Colegas,

A preguiça reina, e a incompetência grassa.

Em nosso trabalho nos relacionamos com vários tipos de empresas, e temos coisas
como:

Funcionários que não sabem o nome do presidente da firma, que não sabem informar
telefones de escritórios locais, que não sabem o que é email, que ignoram que a
própria firma tem escritório aqui e ali, gente falando que é nova no emprego e
não sabe de nada.

Em segundo plano vem os coitados que usam sistemas e no entanto não acham o
protocolo pelo número que justamente deram prá nós como referência, entre
outros descalabros.

Quem quiser mais exemplos, posso encher umas 100 páginas com o pior que existe.

Bernardo


Citando "Vitorio Y. Furusho" <[EMAIL PROTECTED]>:

> Salomon e demais,
> 
> 
> Concordo plenamente com a sua opinião.
> 
> Tenho trabalhado na Coordenação e Educação em Software Livre no Governo
> do
> Paraná, ministrando cursos, suporte e palestras na capital e pelo interior
> do estado.
> 
> Às vezes ouvimos coisas muito estranhas, por exemplo:
> Um determinado dia um professor universitário do interior do Paraná estava
> reclamando que uma planilha que ele tinha era muito complexa e no
> Openoffice.org jamais funcionaria. Reclamou muito. Porque isso, porque
> aquilo, etc. E, quando esteve em Curitiba trouxe a tal planilha e
> conversamos um pouco e finalmente perguntei se ele tinha experimentado abrir
> no OpenOffice.org, para a minha surpresa, ele disse que não. Abri a tal
> planilha em sua presença e tudo funcionou normalmente, surgiu um silêncio
> fúnebre. Então comentei e daí? Silêncio....
> 
> É verdade! quando existe um erro no produto proprietário, as pessoas e
> empresas se comportam muito bem diante das falhas. Mas, quando surge no SL
> parece um fim.
> 
> Outro exemplo: um colega reclamava de Macros  no Openoffice.org, perguntei-o
> se ele usava macros no proprietário, o mesmo afirmou que não. Como alguém
> pode reclamar de algo que nem se quer usa ou poderia usar?
> 
> A Liberdade vencerá!
> 
> Abraços,
> 
> FURUSHO
> 
> 
> Em 09/02/06, Roberto Salomon <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> >
> > Essa ouvi hoje. Parece piada mas tem um fundo de verdade que precisamos
> > considerar pois reflete muito bem os problemas enfrentados nas migrações
> > para soluções em Software Livre.
> >
> > Enquanto ficamos discutindo qualidade e disponibilidade de soluções, a
> > Microsoft conseguiu, ao longo dos anos, criar um "usuário tolerante a
> > falhas". O usuário tolerante a falhas foi criado para considerar as
> > falhas dos produtos fornecidos por empresas como a própria Microsoft
> > como quase sendo "fatos da natureza" contra os quais não adianta fazer
> > nada.
> >
> > No entanto, quando apresentamos soluções de Software Livre, o modo de
> > operação deste usuário se inverte e qualquer problema, até mesmo um
> > termo diferente em um menu, é visto como um problema e um atestado da
> > ineficiência da solução.
> >
> > Quando o Windows trava ou mostra a sua tela azul da morte, o usuário
> > tolerante a falhas não discute. Desliga e liga de novo o seu computador
> > e volta a trabalhar como se nada tivesse acontecido. Quando uma máquina
> > Linux trava, no entanto, este mesmo usuário é o primeiro a dizer "Ah, é
> > Software Livre", como se isso fosse um atestado de como o Windows é
> > melhor.
> >
> > Temos uma imensa responsabilidade nas mãos. Passamos tanto tempo batendo
> > nos problemas dos fornecedores de software fechado que acabamos passando
> > a idéia que o Software Livre é perfeito. E todos nós sabemos que não
> há
> > software perfeito, isento de bugs. Temos passado tanto tempo discutindo
> > vantagens técnicas do modelo que nos esquecemos que o real motivo para o
> > uso do Software Livre não é meramente técnico. O principal motivo é
> > justamente a Liberdade. Principalmente a liberdade de acesso à
> informação.
> >
> > Um produto é tecnicamente melhor que outro hoje. Amanhã, o concorrente
> > terá melhorado e o primeiro estará em desvantagem. Mas mesmo assim o
> > Software Livre é o único que garante o que realmente interessa:
> Liberdade.
> >
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> >
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