A Evolução dos Ruídos: do Satanismo digital ao que somos<http://scienceblogs.com.br/100nexos/2009/03/a_evolucao_dos_ruidos_do_satan.php>
"Abra a última imagem JPEG baixada e salve-a como uma nova imagem JPEG, com um pouco mais de compressão. *Repita 600 vezes*". O resultado, ilustrado em *Generation Loss*, que você confere no link acima, é claro: *ao final a imagem se torna irreconhecível*, enquanto uma espécie de ruído toma conta de tudo. Um "ruído digital". O formato de imagem *JPEG*, utilizado em todo lugar desde as imagens que você confere pela rede até as câmeras digitais, é um formato de compressão " *lossy<http://girino.org/wordpress/tutoriais/data-compression-a-little-introduction-for-beginers/> *", com perdas. Ao contrário das propagandas (que, surpresa, não vendem sempre a verdade), "digital" não é necessariamente sinônimo de precisão e fidelidade absolutas. Em troca de reduzir o tamanho do arquivo, muita informação é descartada em uma imagem JPEG, jogada fora mesmo, embora isso seja comumente difícil de notar. Afinal, o formato foi definido justamente para descartar as partes da imagem que menos nos chamam a atenção - por exemplo, temos uma sensibilidade maior a contrastes de brilho do que de cor, e a compressão JPEG costuma simplesmente descartar metade das informações de cor de uma imagem. A lição é clara e elementar. Nunca "re-salve" uma imagem no formato JPEG, se você a recebeu como JPEG, copie ou transfira o arquivo, mas evite salvá-lo novamente neste formato com perdas. Embora os efeitos sejam muito menos destacados que os exibidos na imagem - sem aumentar a compressão, e re-salvando uma imagem 2000 vezes, os resultados não são tão drásticos<http://www.ojodigital.com/foro/retoque/116325-que-pasa-si-abro-edito-y-guardo-un-jpeg-2000-veces.html>- eles estão lá. Talvez tão disseminado quantos as milhares de imagens JPEG que você deva ter em seu computador são os arquivos *MP3*. Este formato fabuloso que permitiu reduzir o tamanho de um arquivo de música e revolucionou toda uma indústria de entretenimento também é... lossy. Ao saber disto você já deve ter adivinhado para onde vamos. O que acontece se você abrir um arquivo MP3 e reconvertê-lo 600 vezes? Ocorre algo assim: *Clique para ouvir a música*<http://scienceblogs.com.br/100nexos/2009/03/a_evolucao_dos_ruidos_do_satan.php> A música é inconfundível (como não?), mas os ruídos e sons estridentes dominam quase tudo, uma tortura auditiva. Melhor (ou pior) que isso, só reconverter "The Number of the Beast" do *Iron Maiden*... 666 vezes<http://www.beigerecords.com/cory/Things_I_Made/Maiden>, em uma espécie de *satanismo digital*. Clique abaixo para conferir: [image: 666.gif] <http://www.beigerecords.com/cory/Things_I_Made/Maiden> *Você pode escutar os sussurros do capeta?* Provavelmente não, mas todos estes ruídos e experiências podem significar muito mais do que imagina. "*Read on*" para continuar conosco. *Read on »<http://scienceblogs.com.br/100nexos/2009/03/a_evolucao_dos_ruidos_do_satan.php#more> * [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

