Caramba, gente, não queria criar um flame war!!!!

Antes de mais nada não disse que o BrO não deva ter um organograma, só disse
que não dá pra fazer tudo no Writer.

De fato o programa já está cheio demais de funcionalidades.

Só vou dar um exemplo: no lançamento do Word 2000, a M$ fez uma pesquisa com
50% dos seus maiores clientes corporativos e com 100% dos seus solutions
providers no Brasil. Na época meu ganha pão era a M$ e fiz parte da
pesquisa. A questão era: quais as novas funcionalidades que o Word 2000
deveria ter como "padrão" para que chamasse mais a atenção dos clientes.
Dentre as listas apresentadas, uma coisa ficou patente: para mais de 60% das
empresas e 50% das solution providers as funcionalidades do MS WordPad (que
já vem como sistema operacional) já eram suficientes, ou seja a M$ estava
lançando um produto onde havia coisas que para a maioria dos clientes não
teriam nenhuma utilidade.

O que falo aqui é que cada coisa deveria estar em seu lugar e não
misturados. Se a suite irá empacotar um editor de figuras, editor de
desenhos vetoriais, um editor de diagramas, uma base de dados, um sistema de
desenvolvimento de aplicativos, um editor de cálculo, um gerador de
gráficos, um editor de apresentações e um editor de texto, além de um editor
de fórmulas matemáticas e mais um montão de coisas como revisor ortográfico,
gerador de documentos padronizadas, analisador lexico e gramatical, etc.,
etc. etc., tudo bem! O complicado é integrar tudo isso.

Como falei anteriormente, o ideal seria usar CORBA para isso, o que
permitiria que programas que atendessem a esse padrão de inteconexão de
aplicativos pudessem fazer parte da "suite" sem nem mesmo terem sido criados
pela comunidade geradora da "suite", mas o programa fica muito pesado, além
é claro, que um monte de coisas juntas já o tornariam tremendamente pesado.

Neste caso, não seria UM programa, mas um MONTE deles.
Será que entenderam agora o meu ponto de vista?!

Grato pela atenção,
André


PS. Agora sim é flame war:

2006/6/27, Márcio Vinícius Pinheiro <[EMAIL PROTECTED]>:

O que quis dizer é que não se deve visar usuário inexperiente ou
experiente, mas visar o usuário médio... Imagine se os programas fossem
feitos só pra usuários que sabem tudo de computador, a interface gráfica não
existiria hoje.


Na verdade a história é outra: as interfaces gráficas foram justamente
criadas visando um usuário tipicamente "experiente": jogadores de games.
Isso é a história da informática: é só olhar qualquer enciclopédia de
informática que você irá verificar isso. Para os sistemas chamados
corporativos o ideal é a inteface tipo "texto" onde não se perde tempo para
entrada e saída de informações nos bancos de dados gigantescos que existem
pelo mundo! As intefaces gráficas existem desde a década de 70, criadas na
Palo Alto Research, mas somente chegaram ao público por meio dos pequenos
computadores da década de 80 que necessitam delas para permitir que os
usuários jogassem no computador. Viva a APPLE!!!!

E se fossem feitos só pra usuários "inexperientes"? a maior parte dos
usuários não teriam paciência para clicar em todos os Ok e Next que
aparecessem na tela...


Apesar da inteface aparecer a mesma, no Windows há um banco de dados de
gerenciamento de aplicações instaladas, o rpm (ou apt) do Windows que se
chama  Windows Installer, portanto, apesar da interface bonitinha o próprio
Windows está aplicando nele conceitos de seus "concorrentes"

O usuário "experiente" tem que ter um pouco de
paciência e o "inexperiente" tem que se esforçar um pouco mais para
aprender
e o programador não pode ignorar nenhum dos "dois tipos" (na verdade
existem
infinitos tipos de usuário, qualquer redução disso está sujeita a erro)


Concordo que o desenvolvedor tenha que pensar num usuário "médio" quando se
pensa em uma suite de escritórios (apesar de não ser mais somente para
escritórios)...

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- - - ·
Márcio Vinícius Pinheiro
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