Estimado Colega Divino Leitão,

Gostei da idéia deste CHIP identificador.

Com isto não mais seriam necessários os disquetes e a transmissão poderia
ser feita pela internet com a maior segurança, afinal, cada código
identificador poderia gerar um logaritmo para uma criptografia específica e
desta forma tornar inexpugnável a transmissão dos dados.

Com o resultado imediato sendo publicado na Internet, os Fiscais poderiam
conferir instantaneamente o Boletim de Urna e com a mesma velocidade colocar
a boca no trombone se alguma irregularidade fosse apontada, exigindo a
recontagem depois de alguns minutos do fechamento da Urna Eletrônica, sem a
menor possibilidade de que os votos impressos possam ser substituídos para
bater com os resultados dos BUs.

A cada vírgula acrescentada este nosso sistema fica cada vez melhor.

POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA, subscrevo-me

Atenciosamente,
 
Leamartine Pinheiro de Souza
21 2558-9814 - [EMAIL PROTECTED] 
Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310
Flamengo, Rio de Janeiro, RJ
22231-140
 

-----Mensagem original-----
De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em
nome de DivListas
Enviada em: quinta-feira, 3 de agosto de 2006 15:59
Para: Marcio C. teixeira
Assunto: Re[2]: [Voto Seguro] Pergunta

Respondendo a Marcio:

> desculpe-me, mas acho que vc não conhece a tecnologia que está
> defendendo.

  Não desculpo esta afirmação pelos seguintes motivos:

  1.  Ela  não  tem  sustentação  nenhuma, é apenas uma frase solta no
  espaço   e   que   já começa com um "desculpe-me" seguido de "acho",
  qualquer psicologo pode esclarecer isso como ato falho;

  2.  Ela  é desnecessária e ofensiva, não devia ser utilizada até por
  uma questão de educação;

  3.  Não  faz diferença eu conhecer ou não a tecnologia, mesmo porque
  nesta área quanto mais se conhece menos se sabe;

  4. E também não faz a mínima diferença eu "desculpar" ou não;

  Se começamos a imaginar o que cada um de nós é ou deixa de ser ou o
  que cada um conhece ou deixa de conhecer esquecemos nosso objetivo
  então - DE UMA VEZ POR TODAS - vamos parar com essa bobagem de
  julgar a pessoa e passar a julgar o tema.

  Isso posto, vamos conversar como adultos que somos, diga sua posição
  e  eu digo a minha e vamos nos permitir um diálogo objetivo e claro,
  onde  não importam muitos os achismos, mantendo o foco no tema e não
  no  que  um possa pensar do outro, mesmo porque não nos conhecemos o
  suficiente para qualquer julgamento particular.

> Para colocar seu chip fictício, vc criou um sistema muito mais
> complexo e falho do que o atual.

  É  uma  afirmação,  mas  nada em seu diálogo a seguir é capaz de dar
  consistência a ela.

  Se é para fazer afirmações então simplesmente respondo que não criei
  nenhum  sistema  e antes mesmo dele existir já está sendo acusado de
  ser   falho.  O que está fazendo é mais ou menos a mesma coisa que a
  igreja fez há alguns séculos, ao obrigar um pensador a admitir que a
  terra  não  era  redonda  apenas porque a instituição achava que não
  era.

  Acho  que  é  preciso  esperar  um sistema existir ou pelo menos ser
  descrito   de  forma  adequada  para deduzir que ele é falho, não se
  pode descartar uma idéia com a simples exposição da mesma... não sem
  ser imparcial.

> Por exemplo, fizemos um desenvolvimento de um chip (na verdade são 2
> chips) com conteúdo dinâmico, exatamente para implementar segurança,
> a um ano atrás. Por isto estudei o assunto bastante a fundo, e ele é
> bem complexo. Não existe, no mercado, uma solução realmente
> dinâmica, existem várias soluções caixa preta, com algum dinamismo
> insuficiente para se evitar um real ataque.

