Juliana, Parabens pela iniciativa. A materia esta' bem escrita, com bom destaque no site. Peco permissao para reproduzi-la abaixo. ----------------------- A urna eletr�nica n�o � totalmente segura H� ind�cios que o mais novo sistema eleitoral brasileiro pode ser fraudado Voc� acredita na seguran�a das urnas eletr�nicas? Discuta suas id�ias no F�rum da Cyberfam Juliana Bublitz Pela primeira vez na hist�ria, o Brasil ter� uma elei��o totalmente informatizada. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garante a seguran�a das vota��es, mas nem todos os eleitores pensam assim. O engenheiro e especialista em seguran�a de dados, Amilcar Brunazo Filho, contraria as fontes oficiais e assegura que as urnas eletr�nicas facilitam a fraude. Brunazo � moderador do F�rum do Voto Eletr�nico, criado em 1997. Trata-se de um grupo de discuss�o com 180 pessoas de forma��o superior, em sua maioria especialistas da �rea de inform�tica, advogados, universit�rios e auditores. A p�gina na Internet recebe cerca de 200 visitas por dia. O engenheiro, formado na Universidade de S�o Paulo (USP), e especialista em criptografia e intelig�ncia artificial, afirma que a lei 9.504 garante o direito de fiscaliza��o dos programas da urna aos partidos pol�ticos. Mas, ao contr�rio do que divulga para a imprensa, o TSE n�o mostra todos os softwares aos fiscais, e nem vai permitir que eles confirmem o conte�do dos discos de carga das urnas. "Fui fiscal por dois partidos e tenho documentos que provam isso. A �nica garantia que temos da veracidade dessa elei��o � a palavra dos t�cnicos do TSE", arrebatou. Ele diz que a urna pode receber ilicitamente um subprograma que provoque o desvio de votos de um candidato para outro. Assim, ao inv�s do eleitor estar votando no pol�tico que escolheu, seu voto pode estar indo para outra pessoa. Outro ponto de discord�ncia � a forma como ocorre a vota��o. A senha de acesso para se votar na urna eletr�nica � o n�mero do t�tulo do eleitor. Basta que o mes�rio digite este n�mero, para que a vota��o seja feita. Segundo Brunazo, esse processo tem duas falhas: acaba com o sigilo do voto, j� que a escolha fica gravada junto com o n�mero que identifica o eleitor, e propicia que outra pessoa vote no lugar do dono do t�tulo. Para tentar evitar uma elei��o fraudulenta, Brunazo sugere solu��es simples. "Como nos caixas eletr�nicos, a urna deveria emitir um comprovante impresso em papel ao t�rmino da vota��o. Este seria conferido pelo eleitor e, logo em seguida, depositado numa urna convencional. Ao final das elei��es, caso os fiscais de partido exigissem uma fiscaliza��o mais rigorosa, 3% das urnas seriam submetidas � confer�ncia, comparando-se os votos impressos e os registros na totaliza��o magn�tica", explicou. Essa sugest�o tornou-se o projeto de lei 194/99, uma proposta de Brunazo e do PDT para modificar da lei 9.540, que dita as regras da vota��o eletr�nica. O TSE ainda n�o apresentou uma resposta em rela��o ao projeto, e a Lei continua a mesma. O engenheiro diz ainda que o F�rum do Voto Eletr�nico � uma forma de alertar e conscientizar as pessoas. Segundo ele, os brasileiros simplesmente aceitaram a implanta��o do novo sistema de voto, mas n�o o conhecem totalmente. O outro lado da moeda A M�dulo Security Solutions � a empresa respons�vel pela cria��o dos m�todos de seguran�a das urnas eletr�nicas. Nas �ltimas elei��es, foram usados cerca de 2.800 servidores de Internet, protegidos por um programa da M�dulo, para contar os votos eletr�nicos. Este ano, ser�o 4 mil servidores, com uma equipe de apoio da companhia em cada munic�pio que receber a unidade de totaliza��o de votos. Um dos respons�veis pela empresa, que prefere manter o nome em sigilo por determina��o do TSE, assegura que o sistema � imune a fraudes. "As �nicas pessoas que t�m acesso ao programa s�o os t�cnicos do TSE. Nunca tivemos problemas. A urna � segura", garantiu em depoimento � Cyberfam.. A Secretaria de Inform�tica do Tribunal Regional Eleitoral afirma que a urna usa sistemas desenvolvidos com a melhor tecnologia dispon�vel, com dados gravados na mem�ria que apenas os programas da Justi�a Eleitoral podem ler, inviabilizando qualquer tentativa de fraude. Al�m disso, h� a facilidade na contagem dos votos, que agora � mais r�pida e pr�tica. Brizola denuncia fragilidade da urna eletr�nica Leonel Brizola, do PDT, entrou com uma a��o na Justi�a Eleitoral pedindo a contesta��o da urna eletr�nica. Com o apoio t�cnico de engenheiros especializados, o candidato a prefeito do Rio de Janeiro afirma que a vota��o informatzada � insegura. Em entrevista ao Jornal do Brasil, Brizola disse estar empenhado em mostrar que as m�quinas podem ser manipuladas. "Com elas, vai sair o que eles querem. N�o h� um documento, um recibo, nada que se possa recontar. Depois de dado o voto, ele desaparece, se dissolve, acabou", afirmou. Outro fato destacado pelo ga�cho, � a exist�ncia de um programa secreto de criptografia dentro da urna que apenas o TSE tem acesso. Segundo ele, o programa seria elaborado por um org�o governamental subordinado � Ag�ncia Brasileira de Intelig�ncia (Abin), dirigida pelo General Alberto Cardoso, chefe do Gabinete Militar de Fernando Henrique Cardoso. http://www.pucrs.br/famecos/cyberfam/manch4.html PAULO GUSTAVO SAMPAIO ANDRADE Teresina - Piaui E-mail --> [EMAIL PROTECTED] Jus Navigandi --> http://www.jus.com.br
[VotoEletronico] =?iso-8859-1?Q?Re:_[VotoEletronico]_mat=E9ria_sobre_a_urna_?==?iso-8859-1?Q?eletr=F4nica?=
Paulo Gustavo Sampaio Andrade Sat, 09 Sep 2000 18:54:51 -0700
- [VotoEletronico] mat?ria sobre a urna eletr?... Juliana Bublitz
- Paulo Gustavo Sampaio Andrade
