Patente é para produto.
O Nosso caso é como o Marco tá sugerindo, norma.
Mas a norma tem que ser revisada, ela não pode ficar parada para sempre. 
Mas ninguém pode comprar, tem que ser construída.
Olha o que o Louis escreveu no ano passado sobre padrão odt.
Ele foi traduzido pelo nobre colega Solomon.

OpenDocument e OpenOffice.org: Torne-o seu
Louis Suárez-Potts
Secretário Geral do OpenOffice.org Community Council


Há três coisas que tornam o OpenOffice.org importante.
A primeira é que ele é Livre e de Código Aberto. Isto significa que os 
fontes ? a listagem de instruções legíveis que constituem a aplicação ? 
são abertos para inspeção, modificação e distribuição.
A segunda é que o OpenOffice.org 2.0 é tão capaz quanto qualquer outra e 
interage com o Microsoft Office, WordPerfect, StarSuite (que usa o seu 
código) e muitas outras.
A terceira é que o OpenOffice.org usa o padrão OpenDocument do consórcio 
OASIS.
Sabemos porque as outras coisas são importantes mas porque esta última é 
tão importante? O formato OpenDocument (ODF) é algo que é de grande 
interesse para governos e empresas; é mais interessante ainda que código 
aberto. Porque? Por que ele não demanda alterações nas técnicas de 
produção ao mesmo tempo que promete muitos dos mesmos benefícios do 
Software Livre e de código aberto: democracia, participação civil, um 
futuro aberto. Estas promessas são feitas porque é um padrão aberto.
Mas o que é um padrão aberto? Um padrão aberto é um protocolo com o qual a 
comunidade internacional concorda e que está aberto para exame e 
implementação por qualquer aplicativo. Repetindo: qualquer aplicativo, 
livre ou não, pode usar o padrão. Um conjunto fechado de protocolos (não 
estou certo se um "padrão" faz sentido se for fechado) ao contrário, 
somente encontra-se disponível sob licença. A Web usa padrões abertos é 
popular mundialmente porque os usa, a despeito dos esforços de algumas 
empresas. No caso do ODF, o comitê técnico de padronização de suites de 
escritório do consórcio OASIS, concordou em um conjunto de especificações 
para um formato de arquivo XML ? o padrão ? e qualquer aplicativo pode 
usá-lo. O OpenOffice.org e o KOffice usam este padrão sendo o 
OpenOffice.org, no momento, quem melhor o implementa. Em tese, o Microsoft 
Office também pode usá-lo mas será necessário um esforço de engenharia 
para implementá-lo, algo na ordem de 18 meses de trabalho, e, até agora, 
não há indicação que a Mic
rosoft esteja interessada em investir esta quantidade de trabalho. Na 
verdade, a Microsoft tem dito repetidas vezes que não está interessada.
Mas voltando ao padrão. Como qualquer aplicação pode usar o ODF, ele é 
resistente, portanto, aos efeitos do tempo e do espaço. Um arquivo gravado 
em ODF hoje será, muito provavelmente, legível, por uma aplicação daqui a 
anos ou mesmo décadas pois sua existência não depende do mercado. Ao 
contrário, um "padrão" proprietário depende da sua sorte no mercado para 
continuar a existir. Se a empresa fale ou arbitrariamente decide alterar o 
seu padrão ? e ambas as situações já aconteceram ? tudo que foi criado 
usando desse "padrão" se tornará ilegível e portanto, perdido. Para tornar 
o caso pessoal: Se eu criei um trabalho usando este aplicativo obsoleto, a 
minha propriedade intelectual ? a minha propriedade ? está perdida. O que 
parecia ser minha propriedade agora se revela não ser minha de todo. Ao 
contrário, eu estava apenas alugando o espaço onde escrevia meus 
pensamentos e quando a hora chegou, o proprietário o tomou.
Isso não ocorre com um padrão aberto. O que é meu continua meu. Agora e 
para sempre.
Você pode começar a ver como isto se relaciona a instituições civis e 
governamentais interessadas em preservar sua propriedade intelectual. Tais 
instituições têm a responsabilidade com a posteridade (o futuro) e com os 
cidadãos do presente para garantir que a riqueza intelectual da nação 
continue disponível para os seus cidadãos: as pessoas que estão, agora e 
no futuro, construíndo a nação. Usar padrões abertos como o ODF para 
preservar esta riqueza é, portanto, um ato responsável. Usar formatos 
proprietários, um ato irresponsável, para se dizer o mínimo.
Mas isso é somente uma parte da história pois um padrão aberto não implica 
em código aberto. Os criadores podem usar qualquer aplicação que quiserem, 
até mesmo as mais caras. Mas isso também implicaria em irresponsabilidade 
financeira de órgãos do governo ao gastar os impostos arrecadados dos 
contribuintes em aplicativos que fazem exatamente o que aplicativos Livres 
fazem. É uma boa política, acho eu, dizer: Economizarei milhões em 
recursos dos contribuintes usando aplicativos Livres e de Código Aberto, 
como o OpenOffice.org, ao invés de aplicativos proprietários. E não apenas 
economizarei dinheiro mas também estarei investindo em aplicativos com um 
futuro. E este futuro não se refere apenas aos aplicativos, argumentaria 
eu, mas do povo, pois a grande relevância do Software Livre, se não apenas 
os padrões abertos, é que o Software Livre fomenta o desenvolvimento e as 
economias locais.
A história do OpenOffice.org é, portanto, um exemplo: Não apenas o 
OpenOffice.org usa um padrão aberto que garante acesso aberto para o 
presente e o futuro como também é desenvolvido usando código aberto, que 
promove a economia local ao mesmo tempo que engaja um modelo de 
desenvolvimento global. Com o OpenOffice.org, o futuro é seu. Com a sua 
alternativa proprietária, o futuro pertence ao Bill.
Torne-o seu.

Marcus de Vasconcelos Diogo da Silva
Instrutor e Técnico de Informática
fone: (85) 3215.3026


Será que a fundação Oasis pensou em se proteger disso? algum tipo de 
patente...

Alain
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