Pessoal

      Grande notícia. Finalmente a comunidade jurídica está percebendo (ou vai 
logo
perceber) que o voto eletrônico não tem nada da segurança que os
técnicos/informatas do TSE desonestamente venderam para eles. Vejam em     
http://www.conjur.com.br       o artigo  'Sistema de voto eletrônico é
vulnerável, diz estudo', de Claudio Julio Tognolli.

     O artigo está nas mensagens de 16/08/06 (reproduzido abaixo).  É o primeiro
artigo de sítio jurídico que vejo sem o oba-oba mentiroso do TSE, sem a piada
da 'urna 100% segura'...  e sem outras baboseiras variadas.

       Em 13/08 está o artigo: 'Eleições limpas dependem de todos e não só da 
lei',
de Rodrigo Haidar e Adriana Aguiar.  É importante entrarmos em contato com os
autores dos dois artigos para esclarece-los sobre nossas críticas e
complementar suas informações.

       É interessante acompanhar o sítio    www.conjur.com.br   ,  que sempre 
trás
notícias jurídicas importantes.

       Abraço

       Walter

(Leiam artigo do Desemb. Ilton, do RGS, em  http://dellandrea.zip.net  do dia 
14/8/06)

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Insegurança eleitoral
Sistema de voto eletrônico é vulnerável, diz estudo

por Claudio Julio Tognolli

A maior e mais rica democracia do planeta, os Estados Unidos, passou a namorar 
desde
o ano passado a idéia de que uma democracia famosa pelo envolvimento de seus
políticos com corrupção, vulgo Brasil, até que dispunha de um bom e famoso 
sistema
de votação eletrônica. A idéia de boa parcela dos EUA começou a murchar,
recentemente.

“O Brennan Center está divulgando um estudo analisando as vulnerabilidades na
segurança do sistema de votação eletrônica. Segundo o estudo, os três sistemas
existentes no mundo colocam em perigo real a integridade de nações, estados e de
eleições municipais”, diz o consultor Eric Sinrod, colunista do site Find Law.

De acordo com o Brennan Center, algumas dessas vulnerabilidades “podem ser
substancialmente remediadas, caso algumas contramedidas sejam adotadas”. O 
estudo
considera que o sistema de votação eletrônica pode sofrer ataques preocupantes.

Os três sistemas analisados foram: o Direct Recording Electronic (DRE), em que 
as
opções de voto aparecem na tela; o DRE com o sistema adicional Voter Verified 
Paper
Trail (DRE w/VVPT), que além de registrar eletronicamente o voto emite um
comprovante; e o Precinct Count Optical Scan (PCOS), que permite ao eleitor 
marcar
seu voto num papel, a lápis ou caneta, e depois conduzir esse voto para um 
aparelho
de scanner.

Nos três tipos de programa, afirma Eric Sinrod, os ataques ao software não são
difíceis. Além disso, máquinas de votação sem fio, as wireless, são mais 
propensas a
sofrer os ataques. Por isso, só em Nova York e Minnesota há tais máquinas sem 
fio.

O Brennan Center sugere auditagens de rotina, a todo o momento, para verificar 
as
votações. Também deve haver o teste paralelo, que de maneira seletiva teste 
algumas
máquinas, no dia das eleições, em busca de eventuais indícios de um ataque. Além
disso, sustenta o estudo, “mais e mais estados devem banir a votação por 
sistemas
wireless”.

Revista Consultor Jurídico, 16 de agosto de 2006
Sobre o autor

Claudio Julio Tognolli: é repórter especial da revista Consultor Jurídico

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