Fernando Gonçalves e todos

       O que menos interessa é se o Sr. Zich é brasileiro ou não. Se produz 
bens,
como diz, e não enriquece apenas explorando os que produzem (como o sistema
bancário, por exemplo...), tem meu reconhecimento. E parece uma pessoa
preparada.

        Não penso que se referiu aos ideais de nosso Fórum, principalmente 
porque
ele não tem nem idéia de quais são esses ideais. Essa resposta é que
constitui uma confusão (ideo)lógica, misturando sentimentos anti-corrupção,
anti-exploração de quem produz, anti-pseudo salvadores profissionais,
anti-ingerência desnecessária, sentimentos dos quais compartilho
integralmente.

        Este artigo do Laerte não prima pelo didatismo e contém interpretações
pessoais e afirmações nem todas fáceis de comprovar, ao lado de outras por
demais evidentes. Está escrito para quem já conhece o problema, e
pós-graduação sem curso prévio de graduação pode gerar confusão na cabeça
dos alheios ao problema. A prova são essas expressões estranhas à
problemática do Fórum do voto-e, utilizadas pelo Sr. Zich:  'empreendedores
livres, comprometidos com missões e valores, que geram trabalho e renda para
mais de 90% deste enganado povo', 'salvadores, líderes, ideologias
sinistras, máquinas institucionais que se alimentam de nosso trabalho e
empreendimento', 'expropriando com impostos', 'governos distantes e menos
ingerentes'. 'Não precisamos de guias', 'interface para a tecnologia de
dominação bolchevique', 'inocente útil a serviço do aparelhamento do
estado', 'malandragem de salvadores profissionais'. Cáspite, parece discurso
de agitador profissional!

        Faça uma boa ação: esclareça o Sr. Zich sobre nossos propósitos. Ele 
pode
começar lendo o Manifesto em  www.votoseguro.com/alertaprofessores  e nomes
de apoiadores, freqüentando o Blog do Castelani em
http://spaces.msn.com/paulocastelani  e depois acessando o Fórum em 
www.votoseguro.org

        Abraço

        Walter Del Picchia - S.Paulo/SP

(Se for útil, pode mostrar esta mensagem ao Sr. Zich)

