Estimado Colega Paulo Mora de Freitas,

 

Há cerca de 25 anos, quando comprei meu primeiro computador, fiz questão de matricular-me em um curso de Basic, a linguagem mais acessível à época.

 

Hoje, com os ícones do Windows, não existe a menor necessidade de se aprender o básico da linguagem de programação.

 

Talvez a melhor solução seja fazer um programinha em Basic interpretado, no qual o eleitor possa alterar um elemento na linha do programa e ver o resultado na tela, como exemplo:

 

10 CLS

20 Input “Entre com um número:   ”; A%

30 B% = 0 : rem “ VARIÁVEL OCULTA ”

40 A% = A% + B%

50 print

60 print “O número digitado foi:    “;  A%

70 print

80 Input “Deseja repetir o teste:   “;  R$

90 If R$ = ”S” then 10 else end

 

Então pede-se ao Eleitor que altere a linha 30 do programa, trocando o zero por qualquer outro número e pede-se que ele acione novamente o programa.

 

Desta forma, não haverá como o Eleitor, por mais desinformado que seja, repetir a resposta insana de que o voto não pode ser adulterado, pois, ele mesmo terá feito esta alteração em um programa elementar.

 

Desculpem caso haja alguma incongruência no programa em Basic acima proposto, afinal, só fiz o curso em Basic para entender como os computadores funcionavam para poder avaliar como e de que forma eles me seriam úteis.

 

Aliás, com a minha memória mais do que fútil, pretender reinventar a roda seria de uma insanidade total.

 

POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA, subscrevo-me

 

Atenciosamente,

 

 

Leamartine Pinheiro de Souza

21 2558-9814 - [EMAIL PROTECTED]

Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310

Flamengo, Rio de Janeiro, RJ

22231-140

 


De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em nome de Paulo Mora de Freitas
Enviada em: terça-feira, 11 de abril de 2006 05:09
Para: Roger Chadel; votoseguro
Assunto: [Voto Seguro] [Fwd: [ve-int] Revue de presse - 01net. - 10/04/2006 - Le vote politique pr épare sa révolution informatiqu]

 


  Chadel, bom dia. Como não sei se você é assinante ou não da lista do
Pierre Muller (você já me respondeu isso mas me esqueci) te envio a
mensagem abaixo, que reproduz um artigo no 01net a qual dá uma visão de
como essas coisas avançam por aqui. Convidei o Pierre para vir almoçar
domingo em casa, ele é bastante otimista. É verdade que aqui temos a
CNIL que ajuda bastante. Isso dito o problema de fundo é o mesmo: um
grande lobby dos fabricantes de máquinas de votar que se aproveita da
total ignorância do cidadão médio quanto às coisas eletrônicas,
inclusive ignorância dos políticos quanto a essas coisas.

  Curiosidade, o Pierre esteve no tal colóquio de Maires e participou de
uma mesa redonda. Logo de cara ele colocou uma questão à platéia, se uma
máquina de votar seria capaz de mostrar a foto de um candidato na tela e
fazer mais um para outro. Ele me disse que é assustador, metade da
plateia levantou a mão para dizer que isso não era possível. Não eram os
maires que estavam presentes mas o pessoal das Mairies que se ocupam das
eleições. Ao mesmo tempo o Pierre me diz que ele pensa que isso é
normal, para nós é evidente que o computador pode fazer o que quiser em
função do software carregado nele, mas que para o grande público isso
parece impensável.

  Daí estávamos a pensar domingo à tarde por onde pegar o bicho. Ele
acha que é muito difícil de se mobilizar os eleitores devido à essa
dificuldade de compreensão do problema. Que teríamos de fazer um lobby
da nossa parte junto às Mairies e dos partidos, de forma a que quando a
tal nova lei estiver em projeto no parlamento (veja artigo abaixo, será
necessária uma lei nova para autorizar a criação de um cadastro nacional
para viabilizar o voto em rede) tenhamos alguma chance de sermos
consultados como especialistas. Ele me dizia que o pessoal da PourEVA já
batalha a mais de 10 anos e que nunca eles conseguiram juntar mais de
100 pessoas no momento de se manifestar.

  Bom, te conto tudo isso porque me parece que a problemática semântica
é similar à brasileira, apesar das diferenças enormes entre os dois
países. Esse negócio de máquinas de votar é um  verdadeiro "ovo de
Colombo" em termos de marketing: para a massa as vantagens são
imediatamente evidentes, já para se colocar em evidência os riscos são
necessárias horas e horas de blá-blá-blá. O esforço é absurdamente
desproporcional entre convencer a população a adotar esse sistema e
alertá-la dos seus riscos. Creio que essa é a base de nossas dificuldades.

  Vai um abraço, Paulo.

-------- Original Message --------
Subject:       [ve-int] Revue de presse - 01net. - 10/04/2006 - Le vote
politique pr épare sa révolution informatiqu
Date:       Mon, 10 Apr 2006 22:03:56 +0100
From:       Chris Perrot <[EMAIL PROTECTED]>
Reply-To:       [EMAIL PROTECTED]
To:       vote électronique <[EMAIL PROTECTED]>



Lu sur 01net.

Sûr que le forum sera animé.