  O  objetivo  do  chip  que  sugeri  -  mas não criei - não é "evitar
  ataques"  e  sim  IDENTIFICAR  uma  urna,  dar a ela nome, endereço,
  procedência  e  localização atual, entre outras coisas similares. Só
  isso, apenas isso, nada mais que isso.

  Para  fazer tal chip não é necessária nenhuma complexidade, lido com
  gravação   DE   ROM,  EPROM  e  outros  tipos  de  dispositivos  de
  armazenamento  desde 1980 e TAMBÉM os conheço muito bem, sabendo que
  para  implementa-los em QUALQUER equipamento é extremamente simples,
  eles  estão presentes em veiculos, cargas e dispositivos eletrônicos
  de todo tipo.

  A  tecnologia  atual  está  em  um estágio muito bastante avançado e
  tenho   certeza  absoluta  que  o  desenvolvimento  de  um  chip  de
  identificação  para as urnas seria um procedimento dos mais simples,
  de custo reduzido e nem por isso deixariam de ser seguros.

  Naturalmente   aceito   o   direito de duvidarem desta premissa, mas
  apenas  no  campo da execução e não no campo das idéias.

  Foi  pedida  uma solução de identificação e eu apresentei uma, creio
  que  cabe  a  quem  não  concorda  com  ela  apresentar outras e não
  simplesmente dizer - sem qualquer corroboração a não ser o mesmo "la
  garantia soy yo" do TSE - que não serve.

> O  grande  problema, é que este chip "variável" tem que ser validado
> (ou  seja,  ele tem que ser reconhecido pelo sistema ou por algo que
> verificará  sua presença). "Quem" (equipamento ou software) que fará
> este  reconhecimento,  tem  que  "compreender"  como  funciona  este
> dinamismo.  Como  esta  solução  também  seria  fiscalizada, ela não
> poderia ser uma "caixa preta", pois se acreditamos que o software da
> urna  (que  é  muito  mais  simples) pode ser fraudada, esta solução
> também pode. Criar um "chip" que altere seu conteúdo dinamicamente e
> ainda  possa  ser  aberto  para  ser  auditado,  vai  ser muita mais
> complexo  que a própria urna. Entramos em um circulo vicioso, onde o
> solução   de  segurança  cria  novos  problemas  de  segurança  mais
> complexos.

  Está dificultando desnecessáriamente algo simples.

  Veja o processo:

  1.  Cria-se  um  padrão de identificação, define-se uma criptografia
  para   ele   e   através   de  um  processo  industrial  grava-se  a
  identificação  eletronicamente  em um dispositivo que não possa mais
  ser apagado ou trocado, uma memória ROM, por exemplo;

  2.  São  40  mil  urnas?  Ótimo,  então cria-se 40 mil chips, um com
  conteúdo  diferente  do  outro,  este  conteúdo  não poderá mais ser
  modificado;

  3.  Coloca-se  cada chip em cada urna, conectado a um dispositivo de
  leitura que pode ser uma simples porta serial. podemos usar USB para
  isso,  não  há riscos para a urna porque esta porta estará conectada
  exclusivamente ao chip e mais nada;

  4. Para ler o chip pode-se usar qualquer dispositivo de informática,
  um  leitor específico, um palm, um celular, um laptop, não interessa
  qual   é  o  dispositivo,  apenas  estabelece-se  um  protocolo  de
  comunicação e pronto, quem quiser ler o chip faz o seu;

  5.  Uma vez lido o conteúdo do chip ninguém vai ter como saber o que
  tem  ali  dentro  pois  está  criptografado e nos melhores níveis de
  segurança que a tecnologia permitir, ou seja, qualquer um pode pegar
  este conteúdo que não terá utilidade nenhuma;

  6. Só que se o conteúdo for transmitido para um servidor central irá
  devolver  a  resposta  que  os  responsaveis  pelo  sistema  quiser
  responder,  pode  ser  "OK,  a  urna  é a correta" ou então "estamos
  mandando a policia federal te prender, você está se metendo onde não
  devia"...  explicando:  o  sistema  central recebe a identificação e
  isso  permite  saber  que  urna  é  aquela, o chip dirá ao sistema e
  através  da  identificação do solicitante podemos saber se a leitura
  foi a que devia ser, ou seja, se aquela urna é real ou não.