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Em Qua, Junho 14, 2006 9:54 am, fernando gonçalves escreveu:
> Caros Concidadãos
>   Paz e Bem
>
>   Interessante a resposta do cidadão Johann von Zisch ao ideal perseguido pelo
VotoSeguro.  Será que ele é brasileiro?
>   Até.
>
> From: "Johann von Zisch" <[EMAIL PROTECTED]>
> Reply-To: [EMAIL PROTECTED]
> To: <[EMAIL PROTECTED]>
>
>   Pois é, filho. Devia guardar para você mesmo, e não partilhar este besteirol
> ideológico. As suas necessidades estão na contra-mão do sentido desta lista. E
> também na contra-mão da democracia.
>
>   Somos empreendedores livres, responsáveis por mais de 80% da produção da 
> riqueza
da nação e acreditamos em nossos próprios ideais e visões comprometidos com
missões e valores, também próprios, que geram trabalho e renda para mais de 90%
deste enganado povo.
>
>   Não temos necessidade de salvadores, de líderes, de ideologias sinistras e 
> muito
menos de máquinas institucionais que se alimentam de nosso trabalho e
> empreendimento, expropriando com impostos nossos empregados e nossos clientes 
> a
melhor vida que poderíamos ter. Precisamos de governos distantes e menos
ingerentes. Não precisamos de "guias".
>
>   Se quer saber o que penso? Você está sendo uma interface para a tecnologia 
> de
dominação bolchevique. Quer dizer, um inocente útil a serviço do aparelhamento
do estado, crendo que a "nobre missão' de salvar a pátria deve ser entregue à
malandragem de salvadores profissionais. Se é que é tão útil quanto parece...
>
>   De minha parte, não necessariamente da lista como um todo, um pedido: por 
> favor,
não se preocupe em nos informar, não se preocupe em nos ajudar... Mesmo por que,
parece que é você quem precisa de ajuda.
>
>   JVZ
>
>
> Sent: Tuesday, June 13, 2006 3:46 PM
> Subject: [EmprBR 5anos] Tecnologia da dominação
>
> Caros Concidadãos
> Paz e Bem
>
>   Não dá para 'guardar' essa mensagem apenas para mim.
>   Sinto necessidade de partilhar esse conhecimento com vocês.
>   Sei que tanto quanto eu são cidadãos brasileiros defensores da Democracia.
>   Digam-me o que pensam...
>   Até.
>
>   From: Amilcar Brunazo Filho
>    reply-To: [email protected]
> Date: Tue, 13 Jun 2006 14:25:33 -0300
>
>   A URNA ELETRÔNICA
> Por Laerte Braga
> Invenção de Nélson Jobim. Ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e
candidato a deputado federal pelo PMDB. Funciona mais ou menos assim, falo da
urna. O cidadão chega, registra o seu voto e pronto. Se der um qüiproquó 
qualquer
não tem como reconferir.
>
> Pode ser a tecnologia burra, mas...
> Pode ser a tecnologia da fraude. É uma constante entre os donos do poder, no
modelo político institucional em que vivemos. Uma fraude. A tal farsa 
democrática.
>
> O que está lá dentro ninguém sabe. Como seu voto foi registrado ninguém sabe. 
> Só
eles. O senador Eduardo Azeredo, corrupto, mensaleiro, poupado por seus
companheiros de quadrilha, foi o autor do projeto de lei que impedia a adoção do
voto impresso.
>
> Ou seja: o eleitor votaria e seu voto seria impresso, depositado numa urna 
> para
eventuais esclarecimentos.
> Nélson Jobim mais Eduardo Azeredo é igual a impostura, fraude, malandragem. No
caso de Azeredo não. O cara ainda não aprendeu a amarrar sapato. Só a pegar 
grana
de Marcus Valério/Clésio Andrade.
> A Inglaterra vota há séculos com aquele sistema tradicional de cédulas.  Bush
venceu sua primeira eleição numa fraude sem tamanho (perdeu voto, ganhou no
Colégio Eleitoral), no estado da Flórida, governador por seu irmão Jeb.
> A urna eletrônica de Jobim foi importada de alguns estados norte-americanos e 
> nas
eleições presidenciais de 2004 foi considerada insegura e abandonada.
> O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, percebeu que no referendo de agosto de
2003, que confirmaria ou não seu mandato, a urna daria o resultado por 
Washington.
Teria que renunciar caso contrário mergulharia o país numa crise com sérios 
riscos
de guerra civil, golpe militar e até intervenção dos “libertadores” de Bush.
> O que fez? Decidiu que além do voto na urna eletrônica haveria também o voto
> impresso, permitindo conferência. Qualquer problema era só pegar o voto 
> impresso,
que foi conferido pelo eleitor e pronto.
> As tais ONGs que estavam lá para fiscalizar as eleições, no duro mesmo, 
> ajudar na
fraude, protestaram, chiaram, mas não tiveram como contra argumentar. E Jimmy
Carter, ex-presidente dos EUA, que foi lá conferir tudo representando a OEA
(Organização dos Estados Americanos) admitiu, pesaroso, mas admitiu, que Chávez
havia ganho de forma indiscutível.
> Com o voto impresso a segurança aumenta, o cidadão pode e tem como conferir 
> se seu
voto foi registrado corretamente.
> Uma vez ouvi um especialista no assunto afirmar que um dos pulos dos 
> gatos/ratos
nessa história era a criptografia dos dados. O suficiente para dar o resultado 
que
os donos desejassem.
> Foi assim em 1982 no Rio, quando a Globo dava a vitória de Moreira Franco e as
urnas diziam que Brizola havia ganho. Estavam roubando na totalização, outra 
forma
de mutreta.
> Como não existiam urnas eletrônicas e a conferência pode ser feita os dados 
> foram
corrigidos. A turma tinha feito um programinha especial que tornava os votos
brancos em votos de Moreira Franco. O dito está aí, lépido, fagueiro, solto e
amigo de FHC.
> E ainda por cima deputado federal e do PMDB. Lógico, o que mais seria com esse
“currículo”?
> A Polícia Federal está investigando a urna eletrônica. De forma direta fraudes
> cometidas numa eleição no Estado do Rio de Janeiro.
> É a tecnologia a serviço da dominação. Da perpetuação das elites no poder.
> E tem outra investigação complicada: a da fraude na mega-sena. Existem 
> indícios
que os caras estão levando os prêmios todos, os acumulados. O sorteio é para 
eles.
O dinheiro é do incauto que aposta.
> Começou com FHC no tempo da terceirização com a GTech, enriqueceu muita gente,
inclusive o próprio ex-presidente. Continua enriquecendo. Ao que tudo indica as
investigações estão sendo conduzidas em sigilo para que
> os apostadores, comprovada a fraude, não corram buscando indenizações pelo 
> conto
do vigário das loterias.
> No meio disso tudo, em plena copa do mundo, o PT lançou seus candidatos em São
Paulo. Dentre eles o famigerado professor Luizinho (quero o meu) e o PSDB, em
Minas, lançou Geraldo Alckmin, o candidato DASLU/OPUS DEI,
> mistura de corrupção com inquisição.
> E não tem como conferir o voto e muito menos saber direitinho como funciona o
> esquema de sorteio das loterias.
> -------------------
> __._,_.___
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