Oi Fátima,
Eu estou tentando não comentar estes assuntos na lista mas tá meio difícil
:)
A força do Loby só pode ser derrotada por outra de igual força. A popular
poderia ser uma delas (ou lobby da comunidade)
A petição é uma delas e foi por isso que criamos a petição contra a saida
do Sergio.
Infelismente a petição pela permanência do Sergio foi criada tarde demais
mas se alguém quiser ainda prestigiar esta potência do Software Livre ai
vai o endereço.
Abraços,
http://www.petitiononline.com/freesfa/
Marcus de Vasconcelos Diogo da Silva
NAC - Núcleo de Atendimento ao Cliente
====================================
SENAI - CETAFR
Centro de Educação e Tecnologia
Alexandre Figueira Rodrigues
Fone/fax: +55 85 3215.3026
Site: www.senai-ce.org.br/af
Fatima Conti <[EMAIL PROTECTED]>
15/09/05 18:53
Responder a usuarios
Para: [email protected]
cc:
Assunto: [usuarios OOo] Lobbies travam software livre, diz Amadeu
Oi
Uma entrevista com Sergio Amadeu.
--
Beijins
Fa
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"Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais, eles
cavam... Não é bonito, mas é profundo."
----------------------------------------------------------------
Lobbies travam software livre, diz Amadeu
Quinta-feira, 15 setembro de 2005 - 11:01
Camila Fusco - COMPUTERWORLD
A força dos lobbies de empresas, o ritmo lento e as orientações
contraditórias dentro do governo federal são alguns dos motivos pelos
quais as políticas de adoção pública de software livre ainda patinam no
Brasil. Essa é a constatação de Sérgio Amadeu da Silveira, ex-diretor
presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, ao fazer
um balanço de sua gestão na liderança do órgão.
Em entrevista ao Computerworld, Amadeu comenta também os motivos que o
fizeram pedir demissão e os avanços feitos nas áreas de certificação
digital e nos programas de inclusão digital. Leia os principais trechos:
Computerworld - Nesse tempo todo na liderança do ITI, quais os
principais avanços que você aponta frente à política de software livre?
Sérgio Amadeu - Na nossa gestão o software passou a ser considerado um
elemento estratégico para uma política tecnológica. Superamos aquela
visão que a tecnologia da informação é apenas meio. Ela é um meio, mas
estratégico. A partir do momento que definimos isso, a mudança de
paradigma de desenvolvimento e uso de software era fundamental. O modelo
de código aberto é superior, mais estável, barato e mais seguro. Além
disso, ele aumenta a capacidade tecnológica nacional sem deixar de
participar do global. A segunda coisa importante foi romper a reserva de
mercado para produtos de uma única empresa. Quando chegamos ao governo,
menos de 4% dos servidores de rede usavam software livre. Atualmente
chegamos a 40% das máquinas utilizando Apache e mais de 20% usando
Linux. É óbvio que ainda ficamos abaixo da média do mercado mundial.
Hoje o Apache está presente em mais de 68% dos servidores. O uso da
suíte de escritório livre, OpenOffice, já está presente em mais de 5 mil
estações. Não é apenas o ITI e a Agência Espacial Brasileira que usam
OpenOffice, os Correios, o Serpro [Serviço Federal de Processamento de
Dados] e vários Ministérios iniciaram o uso massivo. Hoje, o Brasil
entrou no mapa de TI do planeta como referência em Open Source. Podemos
aproveitar disso e superarmos a visão restrita de que exportar software
é apenas exportar licenças. Podemos vender lá fora: desenvolvimento em
plataformas abertas, capacitação e migração. Não podemos desperdiçar
esta imagem e o nosso imenso potencial. Temos a maior comunidade Java do
planeta. Somos bons em Open Source.
Computerworld - E quais os avanços em certificação digital?
Sérgio Amadeu - No plano da certificação digital fomos muito bem.
Conseguimos consolidar a infra-estrutura iniciada na gestão anterior.
Conseguimos reunir todo o segmento, autoridades certificadoras, empresas
de suporte, consultoria, seguros e empresas de hardware criptográfico.
Em menos de dois anos de gestão, além de montarmos um padrão mínimo de
software e hardware, também montamos um laboratório para homologar os
produtos da certificação digital no País. O LEA [Laboratório de Ensaios
e Auditoria] já está em funcionamento. Também será lançada no início de
2006, a plataforma criptográfica aberta e plenamente auditável. Enfim,
deixo o ITI em velocidade máxima. O próximo passo será lançar, até o
final do ano, o protocolizador de tempo. Teremos uma infra-estrutura
completa que autentica e dá integridade aos documentos e também a hora
exata em que a transação digital foi realizada. Estamos prontos para o
futuro. O mercado pode emitir milhões de certificados que nossa
infra-estrutura está pronta para suportar e acompanhar o desenvolvimento
tecnológico dos criptossistemas.
Computerworld - O governo ainda afirma que o software livre continua
sendo prioridade de políticas nesta gestão, mas sua saída representa uma
perda forte para a comunidade defensora do código aberto. Quais os
principais desafios para a equipe que fica, mais especificamente para o
Renato Martini?
