Amigos,

Este ano, tentando escrever-lhe uma mensagem de Natal e Ano Novo, me vi constantemente levado a lembrar dos milhões de irmãos brasileiros, que tão próximos de nós pela nacionalidade “similar” de tantos “Brazis”, estão porém distantes e muitas vezes desconhecidos de muitos de nós no esquecimento de sua condição maltrapilho e maltratado, pela vida, pelas instituições e até por nós mesmos em nossa inocente conivência.

E assim, fui tomado por um sentimento que só um passeio em empréstimo ao nosso poeta modernista maior poderia exprimir e nos fazer repensar nossa condição ativa de cidadão e lembrar que depende de nós fazer um Brasil e um mundo melhor, diminuindo as desigualdades, eliminando abismos sociais e culturais, que nos permitirá no futuro olhar para nosso irmão ao lado sem vergonha ou remorso do que veremos e quem sabe, permita a nossos filhos sair das grades da violência na prisão do medo que vivemos hoje e fazermos do menino do sinal, do pedinte, no flagelado do Norte, brasileiros como nós.

Abancado à escrivaninha em São Paulo
Na minha casa da rua Lopes Chaves
De supetão senti um friúme por dentro.
Fiquei trêmulo, muito comovido
Com o livro palerma olhando pra mim.

Não vê que me lembrei que lá no Norte, meu Deus!
muito longe de mim
Na escuridão ativa da noite que caiu
Um homem pálido magro de cabelo escorrendo nos olhos,
Depois de fazer uma pele com a borracha do dia,
Faz pouco se deitou, está dormindo.

Esse homem é brasileiro que nem eu.

Que neste Natal todos nós tenhamos Luz, Paz e Amor e que possamos em cada gesto, atitude e ação, fazer de 2011 o primeiro ano de uma nova era.

Rivaldo, Márcia, Soninha, Tamy e Cecília.
Rivaldo Ribeiro
(71) 8604-4197/9190-1222
[email protected]

"se não tiver voz: *GRITE! Se não tiver pernas: CORRA! Se não tiver esperança: CRIE"



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