Paulo, Infelizmente, a verdade é uma só: cedo ou tarde todos, invariavelmente, dançam conforme a música do Planalto Central. Aqui de nada adianta ser bem-intencionado e, como disse recentemente um amigo jornalista de BSB: "Longe de ser uma novidade barata, que se encontra na esquina mais próxima, a corrupção advinda do crime é ascendente, piramidal e capilar. Ou seja, todos instalados no poder, sem distinção alguma, se beneficiam direta ou indiretamente do produto do crime."
Beth Em 19/09/06, Paulo Gustavo Sampaio Andrade <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
FRASES ------------------- "Temos que agir com calma, sem açodamento. Paga-se um preço por viver numa democracia: é o respeito às regras" (ministro Marco Aurélio Mello, Jornal Nacional, 18/09/2006) A frase poderia até se referir aos cuidados que deveriam ser tomados na apuração e totalização dos votos, para resguardar a vontade do eleitor acima de qualquer alegação de celeridade na divulgação dos resultados. Mas ele estava se referindo ao andamento das investigações sobre o caso dos vídeos dos sanguessugas. -------------------- "Quem procede dessa forma, procede de forma dissimulada e fica muito difícil descobrir a origem" (ministro Marco Aurélio Mello, Jornal Nacional, 18/09/2006) A frase poderia até se referir aos possíveis fraudadores da urna eletrônica e aos cuidados necessários para prevenir a fraude e assegurar que seus rastros possam ser detectados em caso de eventual burla. Mas ele estava se referindo ao grampo telefônico dos ministros do TSE. -------------------- Como é ano eleitoral e tenho falado muito de Marco Aurélio Mello na lista, quero fazer um complemento aos que me lêem. Pessoalmente, admiro as decisões corajosas do ministro Marco Aurélio Mello desde o tempo em que era conhecido como "Sr. Voto Vencido" e abominado pela Veja (hoje, ele virou voto condutor das grandes decisões do STF e do TSE e queridinho da imprensa). Apesar de algumas incoerências recentes (como as inexplicáveis mudanças de posição nos casos da verticalização e dos votos nulos), acredito que, no geral, Mello continua sendo um catalisador de inovações nos tribunais superiores. Contudo, ele vem cometendo os mesmos erros que seus antecessores ao perpetuar o dogma da "urna eletrônica 100% segura"
