Amilcar e todos
Eu acredito que o teste feito no Paraguai é verdadeiro, e escrevi isso em
minha
mensagem abaixo. Percebo também sua importância e, por isso mesmo, penso que
deva ser usado com cuidado redobrado para não cair no vazio. Sabemos que o
problema que estamos tratando é menos técnico e mais político (e financeiro,
como nosso amigo contou outro dia, sobre as verbas que correm lá no reino da
fantasia...). Nossos oponentes (não só o TSE), são macacos velhos, com muito
mais experiência em 'tudo' do que nós, com poder, dinheiro, influência, meios
de comunicação etc. etc. Por isso, se a palavra 'medo' se aplica, é de que
nossa prova seja desprezada se for apresentada sozinha e sem as formalidades
(jurídicas?) necessárias para ser considerada convincente (para outros, não
para nós, que a sabemos verdadeira).
Temos visto provas muito mais convincentes terem dado em nada (até parece
que,
no Brasil, a relação causa-efeito foi abolida...), e um trabalho de dez anos de
abnegados (não me incluo entre eles, pois entrei na briga bem depois), que só
agora começa a tomar vulto, pode ser prejudicado.
Penso que seria conveniente levar o caso para quem entenda da coisa,
examinar
como poder-se-ia pedir uma perícia. As possíveis objeções, as implicações, sei
lá.
O restante da mensagem do Amilcar não se aplica ao que escrevi, pois: não
argumentei que o teste seja falso, não impedi que se prove que é verdadeiro,
também protesto contra o fato do teste pedido ao TSE não ter tido resposta,
acho que o teste paraguaio pode ser provado como verdadeiro (a frase 'Claro
que não pode' do Amilcar deve ter tido um erro de digitação) e penso que ainda
não pirei.
As solicitações de minha mensagem abaixo continuam de pé. Especialmente a
resposta à observação do Paulo Mora sobre o teste de penetração. Ele entendeu
como ataque interno (eu também sempre entendi que a maior possibilidade é o
ataque interno, como no painel do senado, mas o Amilcar escreveu bem claro
'penetração EXTERNA'). Para mim, o teste do Paraguai demonstra a possibilidade
de ataque interno com facilidade, e também a possibilidade, mais difícil, de
ataque externo, pois, como escreveu o Paulo Mora, nesse caso o êxito
dependeria de várias condições mais difíceis de se obter). Dá para esclarecer?
É bom a gente saber do que estamos falando, prever as futuras objeções dos
oponentes e ter as respostas para elas.
Abraço
Walter Del Picchia - S.Paulo/SP
Se a urna não imprimir
Seu voto pode sumir
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Em Seg, Julho 3, 2006 8:56 pm, Amilcar Brunazo Filho escreveu:
Gente,
O teste do Paraguai é verdadeiro. Porque vocês estão com medo disso?
Repito que argumentar que o teste pode ser falso e ao mesmo tempo impedir
oportunidade para que se prove que é verdadeiro é um argumento muito pobre
para ser considerado sério.
O pedido conjunto do PT e do PDT para provar que é verdadeira a
possibilidade de penetração EXTERNA está lá nas mãos dos ministros do TSE há
um mês sem resposta.
Repetir que o teste do Paraguai não pode ser provado como verdadeiro é
piração. Claro que não pode. A prova guardada pelas mãos (dos juízes do TSE)
de quem não quer exibi-la!
Outro assunto... alguém já leu o Relatório Brennan?...
Pois deviam... é muito importante. Vai se tornar mais um marco na luta pelo
voto impresso como forma de auditoria do processo eleitoral.
[ ]s
Amilcar Brunazo Filho
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--------- Mensagem Original --------
De: [EMAIL PROTECTED]
Para: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Cópia: [EMAIL PROTECTED], [EMAIL PROTECTED]
Assunto: [Voto Seguro] Depoimento para Comissão Eleitoral de Ohio
Data: 03/07/06 14:29
A todos
Penso que as considerações do Paulo sobre o uso do vídeo paraguaio devem
ser
levadas em conta com a merecida atenção. A preocupação em bem definir as
coisas e pensar três vezes nas conseqüências dos atos que praticamos (e das
afirmações 'definitivas' que fazemos) deve ser constante, para não corrermos
o risco de cairmos do cavalo. Não seria a primeira vez em que ações num certo
sentido acabam favorecendo o ponto de vista contrário...
Acredito no teste feito no Paraguai, mas sei que minha fé pouco significa
como prova. Talvez o vídeo tenha grande utilidade como complemento de outros
documentos menos objetáveis, ou como uma demonstração didática. Inúmeras
questões poderiam ser levantadas (muitas com má fé, tecnicamente
irrelevantes, mas que para o público leigo seriam representativas), e
poderíamos entrar numa discussão ingrata. É claro que o TSE iria afirmar, com
desdém, que essa urna é uma cópia fraudável, a deles sim é que é 100% segura,
como' atestou a UNICAMP', e nós somos uns radicais querendo melar as eleições
sabe-se lá com quais más intenções...).
Gostaria de 'ouvir' análises do Amilcar, do Márcio Teixeira e do Rezende
sobre
o que poderíamos provar com esse vídeo (e não só sobre o que gostaríamos que
ele provasse). Também, devemos deixar claro que o maior perigo é do ataque
interno, como no painel do senado (embora eu desconfie que na transmissão dos
dados para totalização possa haver interferência externa de quem projetou o
sistema - sabemos que preocupações com segurança não são o forte do TSE...), e
precisar claramente no que consiste o teste de penetração (o nome pode ficar,
desde que se defina no que consiste e o que estamos, precisamente, querendo
provar com ele).
Abraço
Walter Del Picchia - S.Paulo/SP
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