Máquinas de votar: “O procedimento não é transparente”

http://www.lemans.maville.com/actu/Detail.asp?idDOC=336096&idCLA=24 


A cidade de Le Mans decidiu comprar 96 máquinas de votar e equipar

com elas todas suas seções eleitorais para as próximas eleições. Este

comunicado fez reagir Chantal Enguehard, pesquisadora da Universidade 

de Nantes.


“Sou cidadã e, como cidadã, constato que o procedimento do voto com

urna, cédulas e envelopes é transparente porque qualquer cidadão pode

controlar todo o desenrolar. Ele tem esse direito e possui todas as

capacidades intelectuais para fazê-lo: não é muito difícil constatar

que a urna está vazia, não é difícil abrir os envelopes e contar os

votos.


Constato que o procedimento do voto com máquinas de votar não é

transparente. Como verificar se a urna está vazia? Como verificar se

as somas estão certas? É preciso confiar na máquina! Será prudente

numa área onde a fraude sempre foi aventada?


Sou também universitária, pesquisadora de informática e trabalho com

computadores de votação, no caso com os modelos autorizados na

França. Como qualquer computador, estas máquinas são suscetíveis de

cometer erros, mas é impossível percebê-los. Imaginemos que uma

máquina inverta os resultados de dois candidatos, nunca se saberá

porque não existe meio de verificar os números independentemente: não

existem cédulas para recontar.


Sabe-se que a Irlanda comprou 7.500 unidades de uma das máquinas de

votar autorizadas na França. Depois dos protestos da população, uma

comissão independente examinou essas máquinas durante vários meses e

concluiu que não podia aconselhar seu uso. Resultado, a Irlanda

mantém em seus depósitos 7.500 computadores de voto que não usará

nunca.


Na França, não houve nenhum debate sobre esta mudança importante do

procedimento do voto, nenhum trabalho de nenhuma comissão

independente. As máquinas são homologadas por um procedimento

totalmente insatisfatório. Seria necessário, no mínimo, que os

computadores imprimissem, para cada voto, um comprovante em papel que

o eleitor pode verificar (fiz a escolha certa?) e que seja recolhido

numa urna. Durante a apuração pode-se recontar o que está na urna,

pode-se verificar.


Depois dos erros das últimas eleições presidenciais americanas, 26

estados americanos modificaram recentemente sua legislação para

obrigar este conceito de “comprovante verificável pelo eleitor”.

Teremos em alguns meses eleições importantes. Seria catastrófico que o

uso de uma ferramenta tecnológica mal dominada nos levasse a uma crise

política que realmente não precisamos.”


(tradução: Roger Chadel)


-- 

Grande abraço,


Roger Chadel


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