Estimados Colegas do
Voto-Eletrônico e do Voto-Seguro,
Capciosidade só exige quem
a tem.
No início da terceira
coluna da matéria publicada no JB, o Diretor-geral do TSE, Athayde Fontoura
Filho alega:
“Estamos
analisando a situação DO PRESIDENTE DA SEÇÃO – adianta. – Com a folha de votação nas mãos,
tem o número do título de eleitores que não foram votar, e poderia habilitar
outra pessoa para votar no lugar dos faltosos.”
Tornando evidente que o
TSE ainda aproveitou a oportunidade para culpar os Mesários e defender a
instalação da leitura biométrica.
Contudo os “espertos”
também cometem falhas e, no final da segunda coluna, o mesmo
Diretor-geral admite que A FALHA PODE ESTAR JUSTAMENTE NAS MÃOS DE QUEM DEVERIA
FISCALIZAR OS APARELHOS, ou seja o próprio TSE ou,
em última e pervertida análise, os FISCAIS DOS PARTIDOS, dando a deixa para o
nosso Colega Amilcar, como representante máximo dos Partidos Políticos, já que
se mostra o único a fazer uma efetiva fiscalização, declarar-se competente
junto à Polícia Federal para auxiliá-la na apuração e, concomitantemente,
exercer a função de Representante do PDT junto ao TSE e, quiçá, diante da própria
Polícia Federal.
POR UMA URNA ELETRÔNICA
REALMENTE SEGURA, subscrevo-me
Atenciosamente,
Leamartine Pinheiro de Souza
21 2558-9814 – [EMAIL PROTECTED]
Rua Conde de Baependi 78,
Ap 1310
Flamengo, Rio de Janeiro,
RJ
22231-140
De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED]] Em
nome de Rio Net - Leamartine Pinheiro de
Souza
Enviada em: domingo, 11 de junho
de 2006 09:26
Para: [EMAIL PROTECTED];
[email protected]
Assunto: RES: [Voto Seguro] [Fwd:
Melo163 (2) - Ainda a urna eletronica]
Estimado
Colega Hélio Henriques de Pinho,
Creio que a melhor solução seria o nosso Colega Amilcar Brunazo Filho
conseguir uma outra procuração para representar o PDT junto à Polícia
Federal e, junto com a advogada do Partido apresentarem-se como
representantes tanto na PF como no TSE para deporem e entregarem fotocópia
autenticada de todos as petições entregues ao TSE e as decisões
irrecorríveis dadas pelo TSE.
Isto avolumaria o processo da PF e restringiria a possibilidade do TSE
mostrar-se isento de culpa nessas fraudes.
A propósito, para os Colegas do Voto-Seguro, publiquei a página em ME para o
Fórum do Voto-Eletrônico que admite mensagens em HTML.
POR UM A URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA, subscrevo-me
Atenciosamente,
Leamartine
Pinheiro de Souza
21 2558-9814 – [EMAIL PROTECTED]
Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310
Flamengo, Rio de Janeiro, RJ
22231-140
_____
De: [EMAIL PROTECTED]
[mailto:[EMAIL PROTECTED]]
Em
nome de Hÿffffe9lio Henriques de Pinho
Enviada em: domingo, 11 de junho de 2006 08:16
Para: [EMAIL PROTECTED]
Assunto: Re: [Voto Seguro] [Fwd: Melo163 (2) - Ainda a urna eletronica]
Companheiros de Lista,
Hoje o Jornal do
Brasil está publicando em primeira página, como principal
manchete o Seguinte:
"Polícia Federal investiga fraude na urna eletrônica"
Lógico que caso a "competente" polícia Federal não consiga
descobrir nada
ela estará fortalecendo a crença estúpida que a urna é segura, coisa que o
TSE já anuncia.
Precisamos responder na enquete do próprio JB para mostrar nossos
argumentos. Acessem:
www.jb.com.br e procurem a enquete que embora anunciada no corpo da matéria
eu não consegui, ainda, encontrar.
Saudações
Hélio Henriques de Pinho
Walter Del Picchia
<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
A todos
Encaminho observações do JCMelo sobre o
documento entregue ao
Presidente do
TSE. Não repito o documento, pois já foi enviado às três listas (hoje,
10/06/06).
Acho ótimo uma pessoa com a experiência do
JCMelo suscitar debates na
lista. É
da discussão que surgem e/ou se testam as idéias (quase sempre...).
Abraço
Walter Del Picchia - S.Paulo/SP
===================================
-------------------------------- Mensagem Original
---------------------------------
Assunto: Melo163 (2) - Ainda a urna eletronica
De: "melo2"
<[EMAIL PROTECTED]>
Data: Sab, Junho 10, 2006 3:08 pm
Para: [EMAIL PROTECTED]
----------------------------------------------------------------------------
--------
Amigos,
O amigo Walter me mandou uma copia do documento que foi entregue ao
Presidente do
TSE, vide abaixo.
