É que aquela empre$a decretou essa "normalidade" e a impõe a quem
ainda se deixa subjugar
O próximo passo é tatuar código de barras na nuca dos usuários, de
acordo com a EULA.


--
"...acusaram-O de pirataria, por ter duplicado uma cesta de pão e cinco
peixes, e disseram: crucifiquem-No..." (Bíblia do Século XXI)

2005/11/4, Alain <[EMAIL PROTECTED]>:
> Amigo, obrigado pelas informaćões que eu não tinha.
>
> Mas tenho de discordar: músicos têm direito a ser remunerados s assim o
> sesejarem. Assim como eu pelo software proprietário que faćo, já que
> vivo disso.
>
> MAS, colocar software espião no computador dos outros É CRIME e devia
> ser punido. O que me deixa *revoltado* é que "eles" não são punidos por
> isso e um monte de gente acha normal.
>
> Alain
>
> Valerio F. Laube escreveu:
> > O assunto é off-topic mas de certa forma relacionado, com o que penso ser a 
> > preocupação de muitos desta lista.
> >
> > Os cd's de música recentes distribuidos pela Sony nos Estados Unidos, 
> > instalam um software espião no  computador, sem avisar ao usuário. Este 
> > software  fica consumindo 2 a 3 % da  CPU, não tem um método de 
> > desinstalação (não tinha até vir a público), e abre perigosas brechas de 
> > segurança no próprio Windows. Seu propósito é evitar cópias ilegais de 
> > músicas.
> >
> > O artigo foi publicado em 31/10, pelo autor da descoberta,  em:
> > http://www.sysinternals.com/blog/2005/10/sony-rootkits-and-digital-rights.html,
> >  sob
> > o título "Sony, Rootkits and Digital Rights Management Gone Too Far"
> >
> > Este é mais um daqueles casos que faz surgir a pergunta: por que ainda não 
> > houve uma conscientização de muitos responsáveis pelas áreas de TI, 
> > publicas e privadas e  usuários de informática quanto ao perigo que 
> > softwares proprietários, representam. Softwares e formatos proprietários, 
> > são uma verdadeira "caixa preta", você só pode ter fé de que não 
> > representem perigo, mas não pode ter certeza.
> > No dia 2 de novembro, diante da repercussão, a Sony mudou levemente o texto 
> > da licença (EULA) disponível no site deles e disponibilizou um outro 
> > programa que segundo eles, desinstala o primeiro de forma segura. Veja em: 
> > http://cp.sonybmg.com/xcp/english/updates.html
> >
> > O que preocupa nesses casos, é de que só após alguém ter descoberto o 
> > problema e torná-lo público, a empresa toma uma atitude. E quando as 
> > empresas conseguem abafar a questão ?
> >
> > O caso é muito similar ao que aconteceu com os arquivos do MS-Office. Só 
> > após comprovado e publicado o fato de que os arquivos do Word, Excel e 
> > PowerPoint carregam informações ocultas recolhidas do computador do 
> > usuário, é que a Microsoft publicou um outro programa, que segundo eles, 
> > retiraria os dados ocultos dos arquivos (veja: 
> > http://support.microsoft.com/default.aspx?kbid=834427).
> > Note, que até o serviço de inteligência britânico, caiu nessa, ao publicar 
> > um dossiê sobre o Iraque antes da  Guerra do Golfo, sendo que a fraude 
> > desta publicação foi constatada em pouco tempo, já que o formato do arquivo 
> > era do Word. Na verdade tratava-se de uma dissertação de mestrado de um 
> > aluno americano, que foi editada no serviço de inteligência britânico, afim 
> > de enfatizar o perigo das armas químicas e nucleares do Iraque. (veja 
> > http://www.casi.org.uk/discuss/2003/msg00457.html e 
> > http://www.computerbytesman.com/privacy/blair.htm ).
> >
> > Uma reflexão a ser feita: a auditabilidade do software e padrões 
> > abertos/públicos não deveriam ser  requisitos vitais, principalmente nos 
> > governos, mas também nas organizações ? O projeto Echelon está aí a um bom 
> > tempo, e não é usado apenas para espionagem militar, mas também comercial, 
> > no intuito de apoiar as corporações americanas.
> > (veja: http://users.netuno.com.br/vflaube/computacao/O-projeto-echelon.zip).
> >
> > Valerio F. Laube

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