Olá,

Realmente é curiosa a postura (apresenatda abaixo) do representante do portal 
"política para políticos", Luciana de Zorzi ou Gustavo Muller.

Primeiro repete sem questionar o mote "o sistema eleitoral do Brasil está na 
vanguarda do mundo" ignorando todos as críticas e alertas vindas do meio acadêmico 
que desmontam este argumento ufanista apaixonado.

Afinal quem está na vanguarda? Quem adotou impensadamente um sistema eletrônico de 
votação que não permite conferir o resultado da apuração ou aqueles países, que 
coincidentemente são chamados de "desenvolvidos", que prudentemente avaliaram 
os riscos dos sistemas propostos e adotaram salvaguarda contra o voto eletrônico puro do 
tipo brasileiro.

A inauditabilidade do sistema eletrônico de votação brasileiro É UM FATO. Não é 
questão que caiba ser posta em dúvida. Não há como recontar votos. Não há como 
se fazer auditoria da apuração.

O que pomos em debate não é se nosso sistema é auditável ou não. Ele não é.

Questionamos justamente o porquê de brasileiros aceitarem esta situação de 
forma tão passiva. Verdadeiros carneirinhos tangidos.

Por fim, se apresenta o argumento que em janeiro de 2006, ano eleitoral, não é 
momento adequado para debater a confiabilidade do voto eletrônico do Brasil 
porque os derrotados poderiam questionar a legitimidade do processo!

(e eu que, inocentemente, pensava que uma das características mais positivas da 
democracia era se poder questionar qualquer coisa que se acha errado)

Bom, 2005 também não era momento adequado, posto que ano eleitoral (referendo 
do desarmamento).

O ano de 2004 também não era momento adequado, posto que ano eleitoral 
(eleições municipais).

Em 2003 também não pode haver o debate. Houve o projeto de lei do voto virtual 
aprovado em regime de urgência urgentíssima por pressão da venerável Justiça 
Eleitoral, inventora do sistema eleitoral inauditável brasileiro, cujo 
presidente em reunião com os lideres dos partidos afirmou, perante toda a 
imprensa, que não havia tempo para debater e apresentar emendas. O Voto Virtual 
(que impede a recontagem) tinha que ser aprovado daquele jeitinho que eles 
mesmos escreveram sem debate com a sociedade.
(na palestra que o Pres. de Informática da OAB deu na semana passada aqui em 
Santos, ele contou como a OAB queria apresentar sugestões à lei do voto virtual 
mas simplesmente não teve tempo. Enquanto redigiam suas sugestões e iniciaram o 
debate interno... a lei já estava aprovada...)

O ano de 2002 também não era momento adequado, posto que ano eleitoral 
(eleições estaduais).

Então, quando é que se pode discutir a legitimidade de um sistema eleitoral que 
não permite conferir o resultado?

No ano dois mil e nunca?

É justamente por causa de argumentos escapistas como estes que nós brasileiros 
estamos virando piada eleitoral no resto do mundo.

[ ]s
 Amilcar Brunazo Filho
 www.votoseguro.org

 EU SEI EM QUEM VOTEI.
 ELES TAMBÉM.
 MAS SÓ ELES SABEM QUEM RECEBEU O MEU VOTO.
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Fernando escreveu:
É contrapruducente debater a ' inauditabilidade do voto-e brasileiro nesse 'período de eleições'?
aguardo.

*/Luciana De Zorzi <[EMAIL PROTECTED]>/* escreveu:

    Data: Wed, 08 Feb 2006 16:09:38 -0200
    De: Luciana De Zorzi <[EMAIL PROTECTED]>
    Para: Fernando <[EMAIL PROTECTED]>
    Assunto: Re: Fale Conosco - Sugestao -

<http://www.politicaparapoliticos.com.br/> *Prezado* *Senhor*
    Agradecemos sua mensagem sua mensagem e sua visita ao nosso site,
    quanto a sua dúvida temos a dizer que O sistema de voto eletrônico
    no Brasil está na vanguarda em relação a muitos outros países.
    Podemos dizer que é um sistema razoavelmente seguro. Não que não
    exista a possibilidade de fraude, isso pode ocorrer em qualquer
    sistema eleitoral.
               A questão da auditoria é um debate que precisa ser feito
    de forma madura e equilibrada mas não no momento da eleição pois,
    isso abriria espaço para os derrotados questionarem a legitimidade
    do processo eleitoral, o que não é bom para a democracia.
                Talvez no momento que se discuta a reforma política no
    Brasil, essa questão da auditoria possa estar na pauta pois, quanto
    mais transparentes forem as instituições, melhor será para a
    democracia.
Atenciosamente * Gustavo Muller*
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