Estimado Colega Luiz Cordioli,
Sou pela mediação, nem tudo ao mar e nem tudo à terra.
Não podemos nos deixar conduzir pelas artimanhas dos políticos que se
especializaram em iludir os eleitores, mas, também não podemos perder a
oportunidade de conduzir a questão pelo melhor viés para a solução dos
problemas que, há tanto, fazemos levantar.
Por este motivo levantei a possibilidade da Dra. Maria Aparecida Cortiz
conduzir este viés para as questões jurídicas inquestionáveis, de forma a
deixar a CCJ encurralada em uma posição sem saída, ou seja, terá de garantir
que a Soberania Popular seja garantida com a total fiscalização feita pelos
partidos, do que, não poderá fugir sem ameaçar a referida Soberania Popular
que é o escopo do Art. 14o da CF-88.
Portanto, considero um verdadeiro tento de nossos Fóruns e da persistência
de nosso Colega Amilcar Brunazo Filho, seja levando o assunto à discussão em
nossos Fóruns, seja representando os Partidos Políticos perante o TSE.
E tenho a mais absoluta certeza que a Dra Maria Aparecida Cortiz saberá
conduzir a CCJ à esta "saia justa", da qual, não terá como se safar sem
comprometer a imagem da própria CCJ e da Câmara dos Deputados.
Embora saiba que os "interessados" não terão o menor pudor em descambar os
trabalhos para um resultado iníquo e até profano, cumpre-nos preservar os
nossos flancos, sem abrir a guarda e semeando as armadilhas que nos
conduzirão à vitória.
POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA, subscrevo-me
Atenciosamente,
Leamartine Pinheiro de Souza
21 2558-9814 - [EMAIL PROTECTED]
Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310
Flamengo, Rio de Janeiro, RJ
22231-140
-----Mensagem original-----
De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em
nome de Luiz Cordioli
Enviada em: quarta-feira, 11 de abril de 2007 12:04
Para: [EMAIL PROTECTED]; [EMAIL PROTECTED]
Assunto: Res: [Voto Seguro] Aprovada Sub-comissão da Urna Eletrônica
Prezados,
"Segundo Quintella, o objetivo da discussão não é formular qualquer tipo de
juízo de valor, mas sim dirimir quaisquer dúvidas sobre o caso e promover um
amplo debate sobre a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. "A
idéia é discutir amplamente a questão e verificar as possibilidades de
aperfeiçoar o sistema eletrônico de votação no Brasil, consolidando ainda
mais o processo informatizado
e a democracia brasileira", afirmou o deputado. (sic)
Palavras de um deputado... quem acredita nisso ?
Esta frase me lembra exatamente as palavras de um professor de Direito,
explicando uma desistência de um trabalho que fazia em Rondônia. Dizia ele:
"Desisti do trabalho, porque o que eles queriam, de fato, não era corrigir
os erros apontados mas sim queriam saber como fazer para manter as coisas
erradas, sem que aparecessem tanto, como estava ocorrendo..."
Trazendo ao nosso caso, há alguma dúvida sobre a fraudabilidade das urnas
que ainda precise ser "dirimida" ?
Claro que há, as dos Chiquinhos e as das Francisquinhas que nem desconfiam
de nada, está tudo "jóia", nos "trinques"...
E como há Chiquinhos nesta terra...milhões deles...
Imaginem, então, o tempo necessário (e previsto) para este simpático
dirimir quaisquer dúvidas"...
Só o Voto-seguro já tem 11 anos, se não erro nas datas.
Para os pares de técnicos do ITA, entretanto, nenhuma dúvida.
Como para dezenas aqui do Voto-Seguro...
Ou para os 3 milhares de assinantes do Manifesto...
Há alguma dúvida sobre ser possível fraudar, por dentro, as urnas do TSE ?
Não há qualquer dúvida.
Podem fraudar, sim.
Então,
Porque dirimirmos primeiro as dúvidas dos Chiquinhos antes de corrigirmos os
erros apontados pelos "cérebros" do ITA e pelos do Voto-Seguro ?
Porque pegarmos uma assinatura da OAB, como fizeram, simulando ter havido
alguma fiscalização, exceto pelo fato de os advogados participantes olharem
o que os técnicos do TSE faziam e lacravam sabe-se lá o quê, ou assinavam
digitalmente sabe-se lá o quê, ou ratificavam a inserção de sabe-se lá o quê
?
Porque aplaudirmos estas iniciativas que não corrigem nada, se o resultado
será apenas, e exatamente, "manter as coisas erradas, sem que apareçam tanto
como está ocorrendo..." ?
Aperfeiçoar o errado, para não aparecer.
Este é o foco deles, manter o errado, a cada dia mais aperfeiçoado.
Jamais corrigir, direto, em cima do erro apontado, sem dúvidas a dirimir,
sem blá-blá-blás, sem nhém-nhém-nhéns.
"Eles" estão fazendo sempre "o possível", sem fazerem nada, de fato, e
dizendo sempre "estamos fazendo o possível"...
Para delírio dos Chiquinhos com seus inevitáveis "Ah, então, tudo bem..."
"Não formular qualquer tipo de juízo de valor, dirimir quaisquer dúvidas,
promover amplo debate, verificar as possibilidades, consolidar ainda mais o
processo informatizado..." (sic)
Numa única frase, tantos nada, tantos vazios, tantos desvios, tantas
tangentes, tanta vaselina...
Isto e nada, o nada é mais direto.
Porque acreditar nesta nulidade de propósitos, porque apoiar tais inócuas
iniciativas, porque deixar a caravana passar incólume ?
E porque não reagir na prática, bloqueando as urnas, porque fraudáveis ?
Coisas muito difíceis de entender, de explicar, de provar e de fazer.
Porque é tarefa para quixotes ainda por nascer, pelo visto.
Abraços.
Cordioli