Sérgio Amadeu - O Renato Martini é um dos mais competentes quadros do
movimento de software livre brasileiro. Ele terá a difícil missão de
consolidar uma série de projetos que estão em curso e coordenar o comitê
técnico de implementação de software livre. A Ministra Dilma [Rousseff]
o nomeou porque acredita que fizemos um bom trabalho e que sua nomeação
é um claro sinal de que as coisas devem continuar. Sem dúvida, a
restrição orçamentária será o maior problema do Renato Martini, mas
também é um grave problema de todo o governo.
Computerworld - Há quem diga que, com sua saída, as fornecedoras de
software de código proprietário conseguirão um pouco mais de espaço
dentro do governo para tentar impedir uma política federal direcionada
para plataformas abertas. O que você tem a dizer sobre isso?
Sérgio Amadeu - Acho que sim. A pressão vai aumentar, mas a minha saída
demonstra que tem algo errado no governo. O ritmo lento, a
permeabilidade aos lobbies e as orientações contraditórias foram um
problema. A comunidade de software livre, as empresas nacionais e as
pequenas empresas de alta tecnologia vão ficar de olho nas pressões. Por
exemplo, é inadmissível que um gestor corte recursos dos fundos
setoriais para o desenvolvimento de software livre para colocar dinheiro
público para capacitar técnicos de megacorporações [iniciativa da
Microsoft com o MCT]. As grandes empresas podem ter crédito do BNDES,
não deveriam disputar recursos dos fundos setoriais. Eles deveriam ir
para a inovação e não para a expansão de monopólios. A comunidade está
acompanhando isto. Em breve, a comunidade vai pedir uma audiência com o
Ministro da Ciência e Tecnologia [Sérgio Rezende] que é um grande
defensor do aumento da capacidade tecnológica do País. Ao saber das
pressões, certamente ele vai apostar no caminho correto.
Computerworld - Quais foram os principais motivos que o levaram a pedir
para sair do cargo?
Sérgio Amadeu - Principalmente, o bloqueio daqueles que não fazem, mas
não deixam fazer. Isto fez com que a ação unificada e consistente do
governo fosse neutralizada. Veja, até hoje estas pessoas não permitiram
inserir no PPA o programa de implementação do software livre. Pedi 200
milhões de reais em dois anos para realizar cinco grandes ações,
definidas em dois planejamentos estratégicos que envolveram 92 órgãos
federais. Quanto eles destinaram? 40 ou 10 ou 20 milhões? Não.
Simplesmente não destinaram nada. Em compensação continuam gastando mais
de 100 milhões por ano em licenças de propriedade. Um absurdo.
Computerworld - Outra perda forte para o governo foi a saída de Antonio
Albuquerque
que estava à frente do Gesac. Como você analisa que será o futuro de
programas governamentais de inclusão como Gesac e o próprio Casa Brasil,
principalmente em virtude de oposições declaradas ao software livre,
como manifestada pelo ministro Hélio Costa?
Sérgio Amadeu - O Hélio Costa nomeou como seu assessor de TI o Joanilson
[Ferreira]. É uma pessoa que conhece o software aberto e irá aplicá-lo
no programa de inclusão digital. Já declarou isto e já está fazendo. O
Casa Brasil já está sendo implantado com software livre. Para usar
software proprietário no Casa Brasil, o governo teria que gastar mais 6
milhões de reais somente em licenças. Outra coisa: para colocar 1 milhão
de computadores nas escolas gastaríamos, no mínimo, 100 milhões de
dólares. Para capacitarmos 100 mil jovens, um por escola, para dar
suporte em software livre, recebendo curso de administração de sistema
operacional livre, gastamos 150 milhões de reais. O que deveremos
escolher: apostar na capacitação e na empregabilidade ou no pagamento de
licenças para monopólios estrangeiros. Devemos gastar na geração de
conteúdo das
empresas nacionais ou em licenças de softwares que possuem alternativas
mais baratas e mais seguras.
Computerworld - Muitos acusam você de ser um defensor radical do
software livre e de "lutar" apenas contra a dominação de uma empresa em
especial no mercado, a Microsoft. Por outro lado, outra grande parte da
sociedade aponta você como um apaixonado pela democratização da
informação que está por trás do software livre. Como você se auto-avalia?
Sérgio Amadeu - Sou defensor do compartilhamento e vou continuar a
defender e trabalhar
pelo modelo aberto. Acho que o futuro é livre.
Computerworld - Quais são seus planos para os próximos meses?
Sérgio Amadeu - Nos próximos meses estarei dedicado a preparar uma série
de cursos e também estou montando uma organização não-governamental para
capacitar jovens e formar uma rede de jovens de suporte aos usuários
residenciais e para suportar a migração das entidades e projetos
comunitários para o código aberto.
Retirado de
http://idgnow.uol.com.br/AdPortalv5/ComputacaoCorporativaInterna.aspx?GUID=C22BE9E2-45A0-4051-99FA-22D34965666E&ChannelID=2000006
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