegeta√ß√£o amaz√īnica, 
das condi√ß√Ķes clim√°ticas e at√© de inscri√ß√Ķes, foi atingido pela ordem r√©gia em 
2 de junho de 1800, que proibia a entrada de estrangeiros nos domínios das 
províncias do Pará e do Maranhão. Mas, as notas de Apolinário Frot devem 
existir em algum lugar e, se descobertas, muito adicionariam aos estudos das 
origens do povo brasileiro.

C√Ęndido Costa, paraense, foi outro historiador que muito se dedicou ao estudo 
das inscri√ß√Ķes encontradas no Brasil. Em 1896 publicou em Bel√©m, Par√°, sua obra 
O Descobrimento da América e do Brasil, em homenagem ao quarto centenário do 
descobrimento do Brasil. Em 1900, tendo ampliado a mesma obra, publicou-a em 
Lisboa, pela antiga Casa Bertrand, de Jos√© Bastos ¬Ė Mercador de Livros, com o 
t√≠tulo As Duas Am√©ricas. Nessa obra, C√Ęndido Costa menciona in√ļmeras inscri√ß√Ķes 
e obras de arte e utensílios antigos encontrados no Brasil.

Menciona ele à pág. 38:

¬ďLorde Kingborough dispensou somas consider√°veis para provar que √†s tribos de 
Israel √© que o Novo Mundo deve a origem de suas civiliza√ß√Ķes; e Brasseur de 
Bourbourg reconheceu entre os selvagens do México e da América Central o 
verdadeiro tipo judaico, assírio e egípcio, tendo também observado perfis 
gravados nas ru√≠nas de Karnac muito semelhantes aos da Jud√©ia¬Ē.

Escreveu Ferdinand Denis que, tendo o conde de Nassau enviado ao centro de 
Pernambuco um seu compatriota, encontrou este duas pedras perfeitamente 
redondas e sobrepostas, e outras amontoadas pelas m√£os dos homens, e as 
comparou com alguns monumentos toscos que vira em Drenthe, na Bélgica.

José de Sá Betencourt Acioli, natural de Minas Gerais, e bacharel em ciências 
naturias pela Universidade de Coimbra, fundando em 1799 um estabelecimento de 
planta√ß√Ķes de algod√£o nas margens do rio Das Contas, na Bahia, em terras 
compradas do capitão-mor João Gonçalves da Costa Dias, por ocasião das 
escava√ß√Ķes para firmar alicerces de uma casa nesse terreno, encontrou uma 
espada com copos de prata, e prosseguindo as escava√ß√Ķes, foram ainda 
encontrados peda√ßos de lou√ß√£o pur√≠ssima da √Āsia e diversos artefatos de vidro 
com bordados e dourados.

Existe também uma Memória, datada de 1753, em que o seu autor dá notícia de uma 
cidade abandonada no interior da Bahia, na qual existiam pal√°cios, inscri√ß√Ķes, 
colunas, aquedutos, ruas, arcos. √Č mencionado nessa Mem√≥ria que certo indiv√≠duo 
chamado Jo√£o Ant√īnio achara nas ru√≠nas das casas da dita cidade um dinheiro em 
ouro, de forma circular, tendo de um lado a figura de um jovem ajoelhado e do 
outro, arco, coroa e seta. Como preciosidades que foram encontradas numa praça, 
citam uma coluna de pedra preta e de grandeza extraordin√°ria, e sobre ela a 
estátua de um homem regular, com a mão na ilharga esquerda e o braço direito 
estendido, mostrando com o dedo index o pólo Norte; e em cada canto da praça 
estava uma agulha imitando as que usavam os romanos, mas algumas j√° estragadas 
e partidas.

Em 1840, chegou à Bahia a fragata dinamarquesa Belonne, com os tenentes 
Svenson, Schuls, e o naturalista Kruger, encarregados de examinarem as ruínas 
dessa cidade, mas não lhes foi possível descobrir o local em que estava 
localizada.

Ant√īnio Galv√£o, no seu Tratado dos Descobrimentos Antigos e Modernos, Lisboa, 
1731, cita à pág. 8:

¬ďNo ano 590, antes da encarna√ß√£o de Cristo, partiu da Espanha uma armada de 
mercadores cartagineses feita a sua custa, e foi contra o Ocidente por esse mar 
grande, ver se achava alguma terra; diz que foram dar nela. E que é aquela a 
que agora chamamos Antilhas e Nova Espanha, que Gonçalo Fernandes de Oviedo 
quer nesse tempo fosse j√° descoberta¬Ē.

O mesmo Galvão afirma que os antigos não só conheciam a América, como a sua 
primitiva popula√ß√£o √© oriunda da √Āsia.

C√Ęndido Costa diz, na obra citada, referindo-se ao ¬ďSantu√°rio da Lapa¬Ē, em 
Pernambuco:

¬ďSe ficar provado que este antigo templo √© obra humana, estar√° provada tamb√©m a 
exist√™ncia de uma civiliza√ß√£o pr√©-hist√≥rica no Brasil¬Ē.

E menciona também que Robert M. Larney, reitor de Clanfert, escreveu uma carta 
ao editor de Public Opinion, alegando que S√£o Brand√£o, o patrono de sua igreja, 
catedral de Clonfert, Galway, na Irlanda, fundada em 558 de nossa era, n√£o 
somente colonizou a América 900 anos antes do nascimento de Colombo, como 
também evangelizou uma porção do povo daquele país, naquela época.

Há também na Irlanda a lenda de que São Patrício percorreu diversas partes do 
Atl√Ęntico.

Como vemos, é vasta a literatura e as teorias, teses e hipóteses levantadas 
quanto à descoberta e colonização do Brasil por povos antigos. Mas, nenhum se 
aprofundou tanto no assunto quanto LUDWIG SCHWENNHAGEN nesta obra. E mais 
extensos são seus estudos etimológicos sobre a origem da língua tupi.

  

                
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