Olá,

Uma reportagem muito interessante saiu no jornal Correio da Paraíba, edição de 13 de agosto de 2006. Não consegui obter o endereço do texto na Internet, mas o texto completo, que recebi por email, está aí em baixo.

Tem tudo a ver com o nosso discurso.

Também estou tentando descobrir o endereço dos professores José Rodrigues Filho e Luciano Batista, autores do trabalho "Voto Eletrônico no Brasil - Risco à Democracia", para poder conhecer e disponibilizá-lo.

Quem puder me ajudar, agradeço.

Amilcar Brunazo Filho
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Pesquisa mostra que urnas Eletrônicas não são seguras

Estudo de dois doutores da UFPB foi apresentado na Conferência Internacional do Voto

Adriana Rodrigues

Pesquisa realizada pelos professores José Rodrigues Filho e Luciano Batista, da Universidade Federal da Paraíba, com a participação da
professora Cynthia Alexander, da Acádia University, no Canadá, conclui
que as urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras podem ser
manipuladas, não garantem a segurança do voto, são caras e
antidemocráticas.

O estudo, intitulado "Voto Eletrônico no Brasil - Risco à Democracia",
foi selecionado, entre 60 trabalhos, como um dos 20 melhores
apresentados na Conferência do Voto da Europa, organizada pela Fundação
Européia de Ciência, pelo Conselho Europeu e pela Universidade de Viena,
realizada no último final de semana, na Austrália.

O trabalho dos professores brasileiros também foi destaque na imprensa
Alemã, devido à abordagem crítica e, até mesmo, sobre o alerta em
relação aos riscos que ele oferece à democracia.

De acordo com professor José Rodrigues Filho, que é doutor em tecnologia
da informação e ex-pesquisador da Universidade de Harvard, o estudo foi
iniciado há três anos, para analisar por que países desenvolvidos, como
os Estados Unidos e Japão, abandonaram o sistema de voto eletrônico e
não aceitam aderir ao mesmo.

"O que podemos constatar, através das pesquisas, é que esses paísesnão
confiam na tecnologia utilizada nas urnas eletrônicas e que a tecnologia
existente não dar condição de ter um voto seguro, que possa ser
fiscalizado pelo eleitor", comentou.

Outro aspecto verificado na pesquisa, em relação à falta de segurança do
 voto eletrônico, segundo o professor José Rodrigues, foi que a urna
eletrônica está sujeita a falhas, decorrente de panes no sistema
elétrico, curtos-circuitos, queda de energias.

Ele garante, além disso, que as urnas eletrônicas podem ser manipuladam
facilmente pelos operadores do sistema e não oferece nenhuma garantia ao
eleitor de que o voto dele foi registrado corretamente. "A urna
eletrônica pode apresentar falha mecânica, eletromagnética e é sensível
a fraudes", afirmou.

Movimento na Europa e EUA

Conforme destacou o professor José Rodrigues, esse aspecto da falta de
segurança, além de ser um dos fatores que põem em risco à democracia,
também leva à alienação, na hora que afasta o eleitor do controledo seu
voto.

"Na urna eletrônica o voto não é controlado pelo eleitor, mas por uma
corporação, por uma empresa que fabrica as urnas eletrônicas. O sistema
democrático defende a ampla participação das pessoas e a partir do
momento que não se tem o controle do voto e formas eficaz de fiscalizar
esse voto, não há democracia", ressaltou.

Com a realização da pesquisa, os dois professores paraibanos passarama
participar de vários comitês europeus e americanos que discutem o voto
eletrônico e observaram que, enquanto a indústria de informática força a
introdução do voto eletrônico, uma parte da academia e outros grupos
organizados na Europa se manifestam contrários à idéia.

Dois golpes contra o sistema

O professor José Rodrigues acredita que o sistema de votação eletrônico
sofreu dois golpes fatais nos últimos 15 dias. O primeiro foi um
relatório do Instituto Brenann, da Faculdade de Direito da Universidade
de Nova York.
Neste relatório, juristas, juízes e experts em informática famosos dos
Estados Unidos fazem uma dura crítica ao voto eletrônico, considerando-o
inseguro. O segundo fato foi uma campanha contra o voto eletrônico
iniciada na Holanda, há algumas semanas, que ganhou manchetes nos
principais jornais daquele país.

"As informações são de que, com esta campanha, as iniciativas do voto
eletrônico sejam barradas naquele país. A Inglaterra, depois de vários
anos de pesquisa, parece ter abandonado a idéia do voto eletrônico. Em
resumo, tudo indica que nas democracias tradicionais o voto eletrônico
não será implementado. Há notícias de que toda a Europa inicie uma
campanha contra o voto eletrônico", revelam os pesquisadores.

Os professores paraibanos também constataram durante a pesquisa que, por
causa da falta de mercado nos países desenvolvidos, a indústria de
informática se dirige para os países em desenvolvimento, como o Brasil,
para vender suas "bugigangas tecnológicas".

Além disso, sustentam que se o voto manual é suscetível a fraudes, a
fraude pode ser maior com o voto eletrônico. "A diferença é que a fraude
do voto manual é identificada e a do voto eletrônico é muito difícil de
ser identificada", afirma.

Os pesquisadores comentam ainda, que a única segurança que se tem do
voto  eletrônico é quando isto é determinado por lei, como aconteceno
Brasil. A Diebold, empresa americana que vende urnas eletrônicas ao
Brasil, é severamente criticada nos Estados Unidos, mas no Brasil ela
não só tem as maiores vendas, como seus produtos são adorados e testados
como seguros pelos órgãos governamentais.

Voto eletrônico tem custo elevado

O estudo dos professores paraibanos também questiona os custos
milionários para a manutenção do sistema de voto eletrônico no Brasil,
enfatizando que as despesas com cada eleição, de mais de R$ 300 milhões,
deveriam ser
investidos em hospitais para tratamento do câncer ou em programas
sociais e de inclusão digital.

"O voto eletrônico ocasiona a divisão digital num país pobre como nosso,
que deveria usar o que gasta para manutenção desse sistema em tecnologia
para informação.

Trata-se de um sistema caríssimo, que só é utilizado dois minutos acada
dois anos, com o objetivo de que o resultado da eleição seja divulgado
em seis horas, quando na realidade, deveria ser divulgado em seis dias,
seis semanas, porque eleição deve ser uma festa democrática", declarou. [«]
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"Se você não pode confiar na maneira como os votos são contados,
pouca coisa mais importa na política"  Marian Beddill

Assine o manifesto pela segurança
e transparência do voto eletrônico em:
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[ ]s
  Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP

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