... Tenho duvidas que se queira escrever uma monografia de
dezenas de páginas diretamente na web, ou montar uma planilha complexa.

Como vc sbe, sou advogado e, pelo que entendi, depois de ler atentamente as licenças do Google, é que haverá uma modificação substacinal no esforço dos desenvolvedores do OpenOffice.

Depois de ler muitas licenças, ao fazer uma nova conta no Google (a
minha antiga veio se integrando automaticamente e não passou por essas
telas), vi que no help alterado depois do lançamento do Engine afirmam
que usam ODF e uma mistura de UNO e um webtoolkit, ou seja, a mesma
base do OOo (a engine, não a IU).

Isso é perfeitamente normal, pois o OOo é open source e esse
lançamento advém de um acordo entre o Google e a Sun, em 2005, tema discutido aqui.

Na época se falava que o Google ganhava dianteira da Microsoft e
seu Dotnet por causa disso.

A Google pôs gente trabalhando no OpenOffice.org, recebendo salário,
juntando-se aos da Sun, Novell e Intel.

O OpenOffice.org é feito principalmente em C e o objetivo do Google
foi remover o máximo de Java; tanto quanto possível.

O webtoolkit (http://code.google.com/webtoolkit/) é um framework open
source para desenvolvimento Java que procura contornar a dificuldade
de escrever aplicações AJAX, de modo que se possa desenvolver e debugar na linguagem
Java usando a ferramenta com a qual se está acostumado a trabalhar e,
quando chegar a hora de colocar no ar, o webtoolkit faz da aplicação
JAVA uma versão em JavaScript e HTML, compatível com qualquer browser.

O Google podia investir na engine do OOo, só tem que indicar o seu
uso, o que também fizeram com o ICU nesta página:
http://www.google.com/google-d-s/legal.html

UNO é uma abstração, não um produto (http://
wiki.services.openoffice.org/wiki/Uno/Meta/Organization). O Google
pode perfeitamente respeitar suas diretrizes sem ofender ninguém.

Não está claramente confessado
ali no help que partiram do URE (http://
udk.openoffice.org), que nada mais é que o OpenOffice.org sem a
interface gráfica, não uma variação, isso porque o OpenOffice.org
aceita ser controlado via Java, C++, Python...

Em outras palavras, entendi que o Google Doc's, lançado como Writely, nada mais é que uma evolução do OOo, uma variação da engine do
pacote, que o Google pegou prometendo implementar até funcionalidades off
line.

Que quem faz um trabalho derivado a partir do OpenOffice.org pode cobrar pelo
sofware: a licença é LGPL.

Podem cobrar pelo serviço "enteprise", pois não estão cobrando pelo software.

Em resumo, o Google se apropriou de um trabalho que estava lá para ser
aproveitado mesmo.

Impressionante o resultado alcançado pelo Google em seu esforço: seu serviço hospeda
aplicações dos desenvolvedores escritas em Python, possibilitando a
integração com outros serviços do Google, através dos APIs.

A novidade afasta a possibilidade de problemas de servidor, manutenção
e escalabilidade, por usar a estrutura da companhia e já há uma
florescente galeria de aplicações que estão utilizando o App Engine.

O Google não foi o primeiro a disponibilizar tal serviço. O App Engine
é concorrente do Elastic Compute Cloud, da Amazon, e do AppExchange,
da Salesforce. No entanto, é o único grátis.

Falta definir parâmetros tributários e obrigações fiscais decorrentes
da operação do sistema no Brasil.

Por enquanto, para ONG's que tencionem arecadar fundos no estrangeiro
(tipo: salve a amazônia !), se pode até providenciar a abertura de uma conta no
estrangeiro para início imediato das operações, porque é mesmo muito
fácil, mas, no Brasil, esse problema de pagamentos através do Google
começou com o Ad Sense e não tem ainda uma clara definição do como se
vai operar com bancos e cartões de crédito.

Continuo lendo sobre o assunto, mas acho que o Google venceu pela distribuição da engine do OOo.

A interface promete evoluir por força de suas API's abertas, para permitir qualquer uso personalizado, como naqueles exemplos citados.

Mais uma vez a inovação vai inserir uma segmentação na forma como o
usuário vai preferir trabalhar. Acho que serão complementares e
permanecerão em co-habitação por algum tempo. Tomara que não haja
incompatibilidades entre eles.

Também acredito numa coexistência, mas breve, até que os programadores do Google supram as necessidades, e muitos desenvolvedores do OOo podem se sentir esvaziados e reconhecer vantagem em continuar o copyleft a partir do Google.

Aderir pode ser inevitável.

Estão convocando qualquer um a ingressar numa nova economia.

A economia Google.

Há já muitos desenvolvedores de pacotes de customização do Google
engine, mas há quem use as ferramentas grátis para criar novos modelos de
gestão de seus próprios negócios, assim como surgirão novas empresas
em decorrência dessa que não é uma desintermediação, mas uma
concentração da intermediação financeira em cartões de crédito
internacionais, onde o Google quer se colocar.

Engraçado é que estou torcendo pelo Google, embora saiba que se
tornará um monstro muito maior que Bill Gates.

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