Interessante como uma conjunção já adianta toda a matéria:
o subtítulo não diz que "Procedimento vai atestar SE a urna
eletrônica é realmente segura",
mas "Procedimento vai atestar QUE a urna eletrônica é realmente
segura".
Ué, se de antemão já sabemos que é segura, pra que esse atestado
então?
PS: pra quem não conseguir diferenciar a primeira matéria abaixo da que
vem logo em seguida:
a primeira é reprodução de release, e a segunda é matéria assinada de
juiz eleitoral. Mas qual a diferença?
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Votação Paralela verifica a segurança da urna eletrônica
Procedimento vai atestar que a urna eletrônica é realmente
segura
(
http://www.jornaltribuna.com.br/geral.php?id_materia=17312)
A segurança da urna eletrônica será verificada em Santa Catarina e em
todo o Brasil no dia 1º de outubro. Além do processo eleitoral normal, o
Tribunal Regional Eleitoral realiza o processo de auditoria chamado de
Votação Paralela. Segundo o juiz de Direito responsável pelo
procedimento em Santa Catarina, José Inácio Schaefer, a intenção deste
processo é atestar que a urna eletrônica é realmente segura e que o
eleitor pode ficar tranqüilo em relação ao seu voto. O mote das eleições
de 2006 é a fiscalização. Por isto a importância da votação paralela, que
mais uma vez será procedida por todos os TREs, visando a auditoria de
verificação do funcionamento das urnas, conforme disciplinado no Capítulo
V, da Resolução N. 22.154/2006 do TSE, explica. Com este procedimento, a
Justiça Eleitoral quer atestar que os eventuais erros não são do sistema
e nem do equipamento, mas sim falhas humanas, ou seja, o próprio eleitor
que pode se confundir na hora da votação.
O processo - A primeira reunião envolvendo os partidos neste processo
aconteceu nesta sexta-feira, na sede do TRE/SC. Neste dia é dada a
largada para a auditoria. Durante a reunião serão distribuídas aos
partidos as cédulas eleitorais de papel que devem ser preenchidas com
votos fictícios aos candidatos. Segundo Schaefer, a participação dos
partidos é imprescindível para que o processo tenha legitimidade. O
procedimento prevê atividades que podem ser acompanhados pelos fiscais de
partidos políticos e entidades representativas da sociedade convidadas,
aguardando-se que, como em eventos anteriores, estas compareçam e
acompanhem-nas, nos atos preparatórios e no dia da votação, para
respaldar os trabalhos da comissão, esclarece.
Neste sábado, na sede do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina,
na Capital, vai acontecer o sorteio de duas seções eleitorais, uma da
Capital e uma do interior do Estado. O sorteio será realizado em
audiência pública com a presença de representantes dos partidos, imprensa
e público em geral e acontece na sala de sessões do TRE às 9 horas. Logo
após o sorteio, ainda na mesma audiência, os participantes dos partidos
entregarão as cédulas eleitorais recebidas na reunião de sexta-feira
preenchidas com votos. Alunos de escolas convidados pelo TRE/SC também
participam da ação. Essas cédulas serão depositadas em urnas de lona que
são lacradas e enviadas ao local da auditoria. A Justiça Eleitoral de
todo o Estado ficará de plantão no sábado para providenciar o envio das
urnas eletrônicas correspondentes às seções eleitorais sorteadas para o
TRE/SC na Capital e a substituição dessas por urnas reservas.
A votação acontece no domingo, 1º de outubro, paralelamente ao pleito,
das 8h às 17 horas, na sede do Tribunal de Contas da União (TCU). Este
processo acompanha todas as características do processo eleitoral oficial
para garantir a fidelidade do sistema. Na sala onde vai acontecer a
votação só entram pessoas previamente designadas para participar do
processo. Serão fiscais de instituições como UFSC Universidade Federal
de SC, OAB Ordem dos Advogados do Brasil, AMC Associação dos
Magistrados Catarinenses e de partidos políticos, além de servidores do
TRE/SC.
A partir das 8 horas da manhã de domingo os servidores do TRE/SC iniciam
o processo. A cédula que já estava dentro da urna de lona é retirada. O
conteúdo que está na cédula é repassado para o Sistema de Apoio a Votação
Paralela (SAVP), que está num microcomputador no mesmo ambiente da
votação, e é impresso um espelho com esses dados. A informação deste
espelho, que contém o voto da cédula de papel, é digitado na urna
eletrônica, e ao mesmo tempo a pessoa que está digitando fala no
microfone o voto que também é gravado por uma câmera de vídeo. Este
procedimento é repetido por todo o horário da votação como o procedimento
das seções eleitorais.
