O problema com o computador, no caso da visão do seu uso, é que ele é uma 
máquina multifuncional, programável, enquanto um aspirador não. Por maior 
tecnologia que você coloque no aspirador ele só vai servir para uma coisa: 
aspirar o pó. No computador não funciona assim. O pensamento do Bernardo, 
como usuário é que ele deveria ser assim: para que eu tenho que pagar um 
horor de grana para editar texto? Bem, o único erro que vejo nas suas 
palavras é que não é o SO que permite editar textos, escanear figuras etc. e 
sim os aplicativos que rodam nele. Por exemplo: para que serve o Linux? Se 
você instala somente o núcleo, para quase nada, a não ser que você seja um 
programador do núcleo. Agora se você instala uma distro qualquer a coisa 
muda de figura, pois as distros do Linux já vem com um montão de coisas que 
permite que o computar seja de fato esta máquina que tanto falam dela. No 
Windows é a mesma coisa, execeto que a "distro" padrão é uma porcaria e aí 
você é obrigado a instalar um monte de coisas pra ele funcionar direito. A 
propósito, a Sun tem uma visão de futuro (veja-se em Jini Framework) no qual 
o computador que conhecemos hoje irá acabar: assim como os grandes motores 
do século XIX se miniaturizaram e entraram em nossas casas dentro dos 
diversos dispositivos que utilizamos no dia-a-dia e quem nem percebemos que 
dentro deles tem motores (inclusive o aspirador de pó), o super computador 
de hoje será diluído em uma porção de dispositivos mínimos: a computação 
ubíqua, de tal forma que nem notaremos que há algo de processamento para 
executar as tarefas do dia-a-dia. É claro que como um canivete suíço tem seu 
lugar para algumas pessoas e em alguns lugares, também haverá 
supercomputadores em Universidades, centros areoespaciais, empresas de 
informática, fornecendo cálculos e serviços. A visão da Microsoft é um pouco 
diferente e aposta na evolução e uso da máquina em casa mesmo em uma rede 
ubíqua. Quem será que está com a razão?

André Cavalcante
Manaus, AM.

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