Estimado Coleta Alejandro
Carriles,
Veja porque Lula convence,
até os resíduos da moratória de 1994 está sendo resgatada pelo simplório
torneiro mecânico, isto ofende aqueles que se dizem os magnatas do saber e que
só fizeram afundar a nação.
Temos que acordar para a
realidade, se a
política adotada por Lula não salvar este País, não será a política do PSDB que o
fará.
POR UMA URNA ELETRÔNICA
REALMENTE SEGURA, subscrevo-me
Atenciosamente,
Leamartine Pinheiro de Souza
21 2558-9814 – [EMAIL PROTECTED]
Rua Conde de Baependi 78,
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RJ
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País recompra US$ 6,6 bi em bradies e apaga sinais da
moratória de 80
Alex
Ribeiro
18/04/2006
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O governo brasileiro vai eliminar hoje um dos últimos
vestígios da tumultuada moratória da dívida externa ocorrida na década de 1980,
com a recompra de cerca de US$ 6,64 bilhões em bônus bradies. Com
a operação, deixam de circular no mercado internacional praticamente todos os
títulos emitidos na renegociação da sua dívida externa, concluída em 1994.
A maior parte do dinheiro está sendo sacado das reservas internacionais, que
caiu US$ 5,596 bilhões na última quinta, para US$ 54,494 bilhões. O resto vem
das compras de dólares feitas pelo Tesouro no mercado. A decisão de eliminar os
bradies foi anunciada em fevereiro, quando o governo comunicou que exerceria a
cláusula de recompra do papel, que garante o direito de resgate antecipado pelo
valor de face nas datas de pagamento de juros, nos dias 15 de abril e de
outubro. Como o dia 15 de abril foi sábado, e ontem foi feriado em vários
países na Europa, a concretização da operação ocorre hoje.
Ao todo serão recomprados cinco papéis (Par, Discount, Flirb, DCB e NMB), cujo
valor correspondia a US$ 6,64 bilhões em janeiro passado. O
fluxo líquido de pagamentos, porém, será um pouco superior a US$ 5 bilhões, já
que o Tesouro poderá liberar, dentro de alguns dias, US$ 1,5 bilhão em
garantias depositadas para alguns desses papéis. No dia 15 de abril, também
ocorreu o vencimento regular de cerca de US$ 250 milhões em EI bonds.
Nem toda a dívida velha, porém, será retirada de mercado, já que existe um
resíduo de cerca de US$ 250 milhões de BIB; são pré-Bradies, que vencem até
2013 e não possuem cláusula de recompra. A eliminação desses papéis depende do
programa de recompra de dívida externa no mercado secundário, anunciado no
início do ano.
Os bradies vem sendo retirados de mercado desde o governo Fernando Henrique Cardoso,
quando ocorreu a primeira operação de troca de dívida velha por papéis novos.
Mais tarde, foram realizadas compras de títulos no mercado secundário e, em
2005, foi anunciada a recompra dos C-Bonds, que durante anos foram o papel da
divida externa brasileira com maior liquidez. Também no ano passado foi
anunciada a decisão de quitar antecipadamente a dívida com o Clube de Paris
(credores oficiais) e, mais recentemente, a eliminação de todos os papéis da
dívida externa renegociada.
A estratégia do governo é muito parecida com a adotada em outros países da
América Latina, que também renegociaram suas dívidas na virada da década de
1980 para 1990 dentro do chamado Plano Brady. As economias da região estão
aproveitando a abundância de liquidez no mercado para retirar de mercado
títulos que ficaram estigmatizados por serem emitidos em pactuações forçadas da
dívida, como solução das moratórias dos anos 1980.
O desenho de alguns dos títulos emitidos no Plano Brady era bastante complexa,
com cláusulas de recompra e depósito de garantias, o que tornava pouco
transparente a avaliação de seu preço justo pelo mercado. A cláusula de
recompra, por exemplo, impunha um teto ao redor de 100% do valor de face para a
cotação do papel, já que conferia ao emissor o direito de resgatá-lo
antecipadamente por esse valor. A expectativa é que, com a saída desses papéis
do mercado - que eram pouco líquidos -, a curva de juros brasileiro sofra um
impacto positivo.
De:
[EMAIL PROTECTED]
[mailto:[EMAIL PROTECTED] Em nome de Alejandro Carriles
Enviada em: terça-feira, 18 de
abril de 2006 17:21
Para:
Undisclosed-Recipient:@encoder1.iron.com.br;
Assunto: [VotoEletronico] Quanto
mais bater, mais ele cresce
Quanto mais bater, mais ele cresce
Arnaldo Jabor
Nossa crise acontece
dentro de um mundo cada vez mais difícil de entender, provocando o surgimento
de populismos e simplismos em toda parte. Bush é o início desta revolta dos
imbecis, o Hitler dos idiotas, lutando contra a democracia e o
multilateralismo. A estupidez corporativa global, o fanatismo religioso e
político tomaram o poder na Terra. Aqui, também vemos uma fome de simplismos e
soluções mágicas. A crise se passa também numa região interior de nós mesmos
chamada “Brasil”. Por isso penso: qual será a repercussão do trauma
da era Lula sobre nós? E não há um só “nós”. Há os
“nós” analfabetos, os escolarizados, os burgueses. O trauma-Lula
reverbera de vários modos.