  Captou?

  É simples assim, não tem como algum malandro abrir uma urna, tirar o
  chip  lá  de  dentro  (mesmo  porque  para  tirar  ele teria que ser
  destruído)  e  descobrir  como  ele  funciona ou como é gravado para
  poder reproduzir o processo.

  Quem  achar  que  tem, por favor me diga como pois para pensar neste
  procedimento  levei  apenas  alguns  minutos  e  pode  ser que tenha
  deixado  passar  algo,  mas tenho certeza que uma equipe de tecnicos
  mais  gabaritados  que  eu poderiam pensar em algo melhor sem sofrer
  muito  até porque seriam pagos para isso e não teriam alguém dizendo
  - sem oferecer argumentos - que está errado antes mesmo de tentarem.

  Claro  que  uma  urna poderia conter mais identificadores além deste
  chip,  mas se ele utilizar uma boa criptografia poderá ser exclusivo
  e único e totalmente capacitado a identificar qualquer tipo de local
  onde seja embutido.

  Outras aplicações de um chip deste tipo:
  
  Poderia  ser usado em um automóvel, bastaria ser fundido ao metal do
  carro  deixando  apenas  uma única porta de conexão USB que qualquer
  policial  rodoviário  com um handheld poderia acessar e enviando via
  internet  saber  onde  foi  fabricado,  para  quem foi vendido, onde
  deveria  estar,  se  tem  multas  ou não... melhor que esse monte de
  documentos que criam, melhor que chapa, melhor que número gravado no
  chassis,  mas  não  precisa substituir os documentos ou a chapa ou a
  gravação  no chassis, apenas é uma forma eletronica de identificação
  que dificilmente poderia ser falsificada.

  Claro que se poderia criar um chip falso e substituir o original mas
  daria  muito  trabalho  e  ainda  existiria  um  problema...  como o
  falsificador descobriria a criptografia utilizada?

  Ia  acontecer  o mesmo que aconteceu com aquele idiota que usava uma
  chapa   falsa   com   o  nome  da  cidade escrito errado, sem contar
  que se fosse uma clonagem o sistema identificaria de imediato.

  E  bastaria  colocar chips diferentes em lugares diferentes do carro
  e fazer uma checagem de todos para inviabilizar a falsificação.

  Mesma  coisa  na  urna...  se uma equipe de técnicos concluir que um
  chip  não  é  suficiente  então  que  se  coloque  10  deles  se for
  necessário,   quero   só   ver  quem  vai  conseguir  clonar  todos,
  principalmente se forem feitos em origens diferentes e com processos
  diferentes.

  Creio que basta, em termos de argumentos para esclarecer que a idéia
  de  um  chip  de  identificação  não  é  tão falha quanto quer fazer
  parecer apenas com um único argumento: Eu acho que é.

> obesvação:
> 1) criptografia, só protege dados em trânsito, ou armazenados (que não
> deixa de ser trânsito também).

  Acho  que  esclareci  que os dados do tal chip estão na categoria de
  armazenados.

  Uma  vez  criados e encapsulados na urna não há como trocar, pode-se
  apenas destruí-los.

  Clonar   é  algo possível, mas muito difícil de fazer, pois clonar a
  urna  e  o  chip é uma coisa, clonar a criptografia é outra bem mais
  difícil e ambos de difícil acesso a um simples mortal.

> 2) se vc tem um sistema centralizado para controlar segurança, este
> sistema também pode ser responsável pela própria quebra de
> segurança, esta decisão estará na mão de quem o controla.

  Com  este  ponto  eu  concordo,  se  o  responsável  pelo sistema de
  segurança quiser efetuar a falha terá meios.

  Mas como ele fará isso se não conhecer a criptografia utilizada?

