As pessoas sempre justificam usar o msoffice por causa do treinamento que envolveria em reaprender o uso do openoffice (que tem a cara do msoffice 2003 !), mas nunca usam como argumento o aprendizado do msoffice 2008 cuja interface foi reescrita e batizada de ribbon.
Creio que na parte de editor de textos e planilha seu problema para uso trivial está sanado porque o openoffice tem a cara do msoffice2003, incluindo atalhos. O mais difícil fica por conta de coisas legadas escritas em msaccess ou scripts escritos (vba) para o msoffice, onde "portar" é sempre um obstaculo, note que o obstaculo pode ser verdadeiro, mas também pode haver a má vontade, de qualquer forma e pode ser usado como argumento para não mudar. Na minha visão como administrador, o mais sensato é fazer um mapa de quem precisa obrigatoriamente do msoffice por causa do msaccess, vba ou aplicações de terceiros e neste instante mensurar a economia feita com os que não precisam. As aplicações de terceiros, como o caso que você disse que há um programa feito em java para trabalhar com o msoffice, entrar em contato com o desenvolvedor e tornar claro a expectivativa desse programa funcionar com o openoffice, se a resposta for positiva então a economia poderá aumentar. O grande filão mesmo é as repartições publicas, fomentar o uso do formato OpenDocument, seja os que possuem EXCEL/WORD (Sim, eles também salvam em OpenDocument) ou OOCalc/OOWriter. Dado o devido tempo, o uso desses formatos tornará mais fácil a comparação entre os produtos e mais aceitáveis as mudanças onde elas justificarem. Aqui na empresa, o pessoal de projetos justificou o uso do msoffice porque o pessoal da Petrobras só envia licitações em formato .DOC e que eles não poderiam perder uma concorrência só porque ao responder a licitação a formatação não ficou exatamente igual. Como vê, o problema está no efeito virótico que o formato msoffice causa - mais do que a ferramenta em sí. Forçar goela a baixo um OpenOffice pode ser econômico, mas causará rejeições que poderão atingir o ego de pessoas com uma hierarquia maior que a sua e por fim fazer você dançar, assim recomendo que analise planos menos ambiciosos deixando o msoffice onde ele é estratégico e deixando o openoffice onde ele atenderá 100%. Mas o filão mesmo é o formato de arquivo, ele dá a liberdade para quem prefere o software proprietário e atende a quem não quer comprar uma licença só para ver um texto. []'s e sucesso. 2010/1/25 Victor Marcus <[email protected]>: > Pessoal, sou servidor do Conselho da Justiça Federal (CJF), em Brasília, e > estou com um desafio muito interessante. > > A Resolução nº 88 (http://daleth2.cjf.gov.br/download/res088-2009.pdf), em > seu Art. 3º, inciso IX, estabelece a priorização do uso de Software Livre em > toda a Justiça Federal (JF). A Justiça Federal está passando por uma mudança > drástica na administração dos recursos de TI, onde estamos centralizando a > aquisição de hardware, software e serviços no CJF para que toda JF. > > O desafio que tenho, amparado pelo Secretário de TI do CJF, é demonstrar, > através de um estudo/projeto, os custos envolvendo a simples aquisição de > licenças do Office 2007 e quais seriam esses custos se houvesse uma migração > para OpenOffice, incluíndo treinamento e re-desenvolvimento de plugins que > têm como base o software proprietário para uso em sistemas internos. > > Atualmente, o foco de contratação do CJF é a aquisição de solução. Se > precisamos adquirir um software, a licitação exige as licenças, a > instalação, o treinamento, a transferência de tecnologia/informação, a > manutenção e o suporte. > > Para se ter uma idéia de valores, o preço médio de uma licença do Office > 2007 gira em torno de R$ 1.000,00. A JF no Brasil tem aproximadamente 34.000 > funcionários, o que torna impensável gastar milhões de reais só para compra > de software, uma vez que manutenção e suporte da Microsoft é só para > sistemas corpoartivos, como SO server e banco de dados. > > O problema de plugin tem sido um "calo no sapato". Um dos TRF's comprou um > plugin em Java para usar o Word 2007 dentro de uma aplicação corporativa. Eu > questionei do porque usar o Word e eles me informaram que os usuários "não > gostaram" da cara do OpenOffice, como se fossem eles que decidissem o que > usar. Mas deixa pra lá, esse projeto visa justamente estabelecer um custo de > "migração" desses plugins para uso com o OpenOffice ou até mesmo integrar um > editor de texto em java. > > Enquanto planejo o texto do projeto, eu gostaria de receber sugestões sobre > esse estudo, como conduzí-lo, etc. > > Conto com o apoio da grande massa de entusiastas e usuários do > BrOffice/OpenOffice e Software Livre para me auxiliarem nessa empreitada. > > Obrigado > > -- > "Não mostre para os outros o endereço eletrônico de seus amigos: use Cco ou > Bcc, que significam 'com cópia oculta'. > Retire os endereços dos amigos antes de reenviar. > Dificulte a disseminação de vírus e spam" > > PARTICIPE DESTA CAMPANHA, INCLUINDO O TEXTO ACIMA EM SUAS MENSAGENS > > ««V¡¢tö(r)_/|/|ä(r)¢µ§»» > http://twitter.com/supradados > --------------------------------------------------------------------- To unsubscribe, e-mail: [email protected] For additional commands, e-mail: [email protected]
