Há cerca de 25 anos,
quando comprei meu primeiro computador, fiz questão de matricular-me em um
curso de Basic, a linguagem mais acessível à época.
Hoje, com os ícones do
Windows, não existe a menor necessidade de se aprender o básico da linguagem de
programação.
Talvez a melhor solução
seja fazer um programinha em Basic interpretado, no qual o eleitor possa
alterar um elemento na linha do programa e ver o resultado na tela, como
exemplo:
10 CLS
20 Input “Entre
com um número: ”; A%
30 B%
=0 : rem “ VARIÁVEL
OCULTA ”
40 A% = A%
+ B%
50 print
60 print “O
número digitado foi: “; A%
70 print
80 Input “Deseja
repetir o teste: “; R$
90 If R$ = ”S” then 10 else end
Então pede-se ao Eleitor
que altere a linha 30 do programa, trocando o zero por qualquer outro número e
pede-se que ele acione novamente o programa.
Desta forma, não haverá
como o Eleitor, por mais desinformado que seja, repetir a resposta insana de
que o voto não pode ser adulterado, pois, ele mesmo terá feito esta alteração
em um programa elementar.
Desculpem caso haja alguma
incongruência no programa em Basic acima proposto, afinal, só fiz o curso em
Basic para entender como os computadores funcionavam para poder avaliar como e
de que forma eles me seriam úteis.
Aliás, com a minha memória
mais do que fútil, pretender reinventar a roda seria de uma insanidade total.
POR UMA URNA ELETRÔNICA
REALMENTE SEGURA, subscrevo-me
De: [EMAIL PROTECTED]
[mailto:[EMAIL PROTECTED] Em
nome de Paulo Mora de Freitas Enviada em: terça-feira, 11 de
abril de 2006 05:09 Para: Roger Chadel; votoseguro Assunto: [Voto Seguro] [Fwd:
[ve-int] Revue de presse - 01net. - 10/04/2006 - Le vote politique pr épare sa
révolution informatiqu]
Chadel, bom dia. Como não sei se você é
assinante ou não da lista do Pierre Muller (você já me respondeu isso mas me
esqueci) te envio a mensagem abaixo, que reproduz um artigo no 01net a
qual dá uma visão de como essas coisas avançam por aqui. Convidei o
Pierre para vir almoçar domingo em casa, ele é bastante otimista. É
verdade que aqui temos a CNIL que ajuda bastante. Isso dito o problema de
fundo é o mesmo: um grande lobby dos fabricantes de máquinas de votar
que se aproveita da total ignorância do cidadão médio quanto às coisas
eletrônicas, inclusive ignorância dos políticos quanto a essas
coisas.
Curiosidade, o Pierre esteve no tal
colóquio de Maires e participou de uma mesa redonda. Logo de cara ele colocou uma
questão à platéia, se uma máquina de votar seria capaz de mostrar a foto de
um candidato na tela e fazer mais um para outro. Ele me disse que é
assustador, metade da plateia levantou a mão para dizer que isso não era
possível. Não eram os maires que estavam presentes mas o pessoal das
Mairies que se ocupam das eleições. Ao mesmo tempo o Pierre me diz que ele
pensa que isso é normal, para nós é evidente que o computador pode
fazer o que quiser em função do software carregado nele, mas que para o
grande público isso parece impensável.
Daí estávamos a pensar domingo à tarde por
onde pegar o bicho. Ele acha que é muito difícil de se mobilizar os
eleitores devido à essa dificuldade de compreensão do problema. Que
teríamos de fazer um lobby da nossa parte junto às Mairies e dos partidos, de
forma a que quando a tal nova lei estiver em projeto no parlamento
(veja artigo abaixo, será necessária uma lei nova para autorizar a criação
de um cadastro nacional para viabilizar o voto em rede) tenhamos alguma
chance de sermos consultados como especialistas. Ele me dizia que o
pessoal da PourEVA já batalha a mais de 10 anos e que nunca eles
conseguiram juntar mais de 100 pessoas no momento de se manifestar.
Bom, te conto tudo isso porque me parece
que a problemática semântica é similar à brasileira, apesar das diferenças
enormes entre os dois países. Esse negócio de máquinas de votar é
um verdadeiro "ovo de Colombo" em termos de marketing: para a massa
as vantagens são imediatamente evidentes, já para se colocar em
evidência os riscos são necessárias horas e horas de blá-blá-blá. O
esforço é absurdamente desproporcional entre convencer a população a
adotar esse sistema e alertá-la dos seus riscos. Creio que essa é a base
de nossas dificuldades.
Vai um abraço, Paulo.
-------- Original Message -------- Subject: [ve-int]
Revue de presse - 01net. - 10/04/2006 - Le vote politique pr épare sa révolution informatiqu Date: Mon, 10 Apr
2006 22:03:56 +0100 From: Chris Perrot
<[EMAIL PROTECTED]> Reply-To:
[EMAIL PROTECTED] To: vote
électronique <[EMAIL PROTECTED]>
Lu sur 01net.