  Quem  vai  criar a criptografia é uma equipe, quem vai implementa-la
  nos chips é outra, quem vai cuidar do sistema é outro grupo e nenhum
  deve ter acesso ao que os outros fazem e como fazem ou vira bagunça.

  Existem  técnicas  diversas  para  a equipe que cria criptografia não
  saber  como  ela  será  utilizada,  apenas  cria-se  o  método  e  a
  implantação  dele é responsabilidade de outros, que não conhecendo o
  método  mas  apenas  o  procedimento  não  podem  -  teoricamente  -
  roubar no processo.

  Evidentemente   há  especialistas  competentes  para  descrever  um
  procedimento correto para fazer isso.

  O  sistema desenvolvido para atender o servidor vai lidar apenas com
  a  decodificação dos dados e as pessoas responsáveis por operar este
  sistema tem sua responsabilidade.

  Lembro do caso no senado, onde a técnica responsável entregou uma
  lista dos votos nas mãos do ACM, ela só fez isso porque tinha acesso
  ilimitado aos dados o que é errado.

  Os  responsáveis  por operar o sistema centralizado de identificação
  não  podem  ser os mesmos que irão desenvolver o sistema que uma vez
  desenvolvido pode ser auditado para evitar fraudes por ele.

  Tudo pode ser fraudado, então tudo tem que ser verificado.

> 3) criptografia não evita copia e sim que o conteúdo seja entendido.

  Se  não tiver acesso ao chip não se pode copia-lo. O ponto onde pode
  falhar  é  na  fabricação  e distribuição dos chips, que tem que ser
  auditados  rigorosamente,  mas  depois  de  inseridos  nas  urnas  e
  lacrados não deve mais ser possível serem retirados sem a destruição
  dos mesmos.

  Claro  que se houver vazamento na fabricação e instalação é possível
  copiar  um  chip, mas neste caso na hora de identificar uma urna que
  deveria estar no Ceará, mas está em São Paulo qualquer sisteminha de
  IA pode alertar as autoridades responsaveis pela fiscalização.

> 4) se vc usa um equipamento (com o palm) para validar o chip, vc terá 
> que proteger este software contra ataques de "engenharia  reversa".

  Claro que não. O sistema apenas lê o conteúdo do chip e o envia para
  o servidor central.

  Por  isso  mesmo  digo  que  este  sistema  deve ser um protocolo de
  conhecimento público.

  A  única  coisa  que o sistema do PALM ou qualquer outro dispositivo
  deverá  fazer  é  criar  uma  segunda  cobertura  de criptografia no
  arquivo  que vai ler do chip, desta forma mesmo analisando o arquivo
  ninguém  terá  condições  de saber seu conteúdo... isso é necessário
  para evitar que se falsifique o mesmo.

  E  o  envio deve ser acompanhado de dados físicos da urna, um número
  de  série gravado no metal, ou uma holografia, códigos de barra, etc
  ou todos.

  Quero  só  ver  quem  vai  conseguir  falsificar uma urna com tantos
  dispositivos de identificação trabalhando em conjunto.

  Pode-se  inclusive  disponibilziar  um  programa  para que o próprio
  eleitor  possa  levar  seu PALM e fazer ele mesmo a identificação da
  urna  em que votou pela internet. Ele lê os dados, anota o número da
  urna  e  após  votar  vai num computador e envia os dados para que o
  sistema verifique se a urna é verdadeira.

> Não existe uma proteção eficaz, no mercado, para este tipo de
> equipamento.

  Isso todos sabemos, afinal se existisse eu não precisaria estar aqui
  bolando uma.

  Mas não existir não significa que não possa ser feito.

  Quando  o  primeiro  inventor  do  grampo  pensou nele não pensou na
  bolinha  de  plástico  que seria colocada na ponta futuramente e que
  deu  mais  grana a seu inventor que o grampo ao inventor original...
  pelo  menos  é  o  que  andei lendo, mas mesmo que não seja verdade,
  demonstra que a simplicidade não é necessariamente algo que não deva
  ser feito, as vezes apenas não é pensada.

