Caro Ed Gerck,

Em resposta a sua solicita��o abaixo, informo que considerei procedente sua 
reclama��o, ou seja, existe uma diferen�a entre as compara��es de sistemas 
eleitorais e sistemas embarcados em aeronaves feitas por voc� e por Michael 
Shamos.
Como minha cr�tica e cita��o, inclu�da no artigo que apresentei no Wseg 
2001, se aplica mais especificamente � compara��o feita pelo Shamos, eu 
concordei em retificar a cita��o ao seu trabalho naquele trecho de meu 
artigo e retirei a refer�ncia.
As demais refer�ncias ao seu trabalho ao longo do meu artigo foram mantidas.

O novo texto ficou assim:
"Observa��o: Michael Ian Shamos (Shamos, 1993), defensor do voto 100% 
eletr�nico, compara a confiabilidade de m�quinas eleitorais com 
computadores de grandes aeronaves. Argumenta que mesmo n�o sendo poss�vel 
se testar � exaust�o um software de alto risco, ainda assim se confia e se 
voa num 747, o que justificaria se tolerar uma urna eletr�nica mesmo que o 
sistema n�o tenha sido 100% testado. Esta compara��o pode valer quando se 
trata de falhas n�o intencionais (safety) mas � inadequada quanto se trata 
de fraudes propositais (security). Pela experi�ncia hist�rica, n�o se 
espera que o projetista de um sistema de controle de v�o o fa�a falhar 
propositadamente. J� com sistemas eleitorais informatizados, o projeto de 
seguran�a deve sempre prever que agentes internos possam atacar o sistema, 
como j� ocorrido no Brasil no Caso Proconsult (Mineiro, 2000). "

Esta retifica��o foi incluida tanto do texto aberto na Internet quanto no 
arquivo disponivel para download, respectivamente em:
   http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/Wseg2001.htm
   http://www.brunazo.eng.br/voto-e/arquivos/Wseg2001.zip
e est� sendo comunicada ao F�rum do Voto Eletr�nico.

[ ]s
    Amilcar Brunazo Filho
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At 19:47 06/05/2001 -0700, Ed Gerck wrote:
>Amilcar:
>Em seu artigo anexo encontrei a citacao de meu trabalho, a qual
>agradeco, mas encontrei tambem o seguinte trecho que nao
>esta' coerente com nenhum trabalho ou opiniao meus:
>
>    " Observa��o: Michael Ian Shamos (Shamos, 1993) e Ed Gerck (Gerck, 
> 2001), defensores do voto 100% eletr�nico, comparam a confiabilidade de 
> m�quinas eleitorais com computadores de grandes aeronaves. Argumentam que 
> mesmo n�o sendo poss�vel se testar � exaust�o um software de alto risco, 
> ainda assim se confia e se voa num 747, o que justificaria se tolerar uma 
> urna eletr�nica mesmo que o sistema n�o tenha sido 100% testado. Esta 
> compara��o pode valer quando se trata de falhas n�o intencionais (safety) 
> mas � inadequada quanto se trata de fraudes propositais (security). Pela 
> experi�ncia hist�rica, n�o se espera que o projetista de um sistema de 
> controle de v�o o fa�a falhar propositadamente. J� com sistemas 
> eleitorais informatizados, o projeto de seguran�a deve sempre prever que 
> agentes internos possam atacar o sistema, como j� ocorrido no Brasil no 
> Caso Proconsult (Mineiro, 2000)."
>
>Na verdade, o trecho acima e' contradito por minhas declaracoes. No caso
>de minha comparaco com sistemas avionicos, minha observacao nao e'
>sobre sistems *nao testados* mas sobre sistemas com redundancia e
>e aprendizado de confianca em sistemas complexos --
>conforme pode ser lido nos 16 requisitos de sistemas de votacao:
>
>"Nowadays, all-electronic systems and computers are used to 
>fly  commercial and military jets. And yet, no one in the public is afraid 
>that a terrorist will introduce a virus in the system and down all 
>commercial jets worldwide, or all U.S. military jets. Why? Because there 
>is a designed redundancy at many levels in the system.  For example, there 
>are three independent laser inertial navigation sensors and any decision 
>on the plane's position depends on the agreement of at least two, which 
>decision is further verified by a GPS system, as well as flight time and 
>speed calculations.
>Thus, voting systems---like any other system---derive their 
>trustworthiness from the fact that they work consistently, both 
>conceptually and perceptually.  However, in the absence of an easy 
>conceptual understanding of the system (e.g., a laser inertial navigation 
>sensor) that the average user could grasp, a sufficiently coherent 
>perceptual understanding (e.g., it works) is enough to eventually build 
>trust in the system.
>Trust may also be denied by the design itself,  because disasters may 
>occur at any time if the principles of communication reliance (i.e., trust 
>itself) are not taken into account. Imagine a plane that would be flown 
>with just two navigation sensors, one compass-based and the other 
>electronic---we would then have an idea of the disastrous consequences of 
>using a paper/ electronic voting system with N = 2, even though a physical 
>channel is used (compass, paper).
>Thus, the deciding factor in trusting a system is not whether it includes 
>one or even two sources of information that can be touched or seen in 
>physical form (e.g., a paper in your hands, a paper behind a screen, a 
>compass needle behind a screen)."
>
>Assim, agradeceria a sua correcao da citacao acima, visto que meus 
>argumentos nada
>tem a ver com o de Shamos -- do qual discordo.
>Um abraco,
>Ed Gerck


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       http://www.votoseguro.org
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