Pessoal das listas

     Como já noticiado pelo ativo Hudson Lacerda, foi publicado no Observatório 
de
Imprensa, em 6/10/2006, o artigo: Imprensa ignora polêmica sobre confiabilidade
do voto eletrônico, por Carlos Castilho. Veja o artigo e os comentários em:

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/blogs.asp?id_blog=2

      O diálogo entre um Sr. Bandarra e o Hudson, com intervenções do Amilcar e 
do
amigo informata Evandro Oliveira, de Belo Horizonte, esquentou. Acho que foi
um bom treino, pois o Sr Bandarra 'responde' aos argumentos de modo inusitado,
como em diálogos de surdos. Intervi duas vezes e hoje enviei o seguinte
comentário, fechando a conversa (em seguida dois anteriores, do Bandarra e
meu):

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Walter  Del Picchia, Eng.Eletrônico/Prof.Universitário (S.Paulo/SP) - 12/10/2006

Matei a charada!! O Bandarra é um programa de computador, desenvolvido pelo 
pessoal
de Inteligência Artificial. É o Teste de Touring em andamento, no qual somos
desafiados a descobrir se o interlocutor é uma máquina ou um ser humano. 
Parabéns
aos colegas, que quase conseguiram me enganar. Mais um pouco e eles teriam 
sucesso.
Apresentariam esses diálogos em algum Congresso Internacional e ficariam 
famosos,
talvez candidatos a um Nobel... Como descobri? Fácil. Um ser humano contradita
argumentos e analisa os fatos apresentados. Mas o Programa BDR responde com 
chavões
pré-programados, com filosofia rudimentar também pré-programada, com afirmações
falsas e/ou fora de contexto, com lamúrias sobre ofensas não cometidas. Tudo 
típico
de um programa de Inteligência Artificial, os quais, mesmo quando bem 
elaborados (e
esse o é), não tem a sutileza do raciocínio humano. E a dica foi-me dada pela 
última
mensagem do Programa BDR, pois não bebo, não procuro emprego, já sou conhecido 
até
mais do que desejaria, já tenho muitos amigos e relativo sucesso. Assim, chega 
de
papo, pois tenho mais o que fazer; o Programa BDR que fique falando sozinho, 
destino
desses programas quando descobertos. Aos colegas que elaboraram o teste, meus
cumprimentos e desculpas por ter estragado sua diversão. W.Del Picchia - Prof.
Titular da Esc. Politécn. da Univ. de S.Paulo.
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Paulo  Bandarra, Médico (Porto Alegre/RS) - 11/10/2006

Caro professor Walter Del Picchia. Saiu uma pesquisa na imprensa mostrando que 
quem
bebe ganha a mais de quem fica em casa. Não pela bebida, mas porque se 
relaciona com
companheiros, chefes, outros empresários e contratadores. Ou seja, ficam 
conhecidas
as suas habilidades por outras pessoas. Então é importante a nossa postura em
público quando desejamos vender o nosso peixe. Uma apresentação desrespeitosa 
pode
acabar com uma chance de emprego ou uma adesão as nossas idéias. Pense nisto! 
Outra
observação, por que os candidatos das majoritárias não estão preocupados com 
isto?
Só os candidatos anões?
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Walter  Del Picchia, Eng.Eletrônico/Prof.Universitário (S.Paulo/SP) - 11/10/2006

