Pessoal, Práticas monopolistas da Microsoft são punidas na Europa (vejam as 3 matérias abaixo: a primeira de 2006 e as duas outras de 2007).
Isto tem sido um dos grande motivos para o crescimento do linux no mundo e da adoção por governos e grandes empresas de padrões públicos de documentos digitalizados e padronizados com uma ISO internacional (ISO/IEC 26300) como o "open document format-ODF" (o que é ODF: http://www.infowester.com/odf.php) Está em jogo o acesso à informação e ao poder em um mundo cada vez mais informatizado, digitalizado. Para os EUA é bom a microsoft ser padrão. A União Europeia-UE sabe que depender de um monopolio mundial sempre foi e sempre será uma fria - em qualquer área - por isso essa multa gigantesca. Edson ************************** Quarta, 12 de julho de 2006, 10h15 UE impõe multa de 280,5 mi de euros à Microsoft Link: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1067642-EI4803,00.html A União Européia multou hoje a Microsoft em 280,5 milhões de euros e ameaçou a companhia com mais penalidades caso não obedeça à ordem dada em março de 2004 para compartilhar informações técnicas que permitam aos concorrentes trabalhar melhor com o Windows. A Microsoft disse que vai apelar da multa (equivalente a US$ 357 milhões, ou cerca de R$ 780 milhões), considerada "injusta". # Microsoft pode ter multa histórica A UE também afirmou que mudará o valor para 3 milhões de euros por dia a partir do dia 31 de julho, a menos que a Microsoft forneça dados técnicos "completos e exatos" aos concorrentes. "Lamento que, mais de dois anos após a decisão... Microsoft não tenha posto um fim em sua conduta ilegal", disse Neelie Kroes, comissária de competição da Comissão Européia. "Não tenho alternativas a não ser impor a penalidade. Nenhuma companhia está acima da lei", explicou ela. Esta será a primeira punição a uma companhia por não acatar uma decisão anterior da comissão, que já tinha multado a Microsoft, em março de 2004, em 497,2 milhões de euros (equivalente a US$ 635 milhões). A multa é relativa ao período de 16 de dezembro a 20 de junho e corresponde a 1,5 milhão de euros por dia. A medida européia sinaliza a determinação da Comissão em forçar a gigante do software a obedecer suas ordens e uma perda de paciência das autoridades depois que a empresa teve dois anos para cumprir as exigências e usou praticamente todos os recursos legais disponíveis no processo. O posicionamento linha-dura da Europa contrasta com o dos Estados Unidos, que em 2000 também teve considerações similares contra a Microsoft, mas ainda aguarda documentação técnica da companhia, como foi determinado pelo Departamento de Justiça dos EUA em 2002. Em maio deste ano o processo estava tão atravancado que a Microsoft e o tribunal que avalia o caso recomeçaram os trabalhos a partir "da direção assumida pela Comissão Européia", segundo disse um juiz norte-americano. ******************** Segunda, 17 de setembro de 2007, 05h54 Atualizada às 09h00 Link: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1913133-EI4803,00.html UE confirma multa de 1,3 bilhão contra Microsoft O Tribunal de Primeira Instância da União Européia (UE) respaldou hoje a maior parte da decisão da Comissão Européia (CE) de punir a Microsoft por abusar de sua posição de domínio e confirmou a histórica multa de 497,2 milhões de euros, cerca de R$ 1,3 bilhão, imposta ao gigante da informática. » Microsoft diz que fará o necessário para cumprir sentença da UE » UE impõe multa de 280,5 mi de euros à Microsoft A Corte deu razão ao executivo da UE, que em 2004 condenou a Microsoft por aproveitar-se do monopólio de seu sistema operacional Windows para expulsar do mercado outros concorrentes, e que, além disso, não forneceu as informações necessárias para fabricar produtos compatíveis com seu sistema. O Tribunal considerou ainda adequadas as sanções impostas por Bruxelas: obrigar a vender o Windows sem o reprodutor de mídias Media Player integrado e forçar a Microsoft a ceder a seus concorrentes certos protocolos para garantir que seus programas possam "dialogar" com seu sistema operacional. O Tribunal presidido pelo magistrado dinamarquês Bo Vesterdorf anulou, no entanto, uma das medidas fixadas pela Comissão: a designação de um "árbitro" independente com capacidade para ter acesso a qualquer informação relevante da companhia, para supervisionar o cumprimento da decisão de Bruxelas. Segundo a sentença, o executivo da UE foi "longe demais" com esta iniciativa. O Tribunal acredita que a Comissão não tem autoridade para obrigar a Microsoft a dar tanto poder a um analista externo e também reprova a idéia de que a empresa tenha de ser responsável por todas as despesas associadas ao trabalho desse "árbitro". Quanto à multa, os juízes sentenciaram que Bruxelas não se equivocou ao avaliar a gravidade e duração da conduta anticompetitiva, por isso mantiveram a sanção de 497,2 milhões de euros, a mais alta imposta pela autoridade européia de concorrência. A Microsoft tem um prazo de dois meses para recorrer da decisão no Tribunal de Justiça da UE. ****************************** Negócios & TI Segunda, 17 de setembro de 2007, 06h35 Atualizada às 08h59 Microsoft diz que fará o necessário para cumprir sentença da UE http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1913186-EI4803,00.html A Microsoft afirmou que fará o necessário para cumprir a sentença do Tribunal de Primeira Instância da União Européia (UE) que hoje respaldou a decisão da Comissão Européia (CE) de puni-la por abusar de sua posição dominante no mercado da informática. » UE confirma multa de 1,3 bilhão contra Microsoft A informação foi do responsável de assuntos legais da companhia, Brad Smith, após assistir em Luxemburgo à leitura da decisão, que também manteve a histórica multa de 497,2 milhões de euros imposta por Bruxelas. Smith não confirmou se a Microsoft vai apelar da sentença - a empresa tem dois meses para recorrer na instância superior, o Tribunal de Justiça da UE - e explicou que "primeiro é preciso ler a decisão, depois pensar e só então decidir" os próximos passos. O representante da Microsoft insistiu em que, para a companhia de Bill Gates, é "extremamente importante" respeitar a legislação européia, por isso estudará a decisão. "Só então veremos se temos de adotar alguma medida para cumprir nossas obrigações" , disse. Smith lembrou do trabalho feito pela Microsoft nos últimos anos para cumprir a sanção da Comissão que a obrigava a ceder a seus concorrentes a informação necessária para que seus programas fossem compatíveis com o Windows, o sistema operacional fabricado pela companhia americana e que está instalado em 95% dos computadores do mundo. Mostrou satisfação pelo fato de a Corte ter anulado uma das medidas impostas por Bruxelas - a designação de um analista independente encarregado de avaliar o cumprimento por parte da companhia -, mas reconheceu que "isso não é o mais importante do caso". Smith insistiu em que, nos quase nove anos que se passaram desde que começou a batalha com a Comissão, o mundo, o setor tecnológico e sua empresa mudaram muito, mas recalcou que "o compromisso da Microsoft com a Europa se mantém". Assim, assinalou que a Microsoft tem agora 13 mil funcionários na Europa, contra 3,9 mil em 1998, e gasta quase US$ 500 milhões ao ano em pesquisa no continente, frente contra US$ 3 milhões naquela data, números que "continuarão crescendo". ***************** --------------------------------------------------------------------- To unsubscribe, e-mail: [EMAIL PROTECTED] For additional commands, e-mail: [EMAIL PROTECTED]
