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Prezados Colegas do Voto-Eletrônico, Abaixo está a prova de que a Justiça Eleitoral no
Brasil é tão infalível quanto as suas URNAS ELETRÔNICAS ATUAIS. Haja estômago. POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA,
subscrevo-me Atenciosamente, 21
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de Baependi 78, Ap 1310 Flamengo,
Rio de Janeiro, RJ 22231-140 21/03/2006
- 07h52
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a prestações de contas de campanhas políticas foram destruídos no cartório da
166ª Zona Eleitoral de São Caetano. A papelada foi encontrada em um cesto de
lixo do órgão, que funciona no subsolo do prédio do Legislativo. Uma
funcionária flagrou três servidoras picando os papéis no banheiro masculino e
avisou a chefe do cartório, Ana Flávia Bellucci Leite. Parte da documentação
rasgada era original e não há a confirmação se existem cópias. Por enquanto,
não sabe a qual partido se refere a papelada rasgada. A chefe do cartório fez Boletim de Ocorrência por supressão de documento
no último dia 14 – data que teria ocorrido o crime –, mas apesar de
o órgão estar localizado na avenida Goiás, no centro
da cidade, ela preferiu registrar a ocorrência em São Paulo, mais precisamente
no 18º Distrito Policial, que fica na Mooca. O juiz titular da
6ªVara Cível e da 166ªZona Eleitoral de São Caetano, Marco Aurélio Pelegrini de Oliveira, assegurou segunda-feira que a
Corregedoria do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) já está investigando o caso.
No próximo dia 31, ele fará correição no cartório, quando ouvirá as servidoras
denunciadas pela chefe. As três envolvidas no
delito não foram afastadas de suas funções e continuam trabalhando normalmente
no cartório. Uma delas, aliás, é funcionária da Prefeitura de São Caetano, mas
‘está emprestada‘ ao cartório. O salário dela chega a R$ 3,2 mil. Mistério – Até agora nem polícia, nem corregedoria sabem com
exatidão que papéis foram destruídos e tampouco a qual partido se referem. A chefe do cartório ficou de apresentar a documentação
apenas quando o inquérito fosse instaurado. O B.O., aberto na delegacia da
Mooca, já está em poder do delegado titular do 1º DP de São Caetano, que
investigará o caso. “Isso é muito grave. Vamos apurar até as últimas
conseqüências”, avisa o titular, Moisés Maximiano
Barretos. Procurada pelo Diário, a chefe do cartório, Ana Flávia Bellucci Leite, não quis dar explicações sobre a destruição
dos documentos. O delegado deverá
solicitar o que restou dos documentos, que estão com Ana Flávia. “Não
podemos desprezar que estamos em um ano eleitoral. Se constar nomes de
políticos ou de partidos, eles também serão ouvidos”, promete Barretos. A destruição de papelada referente a gastos de campanha ocorre
justamente em um momento de efervescência política Cartório não afasta as três suspeitas “Não temos gente
para colocar no lugar.” Dessa forma, o juiz titular da 166ªZona Eleitoral
de São Caetano, Marco Aurélio Pelegrini de Oliveira,
justificou o fato de as servidoras acusadas pela chefe
não terem sido afastadas de suas funções. “Não dá para deixar o cartório
sem ninguém”, diz o magistrado. O cartório tem apenas sete funcionários. Segundo o juiz, duas
funcionárias do TRE já foram ao cartório para ouvir testemunhas. A investigação
da Corregedoria deverá estar concluída em até um mês. Durante a correição que
fará ao órgão no dia 31, Oliveira poderá instaurar sindicância na Justiça
Eleitoral do município. Além disso, se for comprovado o crime, as três acusadas
poderão ser exoneradas do cargo público. O juiz não descarta a hipótese de
conotação política na destruição dos documentos. “Pode ter sim. Em uma
cidade pequena como essa, onde as facções políticas são muito acirradas, não se
descarta essa hipótese.” O crime de supressão de
documentos está previsto no artigo 305 do Código Penal. A pena é de dois a seis
anos de reclusão e multa, se o documento for público, e de um a cinco anos, se
for particular. Indignação – “Quem destrói documentos é quem faz maracutaia.” A frase é do presidente do PT de São
Caetano, Ricardo Rios, que ficou estarrecido ao saber pelo Diário da destruição
dos documentos no cartório do município. Ele estranhou o fato de uma das
funcionárias acusadas fazer parte dos quadros da Prefeitura. “Deixa a
coisa mais suspeita ainda. Se estava legal, não tem porque destruir.” O
petista completou: “É um absurdo elas ainda estarem trabalhando. O mínimo
que se podia esperar é que fossem afastadas”. Procurado, o presidente
municipal do PTB, Altevir Anhê,
preferiu não se manifestar até tomar conhecimento por completo da situação. |
[VotoEletronico] A infalibilidade da Justiça Eleitoral brasileira
Globo - Leamartine Pinheiro de Souza Tue, 21 Mar 2006 09:09:30 -0800
