A todos

     O Fernando (e outros) precisam ler a Lei do voto impresso, a Lei 
Requião/Tuma,
para não espalhar impropriedades.

     Volta e meia volta essa bobagem de entregar o voto ao eleitor. Até o 
Senador
Azeredo, que propôs a revogação da Lei do voto impresso e mostrou desconhecer
completamente a lei que estava revogando (ou então, conhecia, mas agiu de má
fé; podem escolher: incompetência ou desonestidade?), usou esse argumento
falso, que o voto impresso seria entregue ao eleitor.

     Pois o substitutivo do Senador Tuma, que eu e o Amilcar ajudamos a 
escrever,
previa expressamente que o eleitor veria o voto impresso mas não teria contato
com ele; o voto seria cortado automaticamente e cairia dentro dsa urna lacrada,
para conferência estatística. Tal como o Paulo Mora explicou. Desse modo, não
haveria como o eleitor vender o seu voto. E mais: uma eventual fraude seria
grandemente dificultada, pois: fraudar o voto tradicional em papel é fácil
(sempre se fêz isso no Brasil), fraudar o voto eletrônico atual é fácil
(dêm-nos uma urna que nós mostraremos como - e não sabemos se estão fazendo
isso e em qual abrangência), mas fraudar o voto eletônico e o em papel ao mesmo
tempo é bem mais difícil e o fraudador poderia ser pego numa conferência. Só
isso já inibiria uma eventual fraude.

     Não querendo ser maldoso, talvez por causa dessa dificuldade em fraudar é 
que
nossa proposta de voto impresso em paralelo não possa ser aceita... E, também,
pelo fato de eles saberem ser fácil fraudar a urna-e, é que o TSE fuja de
quaisquer solicitação nossa para fazer um teste técnico público; devem estar
pensando: 'Se eles provam a fragilidade do voto eletrônico, como justificar o
bilhão gasto? Arquive-se!!'

     Abraços

     Walter Del Picchia - S.Paulo/SP

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Mora escreveu:
>
>   Prezado Fernando,
>
>   O modelo proposto aqui no Forum do voto-e (já testado e aprovado) para
> a implementação do voto impresso, para conferência pelo eleitor e
> depósito em urna lacrada para auditoria, não permite que o voto impresso
> caia nas mãos dos eleitores nem dos candidatos. Os votos são impressos
> pela urna no momento do voto numa impressora protegida por um visor de
> vidro. O eleitor pode ler o voto impresso, mas ele não pode ir embora
> com ele nem por as mãos. Uma vez validado pelo eleitor, o voto impresso
> é automaticamente cortado e cai na urna lacrada. Não é possível de se
> inserir votos impressos na urna, visto que a mesma é lacrada.
>
>   Isso dito, a questão na minha opinião é a de se saber quantas pessoas
> estão de fato preocupadas com isso. Quando tem gente que põe dinheiro em
>   sorteio virtual que não dá recibo, colocar um voto então...
>
>   Abraços, Paulo.
>-----------------------------------------------
> fernando gonçalves wrote:
>> Caros Concidadãos
>>   Prezado Paulo Mora
>>   Paz e Bem.
>>
>>   Ainda estou a me perguntar se o TSE ou alguém que defenda a "segurança do 
>> Voto
>> Eletrônico"  proporcionará a este e outros fóruns o "contraditório".
>>   Ainda ontem, lí mais um trecho do Relatório da UNICAMP mas estou longe
>> vislumbrar o que Eles veêm.
>>
>>   Acrredito que o voto eletrônico impresso (sic) seria moeda na mão de 
>> eleitores e
>> candidatos!
>>
>>   abraço...
>>
>>----------------------------------------------
>> Paulo Mora de Freitas <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>>
>>   Amigos, uma mensagem fora do contexto mas não muito. Por acaso fui
>> parar no site da loteria francesa, endereço
>>
>> http://www.fdjeux.com/
>>
>>   E a coisa a mais alucinante é a oferta de se jogar via Web a jogos de
>> raspadinha ("Jeux de grattage"). Suponho que isso seja comum no Brasil
>> também. Normalmente o sujeito compra um ou vários bilhetes onde o
>> resultado do bilhete está oculto por uma tinta a qual deve ser raspada
>> pelo sujeito que o comprou. A garantia da coisa está evidentemente no
>> suporte de papel: permite uma auditoria para se verificar se de fato
>> existem bilhetes premiados e, ao mesmo tempo, é a prova material do
>> jogador de que ganhou alguma coisa. Mas eis que agora as vítimas, digo,
>> os clientes podem também jogar esse tipo de jogo via Web. Donde sem
>> nenhum suporte material e onde, suponho, a garantia está limitada ao
>> manifesto de boas intenções da Française des Jeux.
>>
>>   Isso faz lembrar alguma coisa? Sim, o voto eletrônico. O interesse da
>> informação acima é mostrar às quantas anda o mundo. Num mundo onde tem
>> gente que joga esse tipo de jogo via Web sem se colocar questão,
>> implementar o voto pela Web provavelmente é apenas um pequeno passo.
>>
>>   Abraços, Paulo.
>>
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