A quadrilha montada
pelos bolchevistas com o consentimento de Lula, o aparelhamento do Estado com
40 mil enfiados nas brechas da República, o montante de grana desviado, nada
disso mexe com o Lula, que se mantém firme nas pesquisas. Os crimes desse
governo deixariam o Collor no tribunal de pequenas causas, ele que por muito
menos foi impichado
. Mas Lula se mantém inatingível. Por quê?
Bem, Lula é a figura
mais legível para a imensa população de ignorantes do país (e não falo só dos
grotões remotos...). Lula parece “fazer sentido”, em meio a uma
fase política sem ideologias claras. As desilusões da hora permitiram-nos
contemplar não só a vergonha do sistema político vigente, como o absurdo de
complôs totalitários de um pseudoprogressismo tipo Dirceu e PT leninista. Eu
cheguei a pensar que a crise seria boa para que parássemos de acreditar numa
“solução” mágica, voluntarista, para o Brasil. Achei que ficaríamos
menos babacas, que não votaríamos mais por brados demagógicos. Achei que
tínhamos aprendido que a competência administrativa era mais importante que
delírios utópicos. Achei que os intelectuais ficariam mais ativos, querendo
conceitos novos para ajudar a pensar o país, em vez de ficarem chorando por
mitos perdidos ou deslumbrados pelo “iluminismo proletário”. Eu
achava isso. Mas creio que não está havendo desilusão da maioria. A
persistência do fenômeno Lula mostra que não há como explicar para a população
o tamanho do perigo que estamos correndo. Os escândalos “didáticos”
que explodiram não são claros nem para muita gente boa, que fica chocada com a
“corrupção” do governo, mas não entende que este perigo é
institucional, regressivo. Não entendem que esta corrupção não é igual à boa e
velha malandragem das oligarquias. Falam que “sempre foi assim” e
deprimem. Não entendem que o plano da quadrilha do Dirceu, com anuência de
Lula, visava à desconstrução de nossa frágil democracia para voltarmos a um
Brasil atrasado, que nos corrói há seculos, não entendem que os bolchevistas
estavam fazendo um burro serviço para a velha direita secular. Como explicar
que queriam a volta do atraso, por um intervencionismo de ruptura, com a
re-estatização da economia? Como explicar para o povo que é preciso
desconstruir o Estado arcaico, diminuir os gastos públicos, para que um
“choque de capitalismo” desfaça a solidez do sistema
patrimonialista, como explicar que é justamente o Estado inchado que impede o
crescimento e faz a miséria, como um câncer comendo a poupança nacional? Como
explicar isso a um sujeito que está num barraco da periferia recebendo cem paus
por mês de uma Bolsa Família ou então está de porre em Ipanema chorando por
seus sonhos infantis? Como falar em globalização, modernização, diante das
metáforas do Lula sobre futebol, se dizendo o melhor presidente “desde
Pedro Álvares Cabral”? Como vencer a legibilidade da estupidez com
palavras elegantes? Lula é óbvio, um sólido símbolo e está ficando até mais
“claro” para o povão, pois, graças a Roberto Jefferson, seus
maiores Judas foram extirpados, com a destruição do PT dirceuzista que o
controlava. E, de certa forma, isso foi até bom para o Lula, que se livrou dos
comunas que o usavam como símbolo e “cavalo”. Lula agora pode expor
a plenitude de sua mediocridade, agradar às grandes platéias e cumprir a missão
populista que nossa formação histórica demanda, almeja mesmo, há séculos: ter
um “salvador” da pátria, um pai do povo, um pobre no poder, a luz
santa da burrice. O “design” do Lula é muito mais gráfico que o dos
tucanos. O tucano quer ter a elegância do pragmatismo, a beleza do bom senso, a
tolerância crítica ao capitalismo inevitável... O tucano quer ser eleito porque
se acha educado, complexo, mas o povo quer grossura, obviedades, estatuetas
para adorar. E Lula é um perfeito orixá: tem a crescente arrogância das
“vítimas das elites”, tem um layout nítido do herói
operário de barba e sem dedo, é a figura perfeita para os menos instruídos se
identificarem. Quanto mais batermos no Lula, mais ele cresce. Ele conseguiu se
destacar da quadrilha que comandou e ficou como um resistente, sob as porradas
dos brancos, dos finos da “zelite”. O Brasil profundo quer isto.
Não temos maioria eleitoral para finas propostas. FHC e o surto de sensatez
realista foi um intervalo casual, assim como Clinton foi na América o último
suspiro da liberdade dos anos 60. FHC só foi eleito pelo sucesso do Plano Real,
que o PT tentou impedir. Agora, assim como a América quis o Bush, estamos
voltando à realidade atávica de nossos desejos burros, influenciados também
pela onda de boçalidade que banha a AL, com Chávez e outros idiotas sendo
eleitos na Bolívia, no Peru.
Uma vez reeleito, o
“Lula 2”
será um sarapatel de concessões e alianças, será um pmdb com bravatas populistas,
pondo em risco a estabilidade monetária e a responsabilidade fiscal, aumentando
o aparelhamento do Estado.
E o mais assustador é
que o pesadelo de seu segundo mandato fracassado não fará o povo desiludido
buscar algo mais progressista ou novo. A desilusão com Lula não nos levará à
busca de alguém melhor. Vamos querer algo pior, mais óbvio, mais enganador. Em
2010, o país pode cair nos braços de Garotinho.
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