A matéria abaixo mostra o esforço que algumas organizações, como a ONU e a Microsoft, estão fazendo para implantar o voto online em países do terceiro mundo. O que estará por trás disso?

Chadel


O Bahrein desiste do voto pela Internet depois de escândalo


Depois das suspeitas do Bandargate (escândalo do Relatório Bandar), o governo de Bahrein decidiu abandonar o voto online para as eleições de 25 de novembro.


Só os residentes no exterior - até o limite de 1% dos eleitores - poderçao votar pela Internet. Trata-se de um recua considerável. No início do ano, um fórum no qual participava a ONU havia definido a via para o voto online nesse reino do Golfo Pérsico.


O Dr. Al Bandar, um cidadão britânico expulso de Bahrein em 13 de setembro, entregou às autoridades, às embaixadas da Grã-Bretanha, dos Estados Unidos e da Alemanha, assim como a diversas organizações deste país, um relatório denunciando uma vasta conspiração para fraudar as próximas eleições.


Segundo o que se diz, um grupo de indivíduos entre os conspiradores estava encarregado do aspecto eletrônico da operação. Não se sabe entretanto que ações o grupo estava preparando.


O organismo encarregado de orgaizar as eleições online, a Central Informatics Organisation, foi colocada sob tutela.


Os conspiradores poderão desistir do voto online. A ironia do destino quis que a decisão de suspendê-lo, pelo menos até 2010, foi tomada para que o voto seja mais democrático ("a move intended to make the electoral process in the Kingdom stronger and transparent").


Foi depois de um encontro com quatro organizações civis que o ministro encarregado da Central Informatics Organisation, Cheikh Ahmed bin Attiyatallah Al Khalifa, anunciou a decisão de seu governo.


Oito outras organizações recusaram de participar da reunião. Estas últimas continuam totalmente contrárias ao voto online. Elas exigem também que uma pesquisa independente desvende as alegações presumidas do Relatório Bandar.


Um dos participantes da reunião, o Dr. Jassim Al Ajmi (Bahrain Transparency Society), declarou por outro lado que os custos do voto online ultrapassavam os benefícios da operação.


Segundo o que descobrimos ao nos aprofundar nesta história, a ONU e a Microsoft estão estreitamente implicadas na implantação do voto online no Bahrein. A ONU queria inclusive usar essa experiência para implementar o voto online em outros países.


O Bahrein assinou um tratado de cooperação com o programa das Nações Unidas para o desenvolvimento dos países árabes, e com a Microsoft nos aspectos técnicos do voto online. A fraca reputação da Microsoft no que diz respeito à segurança online não tem nada de tranquilizador.

O diretor da Central Informatics Organisation, Mohammed Al Qaed, revelou em julho último que cinco países árabes estavam prestes a adotar o voto online. Nós apostamos que seu entusiasmo deve ter esfriado.


http://www.agoravox.fr/article.php3?id_article=14016 


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Grande abraço,


Roger Chadel


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Extraido de minha coleção de taglines:

Na praia é que a gente nota que esse negócio de vacina pega mesmo.


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