  E  tem  mais,  discordo do termo "não existe uma proteção eficaz, no
  mercado"  pois  elas  existem  sim,  os  chips identificadores estão
  presentes  em muito mais lugares do que imaginamos, em celulares, em
  aparelhos hospitalares, em video-games, em carros, até em remédios e
  alimentos,  alias  qualquer  loja  tem  etiqueta  identificadora  do
  produto  para  evitar  o roubo e não tenho notícias de que já tenham
  sido fraudados, apesar de serem extremamente simples.

  Mas  para "esse tipo de equipamento", ou seja, a urna, realmente não
  existe  mas  é  só porque não interessa aos responsáveis por ela que
  exista, nada além disso.

> Estamos portanto uma solução de comunicação segura para um Ipaq (com
> WinCe) e criar esta segurança contra "engenharia reversa" esta sendo
> o maior problema.

  Nunca entrei na questão de segurança do sistema de voto. Até o momento
  me  concentrei  em  identificar  a urna, em definir dispositivos que
  limitem com severidade a falsificação ou duplicação do hardware.

  Falsificar um dispositivo com Win CE é de uma simplicidade estúpida,
  ao  alcance  de  qualquer garoto mais nerd, mas esta é outra questão
  que  seria resolvida com um sistema proprietário e que fosse baseado
  em  um  hardware  específico...  trata-se de outro passo, no qual me
  abstenho  de dar palpites por não conhecer o assunto suficientemente
  bem.

  Mas  não  me  furto a apontar as falhas evidentes, principalmente do
  sistema  atual,  sendo  que  a mais absurda delas é ignorar a melhor
  proteção que o sistema pode ter, que é a impressão do voto.

  Basicamente  com  a  impressão  o  sistema poderia ser até criado em
  BASIC em um Z80 que funcionaria.

> 5) Embora eu seja um dos maiores defensores da impresão do voto, ele
> também tem falhas. Defendo a impressão do voto, conferido pelo
> eleitor (sem manipulação) e confirmado ou cancelado por um sistema
> eletro-mecânico (aqui é o ponto chave, pois se for um sistema de
> acionamento eletrônico, ele poderá produzir, facilmente, varios
> votos inexistentes).

  Temos  uma  quantidade  de  eleitores e uma quantidade de papelzinho
  picado.

  Se  na  urna  X  votaram  10 e tem 12 papeizinhos então ela deve ser
  impugnada,   o responsável deve ser mantido a disposição da justiça,
  assim como todos que participaram do processo.

  Trata-se  de  uma  conta  simples...  2 + 2 = 4. Se der 5 é porque o
  Roberto  Carlos  estava ajeitando a meia da sua perna de pau na hora
  errada... se me perdoa a piada confusa e múltipla.

  Da  mesma  forma  a  urna  não  pode  acusar  10  eleitores  e ter 8
  papeizinhos lá dentro ...

  A  preocupação deve ser apenas de COMO será impresso e nunca deveria
  ser  se  deve  ser impresso ou não, porque a não impressão do voto é
  algo  que  considero  inadimissível  e só posso lamentar que a minha
  opinião  neste  caso  valha  tanto  quanto meu voto na atual urna...
  ou seja, NADA!

> obs final: Acho que o maior erro que o TSE cometeu foi divulgar que a 
> urna é invuneravel (100% SEGURA), por causa disto muitas pessoas que 
> participam do processo (ou mesmo eleitores) deixaram de ajudar a 
> fiscalizar o sistema.

  Bom...  do  ponto de vista do TSE não foi um erro, já que é evidente
  que  interessa  a eles que o mínimo de pessoas passem a fiscalizar o
  sistema.

  O  problema do TSE nem é de ser ladrão pois isso não podemos afirmar
  sem  provas  que  não temos, mas tem um problema em ser BURRO e ouso
  estender  o insulto (naturalmente preocupado com a SPA considerar um
  insulto  as  burros)  a  todos  que  participam  do processo, pois é
  evidente  que  ele  está  furado  e aceitar participar de um esquema
  falho é no mínimo um indicador de burrice avançada.

