Mais um da séria: "la garantía soy yo".
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09-09-2006 -
Desembargador diz ser impossível identificar em quem eleitor votou
Carvílio Pires
A conversa está virando rotina. Faltando poucos
dias para as eleições começam a surgir boatos da
possibilidade de se identificar quem votou ou não
em determinado candidato. O boato deste ano já
chegou à Presidência do Tribunal Regional
Eleitoral (TRE-RR). Ontem, o desembargador
Robério Nunes rechaçou a hipótese de ser violado
o sigilo do voto. Destacou que uma das
finalidades da Justiça Eleitoral é zelar pela
vontade do eleitor, e, sobretudo, pela verdade eleitoral.
Peço aos eleitores que fiquem tranqüilos! A urna
eletrônica é um instrumento de recepção de votos
e todos os direitos do eleitor são preservados.
Tanto a contagem, por ser impossível alguém
interferir no equipamento, quanto o sigilo do
voto. O registro eletrônico é do voto e não do
eleitor. Ninguém pode dizer que não há segurança
quanto ao sigilo do voto. Ninguém através da urna
eletrônica tem condições de identificar o voto de
quem quer que seja. A única hipótese é se em
determinada seção comparecesse apenas um
eleitor, declarou o presidente do TRE-RR.
Quanto à possibilidade de algum eleitor ser
identificado por deixar de votar em alguém,
existe, mas, somente no caso de em determinada
seção o candidato não tiver nenhum voto. Conforme
o desembargador as campanhas que visam
desacreditar a confiabilidade dos equipamentos
utilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral em todo o país não são raras.
Lembra que tão logo a urna eletrônica começou a
ser utilizada, floresceram suposições contra a
segurança do voto, a presteza da urna, a
honestidade do propósito de quem elaborou o
projeto de grande significado que nascido no
Brasil ganha corpo no mundo inteiro. Hoje, não
digo que sejam candidatos ou partidos políticos
porque são os maiores interessados no processo
eleitoral, mas entidades que patrocinam campanhas
que deseducam o eleitor, como esta da quebra do
sigilo do voto na urna eletrônica, além daquelas que propagam o voto nulo.
A urna eletrônica vem sendo usada há doze anos e
até hoje não existe comprovação de fraude através
desse sistema de votação. O presidente do TRE vai
mais longe e afirma que nos cinco últimos pleitos
não houve sequer acusação. O país se conformou
com os resultados, ninguém atribuiu à urna
qualquer derrota ou vitória de quem quer que fosse.
A urna tem sido um dos instrumentos maiores da
credibilidade do Poder Judiciário Eleitoral. Em
recente pesquisa este poder obteve o maior índice
de credibilidade junto à sociedade. Exatamente
porque tem sabido traduzir a vontade do
eleitorado. Isto é, levar ao povo o resultado
consagrado nas urnas. E a urna eletrônica é um
dos instrumentos mais eficazes para essa
credibilidade, afirmou Robério Nunes. Roraima
foi o primeiro Estado da Federação a ter eleições
totalmente informatizadas. (C.P)
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O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu
autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao
representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E
O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas
eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas.
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