Acho perda de tempo e energia essa conversa com quem só quer tumultuar. Como
responder a algo sem nexo dito com convicção? É tanta a falta de senso, que 
penso
que o Sr. Bandarra é um especialista em guerra psicológica, tentando deixá-los
nervosos, testando suas defesas. Deixo aqui duas observações, em consideração 
aos
leitores desse espaço (e não ao nosso amigo, que já demonstrou não estar 
interessado
em argumentos): 1. O Fórum do voto-e não ´critica o voto eletrônico´, MAS O 
DEFENDE,
desde que com possibilidade de auditoria; em segurança de dados o argumento ´a
confiança sou eu´ só é aceito por tolos ou mal intencionados (sem alusão a 
qualquer
debatedor). 2. A direção anterior do TSE sempre fugiu de debates e das propostas
para teste do sistema, não por sermos ´incivilizados´, mas POR MEDO MESMO de
provarmos a insegurança de um sistema tão importante para nossas vidas. Além 
de, por
programação, votos poderem ser desviados, é um absurdo, sob todos os aspectos, o
número de nosso título ser digitado na urna logo antes de votarmos, 
possibilitando
descobrirem em quem votamos. Em S.Paulo, dezenas de candidatos, que não nos 
ouviram,
descobriram a insegurança do sistema do modo mais doloroso: tendo nenhum ou
pouquíssemos votos em urnas nas quais esperavam centenas. E reclamar para quem? 
Como
verificar se houve falha ou fraude? Nessa urna, IMPOSSÍVEL! Abraço ao Evandro. 
W.Del
Picchia
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      Abaixo coloco alguns comentários anteriores, para entendimento, de trás 
para a
frente. O número de comentários é grande; por isso só coloquei alguns finais,
tendo que suprimir brilhantes e exaustivas argumentações do Hudson,
infelizmente não consideradas pelo Sr. Bandarra (quem quiser poderá ler no
link acima - é uma instrutiva diversão).

     Abraço

     Walter Del Picchia - S.Paulo/SP


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Alguns comentários:
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Paulo  Bandarra, Médico (Porto Alegre/RS)
Enviado em 10/10/2006 às 8:10:49 AM
Acho que a falta de educação explicita demostrada pelo movimento de crítica ao 
voto
eletrônico não o qualifica a nada. Nem mesmo para debates. Primeiro deveriam 
fazer
um curso de realções sociais para argumentarem como pessoas civilizadas do 
século
XXI. Que julguem os leitores deste espaço!
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Amilcar  Brunazo Filho, Fiscal de Partido no TSE (Santos/SP)
Enviado em 10/10/2006 às 4:44:54 AM
Surpeendente a defesa explícita do obscurantismo eleitoral do Dr. Fanfarra. 
Segundo
ele, o órgão administrador eleitoral não deve apresentar o sistema de contagem 
dos
votos para qualquer um, só para especialistas do governo! Dr. Fanfarra, você 
tem o
direito e pode por SEU dinheiro no cofrinho que for de SEU gosto, mas você não o
mínimo direito de me dizer, sugerir sequer, a quem eu devo confiar o MEU voto. 
Para
aprender um pouco de direito eleitoral e começar a entender quem é o soberano 
deste
processo, leia o artigo do Procurador Celso Três em:
http://www.votoseguro.org/textos/tres2.htm .
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EVANDRO  Oliveira, Auditor de TI (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 10/10/2006 às 12:08:52 AM
Prof. Walter, Me desculpe, mas o Sr está sendo Muito educado com quem não 
merece e
em espaço que não é necessário. O articulista aborda claramente e corretamente o
pouco caso da mídia NACIONAL sobre o assunto e nos EUA as coisas começam a 
aflorar.
Veja que o Prof. estadunidense aparece como "pai da idéia" da vulnerabilidades 
das
máquinas de votar quando já debatemos isso aqui, sem retorno da mídia, desde 
1996.
Esse comentaristas do RS deve ter sido instruído por alguém para escrever o que
escreveu. Isso não é sinal de inteligência. Aliás, cometeu erros e equívocos que
fariam corar qualquer um que defende o atual processo obscurantista, bem
característico daqueles que fazem as coisas as escondidas e se esceondem atrás 
de
preceitos arcaicos, obscuros e medievais.