Para habilitar o processo são usados os números de títulos eleitorais
reais, ou seja, os números dos títulos das pessoas que votam na seção de
onde a urna foi retirada. A urna não aceita números fictícios, por isso
são utilizados os números reais. Esses números não são divulgados e nem
nomes dos eleitores. Tudo é feito em total segurança. Todo o procedimento
será gravado por três câmeras de vídeo, cujas imagens poderão ser usadas
para atestar qualquer erro de digitação, que possa provocar diferença
entre o total da urna eletrônica e das cédulas eleitorais. Caso exista
alguma diferença no total de votos são conferidas as filmagens e
gravações para atestar que houve erro na digitação. Às 17h de domingo
serão totalizados os votos das urnas eletrônicas e conferidos com os
dados registrados no sistema de auditoria. Os votos das urnas eletrônicas
devem coincidir com os votos das cédulas de papel. A votação paralela
acontece em todos os estados do Brasil, por determinação do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE).
A comissão responsável pela Votação Paralela é formada também pelo
procurador da República Cláudio Dutra Fontella, representante do
Ministério Público Eleitoral, e os servidores do TRE/SC, Carlos Rogério
Camargo, Josué de Souza Boppré, Gilvan de Souza Lobato e Maximiniano
Simões Sobral.
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Fiscalização das Eleições 2006
(
http://www.jornaltribuna.com.br/opiniao.php?id_materia=17307)
Há quase dez anos, nas eleições municipais de 1996, a Justiça Eleitoral
brasileira iniciou uma verdadeira revolução do processo eleitoral com a
implantação da urna eletrônica. Quatro anos depois, nas eleições
municipais de 2000, todo o eleitorado brasileiro deixava de utilizar a
cédula em papel para manifestar sua vontade. Trata-se, reconhecidamente,
de um dos mais bem sucedidos projetos de informatização pública do mundo,
uma vez que mais de 125 milhões de pessoas, mesmo aqueles que moram nas
mais distantes vilas na selva amazônica, votam hoje na urna
eletrônica.
A votação informatizada transformou as eleições brasileiras, extinguindo
de vez todas as fragilidades do processo eleitoral, dando celeridade à
divulgação dos eleitos, sem prejuízo da segurança requerida para essa
complexa atividade. Nesse aspecto, a Justiça Eleitoral se preocupou em
criar oportunidades, em particular para os partidos políticos, para o
acompanhamento e a fiscalização dos processos eleitorais, de modo a
extinguir qualquer dúvida que eventualmente possa existir. É nesse
contexto, de demonstrar a segurança do processo eleitoral, que a Justiça
Eleitoral criou a votação paralela. Em todos os estados, os tribunais
eleitorais promovem sorteios para a seleção de urnas, que são recolhidas
para receber votos como se na eleição estivessem. Às 17h, no dia da
eleição, é encerrada a votação para confirmar que todos os votos lançados
estão corretamente espelhados no boletim de urna. Assim, são analisados
os aspectos comportamentais do sistema, mimetizando o ambiente de uso da
seção eleitoral, sem a utilização de qualquer outro sistema ou programa
de ativação. Como se viu, trata-se de auditoria de fácil compreensão, que
demonstra de forma inequívoca que a urna eletrônica reproduz exatamente o
que se espera dela.
Mas é importante que os partidos políticos, como co-atores do processo
eleitoral, participem ativamente dessas auditagens, ratificando a lisura
dos atos praticados pela Justiça Eleitoral. Sabe-se que a sociedade
brasileira confia que a lista de eleitos proclamada pela Justiça
Eleitoral corresponde à vontade soberana dos eleitores, mas, apesar
disso, ela continua empenhada em demonstrar a transparência dos seus
atos.
* José Inácio Schaefer, juiz de Direito e presidente da Comissão de
Auditoria (Votação Paralela) Eleições/2006, TRE/SC.
[VotoEletronico] Votação Paralela verifica a segurança da urna eletrônica
Paulo Gustavo Sampaio Andrade Sat, 23 Sep 2006 13:23:50 -0700