  O   medo  que  eles  tem é de que o povo perceba o quanto é inútil o
  papel  do  TSE  em fiscalizar a si mesmo, isso é absurdo do ponto de
  vista da democracia.

  O  TSE  deveria  simplesmente  FISCALIZAR e jamais ser o responsável
  pela  criação  da  URNA,  trabalho  que  milhares  de  empresas  tem
  condições,  tecnologia,  disposição e CUSTO INFERIOR ao que se gasta
  para fazer.

  Se  o  TSE estivesse apenas fazendo seu papel inicial, de fiscalizar
  ao  processo  então nos daria ouvidos e caberia aos responsáveis por
  fazer a urna atender aos padrões de segurança que fossem definidos.

  Este  é o erro, o que o TSE faz é mais ou menos o mesmo que deixar o
  presidente  da  republica  fazer  e  aprovar  as  leis, deixa de ser
  democracia  e  passa a ser tirania, com os resultados que a história
  já demonstrou.

> Uma vez perguntei a um membro da equipe técnica do TSE (prefiro não
> falar o nome), quantas tentativas de fraudes eles já tinham
> detectado, a resposta foi: NENHUMA. Perguntei então se ele achava
> que os desonestos (que sempre fraudaram ou tentaram) tinham ficado
> honestos depois da urna eletrônica. Ele ficou sem resposta...

  Certamente  não detectaram nenhuma tentativa de fraude porque é mais
  fácil fingir que elas não ocorreram.

> Algumas regras práticas sobre como se desenvolver soluções seguras:

> 1) não sub-estime os possíveis fraudadores.
> 2) não existe 100% seguro.
> 3) todo sistema será quebrado, por isto vc tem que prever e antever esta
> hipótese.
> 4) o fato de vc não conhecer, a fundo, uma tecnologia não a faz segura.
> (ex: Prof Pedro e sua Seita do Santo Byte)
> 5) (esta é polêmica) mesmo quando vc usa soluções abertas, a real 
> segurança esta na parte obscura. Por exemplo na chave.

  Finalmente  uma  parte  do  seu  texto  com  a  qual posso dizer que
  concordo em gênero, número e grau ;8))

> Desculpe-me pela resposta um tanto técnica, mas se estamos
> defendendo uma melhoria no sistema atual, temos q ue a aprofundar um
> pouco no lado técnico.

  Não  considerei  a  resposta técnica, entendi perfeitamente tudo que
  foi  exposto  sendo  que  não concordei basicamente com as alusões a
  dificuldade  de  se  criar  uma  forma  de  identificação  segura do
  hardware   da   urna,   que  considero  tão  necessário  quanto  os
  procedimentos  de  segurança  do  software,  uma  vez que o hardware
  falhando  o  voto  também  falha,  mesmo  que o software pense estar
  atuando.

  E   também   acho  perda  de  tempo  as  alusões  a  características
  particulares,  tais  como  se  afirmar que eu conheça esta ou aquela
  informação "mais ou menos" ou nada, quem sabe dos meus conhecimentos
  sou  eu  mesmo  e  mais  ninguém,  outros  só  poderão avaliar se me
  submeterem  a  um  exame  e  no  dia  em  que  se  fizer um exame de
  conhecimentos  para  participar desta lista é muito provável que ela
  se  esvazie  ao zero, pois todos nós temos falhas de conhecimento em
  alguma  área  e  é  justamente  por isso que formamos grupos... para
  somar  e  JAMAIS  diminuir  o  que  alguém  diz  por parecer que não
  entende, quando muitas vezes quem não entende é quem lê.

  No  mais  a  discussão  é  sempre  bem-vinda  porque  o que não traz
  soluções nos leva a ela...

    Grande abraço,

        Divino  Leitão
        Conheça www.minimidia.com.br mais informação em menos espaço.
   
    Pra rir e pensar (não necessariamente nesta ordem)
    Faculdade. Você ainda vai abandonar uma! 

    



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