Encaminhando

Só acrescento que o resultado, com boa probabilidade, deverá ser aquele que
interessar ao governo, pois serão usadas as fajutas urnas eletrônicas 100%
inseguras. Desconfio que a proibição vai ganhar, pois já estão manipulando as
pesquisas para justificar o resultado e a Globo está investindo violentamente no
sim, enquanto em seus filmes (e novela) sobram tiros e defuntos... Pessoal das
listas, é uma boa ocasião para ficarmos de olho e, possivelmente, talvez, quem 
sabe,
aprendermos como se faz para fajutar pesquisas e votações. É didático votar com
nariz de palhaço.

Abraço

Walter
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-------------------------------- Mensagem Original 
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Assunto: [VotoEletronico] FC - Referendo
De:      "Roger Chadel" <[EMAIL PROTECTED]>
Data:    Qui, Outubro 6, 2005 1:29 pm
Para:    "Lista do Voto Eletronico" <[email protected]>
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Amigos da lista,

O volume de bobagens que tenho lido e ouvido a respeito do referendo é tamanho 
que
me leva a escrever esta mensagem, sabidamente fora de contexto.

É claro que como a maioria da população sou pacifista e a favor do 
desarmamento. Mas
o artigo da lei 10.826 que precisa ser referendado não tem nada a ver com o
desarmamento. Trata-se de uma medida
diversionista que levanta uma questão séria mas totalmente inócua na questão do
desarmamento. Proibir a venda de armas é uma boa medida na teoria, desde que não
haja mais armas em posse da população. Mas
existem no país cerca de 22 milhões de armas de fogo, 10% das quais registradas
(números anunciados tanto por quem é favor quanto por quem é contra). E a lei 
9.437,
em vigor desde 1997, já restringe muito a comercialização de armas, tanto é 
que, em
2004, apenas 7.219 armas foram vendidas, das quais somente 1.109 para civis 
comuns
(as outras foram para a polícia e para empresas de segurança). Ora, a lei 10.826
mantém o registro e permite que os cidadãos conservem suas armas ou, pasme, 
registre
as clandestinas, dentro de determinados parâmetros
(http://www.mj.gov.br/seguranca/desarmamento.htm). Se o artigo que proibe a 
venda de
armas for aprovado, estará instituida a figura do cidadão de segunda classe. O 
de
primeira classe é o que tem armas
registradas e poderá tê-las indefinidamente, desde que renove
anualmente seu registro, e o de segunda, que nunca poderá ter uma
arma.

Cada vez mais se fazem leis que lembram George Orwell, na "Revolução dos 
Bichos":
todos são iguais perante a lei, mas alguns são mais
iguais que os outros. Tenho ouvido bobagens de ambos os lados, como a que o
desarmamento foi o responsável pelos massacres do nazismo ou do stalinismo 
(como se
a população com uma arma pessoal fosse enfrentar o exército de Hitler ou o de
Stalin), ou que se o SIM for vitorioso
vamos finalmente acabar com a violência!

Sou a favor do desarmamento total e irrestrito. Mas se não houver
dispositivo na lei que o garanta, ela será uma lei hipócrita, que quer fazer 
crer
que proibir a venda de 1.109 armas por ano resolve o
problema da violência e exime o poder da responsabilidade pela
segurança pública. Por isso eu voto NÃO no referendo.

-- 
Grande abraço,

Roger Chadel

    ////    O TSE deve voltar a ser um tribunal
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