Olá,
Como dito, saiu uma matéria sobre urnas
eletrônicas hoje na Campina FM, de Campina Grande (PB).
Deixei o áudio disponível no seguinte endereço:
http://www.jus.com.br/audio/campinafm-votoseguro.wav
(2,3 MB; 10 minutos; formato WAV: abre no Windows
Media Player, não sei pq não abriu no WinAmp)
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Resumo do que foi dito na matéria:
Chamada:
Juiz eleitoral diz que o sistema deve ser seguro,
mas admite possibilidade de fraudes.
A comissão de auditoria foi instalada e fará
procedimento de votação paralela no dia da eleição.
Juiz eleitoral José Ferreira Ramos:
O sorteio será aleatório, pode pegar qualquer urna. O fraudador corre o risco.
Se houver fraude, atingirá duas ou três urnas
eleitorais, que não mudarão o resultado da eleição.
A votação paralela não deixa dúvida: é como se
fosse uma votação normal, mas cristalina, com acesso da imprensa.
Minha função é dizer que a urna é segura. Tenho
que me convencer de que a urna é segura, para passar às pessoas essa segurança.
Advogado Alberto Rollo:
100% de segurança é impossível de garantir, mas
não é possível levantar possibilidade de fraude sem objetividade.
O sistema é melhor que do que como era antes
(apuração demorada e errada), mas deve ser sempre atualizado.
Uma forma de aperfeiçoar é o título de eleitor com foto.
Já vieram engenheiros tentar demonstrar que a
urna pode se fraudada, mas nunca foi provado.
Advogado Paulo Gustavo Sampaio:
Urna tem vantagens da rapidez e eliminar fraudes
do papel, mas cria novas fraudes e tornou resultado inquestionável.
Fraudadores se aperfeiçoaram tecnologicamente. Importância do dinheiro x voto.
As pessoas ficam desatentas à fiscalização.
Fraudes antes: programas devem ser fiscalizados e
todas as urnas devem ter os mesmos programas.
Na prática: fiscalização antes da conclusão, por
pouco tempo, para muitos programas e programas nunca apresentados.
Fraudes durante: fiscais devem evitar que mesários votem no lugar de eleitores.
Fraudes depois: fiscais devem exigir boletim de
urna na hora da impressão e em cada seção.
Locutores:
Mencionaram o endereço www.votoseguro.org e repetiram.
Mesmo com desconfianças, a Justiça Eleitoral
assegura que o procedimento é confiável, porque é
filmado e conta com participação do TRE, do
Ministério Público, dos partidos e da imprensa.
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Minha participação foi a maior de todas, mas
ainda assim foi cortado os trechos em que falei
da Microbase e da carga das urnas.
Não houve tempo para falar sobre a votação
paralela, que seria o próximo item de meu
roteiro, e foi justamente o foco de toda a defesa
da Justiça Eleitoral (note que essa providência
nossa foi tornada inócua pelo TSE e só serviu pra armar o inimigo).
Realmente haveria muito mais para falar, mas deu
pra colocar a pulga da desconfiança - inclusive nos próprios radialistas.
Note como o próprio juiz já demonstra mais
insegurança sobre o que está falando do que o advogado Rollo.
Abraço,
PAULO GUSTAVO SAMPAIO ANDRADE
E-mail: [EMAIL PROTECTED]
Jus Navigandi: http://jus.uol.com.br
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