Sr. Bandarra, Estou perplexo com a sua ignorância e arrogância ao falar que os
outros não conhecem do assunto. Vou repetir o desafio que fiz ao Secretário de
Informática do TRE-RS e não fui respondido. Entreguem as urnas para testes de
resistência e penetração com roteiros idênticos aos do processo eleitoral e
mostramos o que pode ser feito. Se não aceitam, cale-se e deixem quem conhece do
assunto falar. Se não aceitarem ao menos expliquem porquê. Talvez a INCAPACIDADE
técnica de quem fez o projeto do Sistema Eleitoral Brasileiro (e não somente da
máquina de votar) seja um dos motivos. Uma ultima SUGESTÃO: Vá cuidar da sua 
área de
conhecimento que nela vc deve ser mais proficiente.
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Paulo  Bandarra, Médico (Porto Alegre/RS)
Enviado em 9/10/2006 às 10:21:07 PM
Acho que o TSE está correto ao não abrir as portas para qualquer pessoa (ou 
grupo)
que queiram examinar as suas entranhas. Não creio que nenhum banco deixaria 
isto,
abrir as suas defesas para serem examinadas por pessoas de fora e militantes de
partido. Assim como vocês sabem informática, não seria de supor que eles não 
sabem.
Se houvesse necessidade de uma avaliação ou auditoria deve a mesma ser 
realizada por
pessoas, imparciais, idôneas e oficiais. Existem muitas autoridades públicas que
podem fazer isto sem paixões prejudiciais.
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Paulo  Bandarra, Médico (Porto Alegre/RS)
Enviado em 9/10/2006 às 8:13:07 PM
Caros amigos, este espaço se refere à cobertura da mídia e não de técnicos de
informática. Assim, qualquer pessoa, para vosso desagrado, pode dele 
participar. Se
não fosse possível isto, o OI teria colocado senha para que só os adeptos do 
vosso
movimento adentrassem no espaço de comentários. Agradeço, caro Walter Del 
Picchia, o
modo inusitado com que tenta conversar, pois parece que os outros militantes 
não se
aprimoraram em debates de idéias e de comportamento civilizado. Por isto que 
estou
lhe respondendo. Não existe proibição para que o senhor fale de operação 
cardíaca.
Este é um país livre onde existe a liberdade de expressão e de idéias, principal
foco de defesa deste fórum de crítica. Quanto a COMANDAR uma cirurgia, é claro 
que
não poderia, porque entre falar e dirigir é uma longa distância. Em nenhum 
momento
da tentativa de dialogo com os militantes eu pretendi DIRIGIR nada. Até mesmo 
fica
inadequada as suas pretenções quando desejam que a mídia abrace esta teoria da
conspiração, desde que apenas repitam os seus argumentos sem desviar uma 
vírgula.
Afinal nenhum deles é técnico de informática. Não devem portanto opinar. Talvez 
isto
que os engenheiros de informática do TSE pensem. Que vocês não devem opinar do 
que
não conhecem.
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Walter  Del Picchia, Eng.Eletrônico/Prof.Universitário (S.Paulo/SP)
Enviado em 9/10/2006 às 3:05:48 PM
Sr. Bandarra. Não vou polemizar com uma pessoa inteligente como o senhor, pois 
não o
considero um caso perdido, mas mal informado. Sou eng.eletrônico, 40 anos em
informática e temos colegas que atuam em informát. e em segurança de dados há 50
anos; estudamos o sist. eleitoral eletrônico há 10 anos e afirmamos que ele é
suscetível a vários ataques internos. Asseguro-lhe que esses procedimentos que o
senhor cita NÃO são feitos como o TSE afirma e/ou são inócuos (ex.:a zerézima e 
o
teste paralelo são muito fáceis de burlar). Eu poderia protestar pelo fato de 
não me
ser permitido dirigir uma operação cardíaca, enquanto o senhor pode falar 
livremente
sobre algo que não estudou; mas não, prefiro-o como aliado nessa luta por 
eleições
honestas! Tenho um precedente a nosso favor: o Desemb. Dellandrea, aí de Porto
Alegre, foi juíz eleitoral. Enquanto não sabia o que desejávamos, resistiu a 
meus
argumentos; quando entendeu, deu duas entrevistas em rádios e publicou dois 
artigos
na internet e no Jornal O SUL de P.Alegre, dia 01/10 (está tb. no site da 
Assoc. dos
Juízes do RS - http://www.ajuris.org.br Todos corroborando nossas críticas. 
Leia-os,
por favor em http://dellandrea.zip.net nos dias 14, 9/08 e 13/09. Peço também 
que
leia nosso Manifesto, apoiado por ilustres juristas, em
www.votoseguro.com/alertaprofessores Abraço. W.Del Picchia-Prof.Titular-Escola
Politécnica/Univ.de S.Paulo.
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