Concordo com tudo, entretanto, o documento praticamente visa conhecer/evitar
os
EFEITOS de uma fraude (como fiscalizar, etc), mas a minha preocupacao es com
as
CAUSAS.
Sobre a urna em si, eu posso fazer dezenas de perguntas tecnicas que, por
impossibilidade de respostas, evidenciariam a sua fragilidade.
Cito quatro exemplos somente:
1. Que codigo de verificacao (ou um simples checksum, ou um cyclic redundant
code,
ou outro) es usado na urna? Se algum codigo de verificacao es usado,
simultaneamente
es feita nele uma programacao vertical? Idem, ele esta gravado em PROM
soldada no
chassis?
Se as respostas forem negativas, eu afirmo que essa urna es 100% vulneravel,
nao
importando o metodo de fraude que possa ser usado.
2. Que confiabilidade tem cada circuito da urna, de acordo com a Reliability
Calculation (R(t)=x) da General Control Theory? E idem sua confiabilidade
total?
Se o TSE nao pode responder a essa pergunta, faco uma outra: Como ele pode
usar uma
urna para eleger Congressistas e Governadores e o Presidente sem conhecer e
poder
provar a sua confiabilidade minima? Como aceitar e homologar o seu uso com
um
circuito eletronico de tal importancia sem conhecer a confiabilidade
matematica dos
seus circuitos eletronicos?
Para conhecimento, eu nunca vi um unico contrato de fabricacao de um
equipamento
eletronico de importancia (NASA, servico publico, militar) sem a OBRIGATORIA
clausula da confiabilidade minima R(t)=x; voces podem isso perguntar ao
IEEE, que
como sabemos es a maior associacao de engenheiros eletronicos do mundo. E a
Diebold,
fabricante da urna do TSE, obrigatoriamente sabe disso pois caso contrario
nao
venderia sequer uma unica urna nos Estados Unidos. Obviamente se por erro o
TSE nao
criou essa obrigatoriedade no circuito TSE-Diebold, no outro circuito
TSE-cidadoes/candidatos ela existe em duas confiabilidades, a conceitual
institucional e a formal eletronica...
3. Que tipo de protocolo es usado entre uma urna (um client) e o seu server?
Se o
mais simples TCP/IP, quais as protecoes para evitar invasoes nos momentos em
que a
urna ficara online? Esse protocolo tem alguma verificacao automatica de alto
nivel,
como por exemplo o padrao Bose-Chauduri ou uma assinatura automatica de 128
bits?
Em caso negativo, como o TSE coloca um client online sem uma minima protecao
(proporcional a sua importancia, que em tese ate pode eleger um Presidente
da
Republica por fraude) para os dados a serem transmitidos? Isso es
equivalente a um
controle de linhas de transmissao mandar abrir ou fechar um disjuntor de
alta tensao
usando o TCP/IP... Protocolos com codigos de verificacao diferentes existem
exatamente por que as suas finalidades sao diferentes.
4. Ate o sistema central usado esta errado, pois ele deveria usar um grid
computing/verticalization para tecnicamente poder evitar ataques (fraudes).
Se o TSE
nao acredita, pergunte ao Governo norte-americano ou mais simplesmente, ao
departamento de grid computing da IBM nos Estados Unidos.
Como ja disse, dezenas de outras perguntas podem ser feitas, e os
questionamentos
dos competentes Walter e Amilcar mesmo se aceitos o que infelizmente nao
acredito,
somente resolveriam alguns problemas e fundamentalmente de fiscalizacao, mas
nao os
basicos.
Ora, uma confiabilidade intrinseca e invulneravel ate (em principio)
eliminaria a
necessidade de uma extensa e custosa fiscalizacao, portanto o caso principal
seria
eliminar os erros de base e nao somente melhorar a sua fiscalizacao. E se
nem isso o
TSE aceita, muito menos esta minha sugestao...
Eu ja disse isso ao meu amigo Walter: Esse caso nao tem solucao e sua unica
saida
seria virar a mesa internacionalmente. Ou entao esperarmos uma comocao
institucional
com dois candidatos a Presidente com uma diferenca entre si de somente 2% e
uma urna
juridicamente vulneravel em termos internacionais.
Um abraco,
JCMelo
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Walter Del Picchia
escreveu, em 10/06/06:
Após decorrido curto período de tempo, envio (em texto e em anexo), o
documento
entregue em mãos por conceituado jurista ao Presidente do TSE. A ética manda
que só
se divulgue documentos simultaneamente à sua entrega ao destinatário em
casos de
'carta aberta', o que não é o caso em pauta. Daí a espera para a divulgação
em
nossas listas.
Abraço
Walter Del Picchia
Prof.Titular - Escola Politécnica da Universidade de S.Paulo
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Análise e Avaliação sobre o Processo Eleitoral Brasileiro – Resumo
03/03/06
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