Aí estão várias lendas do Santo Byte:
- as urnas eletrônicas são seguras por si mesmas;
- fiscalização só atrapalha;
- a agilidade é mais importante que a precisão.
Mas o melhor mesmo é o paradoxo da conclusão: quem critica as urnas é porque não sabe como elas funcionam.
Ah, tá bom. E quem nem comparece pra fiscalizar, é porque já sabe perfeitamente como funcionam, não é verdade?
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19/09/2006 - 15h36m
PARTIDOS MOSTRAM CONFIANÇA NAS URNAS, DIZ PRESIDENTE DO TRE-RJ
http://g1.globo.com/Noticias/Eleicoes/0,,AA1278507-6302,00.htmlO presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, desembargador Roberto Wider, esteve na manhã desta terça-feira (19) no pólo de inseminação das urnas do bairro da Saúde, para oficializar o início da preparação das urnas eletrônicas que vão ser usadas nas próximas eleições.
>> Os partidos políticos, apesar de convocados, não enviaram representantes para fiscalizar o início da inseminação.
>> Segundo Wider, isso é a prova maior de que as urnas eleitorais já alcançaram a confiança de quem compreende como o processo é feito.
>> Só mesmo quem não sabe como as urnas funcionam desconfia do sistema, disse o presidente do TRE, que estava acompanhado do juiz Arthur Narciso, responsável pelos 26 pólos de inseminação no estado.
Wider destacou que, graças à fiscalização exercida pelos juízes eleitorais, pelo Ministério Público e pelos partidos, pode-se dizer que o índice de segurança do processo é de 100%.
Narciso, por sua vez, destacou que, até o dia 25, as 28.892 urnas do Rio de Janeiro estarão com lacres e disquetes colocados e prontas para serem levadas aos locais de votação. O juiz explicou que os fiscais dos partidos podem se manifestar sempre que tiverem qualquer dúvida quanto ao preparo das urnas e que de imediato será determinada uma auditoria.
Antes de oficializar o início da inseminação das urnas, o presidente do TRE recebeu, na sede do Tribunal, os representantes dos partidos, para pedir colaboração para evitar a boca-de-urna. Segundo Wider, a boca-de-urna é um crime que não pode ser tolerado. Ele explicou que não está em oposição aos partidos, mas em busca da colaboração de todos.
Essa é a primeira eleição que presido e o Rio de Janeiro deve dar uma demonstração ao Brasil de que é possível fazer uma eleição e uma campanha política dentro da ética, da moralidade e do respeito às leis. Vamos fazer isso com a ajuda de vocês e espero não precisar tomar providências para evitar que os eleitores sejam importunados na hora de votar, disse.
Na reunião com os partidos, Wider também atendeu pedidos dos representantes dos candidatos, principalmente quanto à obtenção de resultados parciais da votação. Na semana passada, o presidente do TRE havia reunido, no auditório da ABI, os 248 juízes eleitorais do estado para pedir rigor contra a boca-de-urna.