Sûr que le forum sera animé.
;-)
Chris Perrot
============================ Chris PERROT 5, rue Victor Rossel 29200 Brest
Ne pas confondre. D'un côté, le vote électronique
, c'est-à-dire des boîtiers placés dans les bureaux de vote
permettant, en appuyant sur un bouton, de donner une voix au candidat de son
choix. De l'autre, le vote par Internet, où la même opération se fait de son
ordinateur, à domicile. Mais l'un comme l'autre vont connaître
un sérieux coup de pouce dans les années à venir. Résultat, à terme,
il pourrait être possible de voter depuis n'importe quel bureau de
vote (sans disposer d'une procuration), plusieurs jours avant
l'échéance du scrutin et plus seulement le dimanche. Voire, également, de voter
par Internet en restant chez soi.
L'association des maires de grandes villes de
France (AMGVF) organisait une journée de débats sur ce thème, jeudi 6 avril.
C'est que déjà, selon Camille Putois, chef du bureau des élections et
des études politiques au ministère de l'Intérieur, 900 machines
électroniques à voter sont utilisées dans une cinquantaine de communes.
« Quatre, Brest, Lorient, Vandoeuvre-lès-Nancy, et
Le Havre se sont lancées à fond dans le vote électronique, explique
Christian Lalu, directeur général de l'AMGVF. Or nous approchons
de nombreuses échéances électorales, en 2007, 2008 et 2009, c'est le
moment de faire des choix. »
Aujourd'hui, les machines à voter ont un rôle très
simple : résoudre le problème du dépouillement. Il est en effet de plus
en plus difficile de trouver des électeurs volontaires pour assurer le
tri des bulletins une fois l'élection terminée. De plus, avec les
machines, les résultats sont obtenus en quelques minutes.
Mais on ne parle pour l'instant que de boîtiers
sans connexion. La prochaine génération de machines à voter sera mise
en réseau. « Depuis deux-trois ans, on travaille sérieusement sur les
kiosques électroniques, poursuit Camille Putois. Si on
modernise la gestion des fichiers électoraux, l'électeur pourra voter en
vacances. »
Ce qui nécessitera toutefois la constitution d'un
fichier national permettant de savoir, par exemple, que Monsieur X,
inscrit à Annecy, a déposé un bulletin dans une urne à Toulouse. Son
vote sera comptabilisé à Annecy et l'empêchera de voter une deuxième
fois. Reste à savoir si une telle possibilité pourra exister pour des
scrutins locaux (élections municipales par exemple).
La
Cnil critique les
machines à voter actuelles
Autre possibilité : « Puisque les kiosques seront
scellés et les votes chiffrés, en les stockant sur un serveur, il sera
possible d'organiser des votes sur plusieurs jours. » Deux conditions
sont toutefois posées à ces évolutions. D'abord l'accord des partis
politiques, indispensable pour que le Parlement intègre les kiosques
électroniques dans la législation. Ensuite, et surtout, une meilleure «
visibilité ». « Aujourd'hui, n'importe quel électeur peut contrôler
son vote, grâce à l'urne transparente. Il faudra trouver un
équivalent avec les machines électroniques », juge Camille Putois.
Donnée personnelle par excellence, le vote attire
évidemment l'attention de la
Cnil. Qui attend d'être sollicitée dès que le ministère de l'Intérieur aura précisé son projet. La Commission se montre
d'ailleurs très critique à l'égard des machines électroniques
actuelles, par la voix d'Olivier Lesobre, attaché à la Division des affaires
publiques et sociales, qui reproche un « manque d'expertise
indépendante » à leur sujet et des difficultés « pour l'authentification
et le dépouillement ».
Reste la question du vote par Internet. La loi ne
l'autorise que pour l'élection de l'Assemblée des Français à
l'étranger , représentante des expatriés. Ses 600 000 électeurs vont procéder à
son renouvellement, entre autres par le Web, en juin prochain. « Si
l'expérience est positive, on pourrait lancer une concertation
politique sur le sujet », poursuit Camille Putois. Tout en restant extrêmement
prudente.
Elle a ainsi rappelé que Valéry Giscard d'Estaing
avait gagné la présidentielle de 1974 avec moins de 400 000 voix
d'avance. Si le cas de figure se reproduisait en 2012, un problème avec
le vote par Internet des 600 000 expatriés provoquerait l'annulation de
l'élection.
-- Paulo Mora de Freitas - Laboratoire
Leprince-Ringuet Responsable du Service informatique du L.L.R. L.L.R. - Ecole polytechnique, 91128 Palaiseau,
France Tel : (33)(1) 69 33 31 82 Fax : (33)(1) 69 33 30
02 mailto:[EMAIL PROTECTED] | http://polywww.in2p3.fr
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