;-)

Chris Perrot


============================
Chris PERROT
5, rue Victor Rossel
29200 Brest

Tel : 02 98 05 06 43
[EMAIL PROTECTED]


Réflexions sur la vie locale et politique à Brest et sa région
http://chris-perrot.hautetfort.com/

=============================

*Le vote politique prépare sa révolution informatique
*http://www.01net.com/editorial/311818/societe/le-vote-politique-prepare-sa-revolution-informatique/
Le ministère de l'Intérieur s'intéresse de près aux kiosques
électroniques. Ces machines à voter nouvelle génération pourraient
révolutionner le traditionnel dépôt de bulletin dans l'urne.

Ludovic Nachury , 01net., le 10/04/2006 à 18h42


Ne pas confondre. D'un côté, le vote électronique , c'est-à-dire des
boîtiers placés dans les bureaux de vote permettant, en appuyant sur un
bouton, de donner une voix au candidat de son choix. De l'autre, le vote
par Internet, où la même opération se fait de son ordinateur, à
domicile. Mais l'un comme l'autre vont connaître un sérieux coup de
pouce dans les années à venir. Résultat, à terme, il pourrait être
possible de voter depuis n'importe quel bureau de vote (sans disposer
d'une procuration), plusieurs jours avant l'échéance du scrutin et plus
seulement le dimanche. Voire, également, de voter par Internet en
restant chez soi.

L'association des maires de grandes villes de France (AMGVF) organisait
une journée de débats sur ce thème, jeudi 6 avril. C'est que déjà, selon
Camille Putois, chef du bureau des élections et des études politiques au
ministère de l'Intérieur, 900 machines électroniques à voter sont
utilisées dans une cinquantaine de communes.

« Quatre, Brest, Lorient, Vandoeuvre-lès-Nancy, et Le Havre se sont
lancées à fond dans le vote électronique, explique Christian Lalu,
directeur général de l'AMGVF. Or nous approchons de nombreuses échéances
électorales, en 2007, 2008 et 2009, c'est le moment de faire des choix. »

Aujourd'hui, les machines à voter ont un rôle très simple : résoudre le
problème du dépouillement. Il est en effet de plus en plus difficile de
trouver des électeurs volontaires pour assurer le tri des bulletins une
fois l'élection terminée. De plus, avec les machines, les résultats sont
obtenus en quelques minutes.

Mais on ne parle pour l'instant que de boîtiers sans connexion. La
prochaine génération de machines à voter sera mise en réseau. « Depuis
deux-trois ans, on travaille sérieusement sur les kiosques
électroniques, poursuit Camille Putois. Si on modernise la gestion des
fichiers électoraux, l'électeur pourra voter en vacances. »

Ce qui nécessitera toutefois la constitution d'un fichier national
permettant de savoir, par exemple, que Monsieur X, inscrit à Annecy, a
déposé un bulletin dans une urne à Toulouse. Son vote sera comptabilisé
à Annecy et l'empêchera de voter une deuxième fois. Reste à savoir si
une telle possibilité pourra exister pour des scrutins locaux (élections
municipales par exemple).

La Cnil critique les machines à voter actuelles

Autre possibilité : « Puisque les kiosques seront scellés et les votes
chiffrés, en les stockant sur un serveur, il sera possible d'organiser
des votes sur plusieurs jours. » Deux conditions sont toutefois posées à
ces évolutions. D'abord l'accord des partis politiques, indispensable
pour que le Parlement intègre les kiosques électroniques dans la
législation. Ensuite, et surtout, une meilleure « visibilité ».
« Aujourd'hui, n'importe quel électeur peut contrôler son vote, grâce à
l'urne transparente. Il faudra trouver un équivalent avec les machines
électroniques », juge Camille Putois.

Donnée personnelle par excellence, le vote attire évidemment l'attention
de la Cnil. Qui attend d'être sollicitée dès que le ministère de
l'Intérieur aura précisé son projet. La Commission se montre d'ailleurs
très critique à l'égard des machines électroniques actuelles, par la
voix d'Olivier Lesobre, attaché à la Division des affaires publiques et
sociales, qui reproche un « manque d'expertise indépendante » à leur
sujet et des difficultés « pour l'authentification et le dépouillement ».

Reste la question du vote par Internet. La loi ne l'autorise que pour
l'élection de l'Assemblée des Français à l'étranger , représentante des
expatriés. Ses 600 000 électeurs vont procéder à son renouvellement,
entre autres par le Web, en juin prochain. « Si l'expérience est
positive, on pourrait lancer une concertation politique sur le sujet »,
poursuit Camille Putois. Tout en restant extrêmement prudente.

Elle a ainsi rappelé que Valéry Giscard d'Estaing avait gagné la
présidentielle de 1974 avec moins de 400 000 voix d'avance. Si le cas de
figure se reproduisait en 2012, un problème avec le vote par Internet
des 600 000 expatriés provoquerait l'annulation de l'élection.








--
Paulo Mora de Freitas - Laboratoire Leprince-Ringuet
Responsable du Service informatique du L.L.R.
L.L.R. - Ecole polytechnique, 91128 Palaiseau, France
Tel : (33)(1) 69 33 31 82 Fax : (33)(1) 69 33 30 02
mailto:[EMAIL PROTECTED] | http://polywww.in2p3.fr


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