Atenção Listeiros:

Estive em Brasília com o governador Brizola acompanhando, de perto, a
demonstração da impressão do voto organizada pela Epson no gabinete do
Senador Requião, presente toda a imprensa nacional (vamos ver o que sai
amanhã). Tanto Brizola quanto Requião deixaram bem claro que, se não
houver impressão do voto, não há como fiscalizar, não há recontagem.
Brizola falou da Proconsult, Requião do que aconteceu com ele no Paraná
- o que o levou, como senador, a apresentar o projeto-de-lei pedindo a
impressão do voto eletronico. Ambos citaram a fragilidade do processo
atual, lembrando o acontecido no painel eletronico do Senado. Brizola,
lá pelas tantas, disse que a continuar do jeito que está - as urnas
eletronicas elegem um poste, e esse poste tem nome: Malan. Na opinião
dele, Malan vai ser o candidato do sistema em 2002 e se as urnas não
forem modificadas, ele ganha embora eleitoralmente não exista. "A urna
elege um poste!" destacou. Brizola fez questão de dizer  que além da
impressão do voto, é fundamental que os programas - especialmente os
usados na totalização - sejam auditados. Brizola descreveu para os
jornalistas como é feita a totalização hoje, centralizada em Brasília, e
ressaltou a total incapacidade dos partidos de acompanhá-la. Na sua
opinião, a totalização deve ser feita  por estados e de um modo que os
partidos possam fiscalizá-la. Manifestou a sua indignação pelo fato de
os partidos políticos não terem acesso aos programas e a sua total
convicção da necessidade de separar, isolar o Cepesc da Justiça
Eleitoral. Brizola acha fundamental acabar com a atual "parceria"
ABIN/TSE. Requião observou: "Essa Abin que acha fitas comprometedoras
embaixo dos viadutos aqui de Brasília..." Brizola destacou bem que "sem
recontagem de votos não há verdade eleitoral", com a impressão do voto o
eleitor será o primeiro a fiscalizar o processo. Requião defendeu o voto
eletronico porque ele, na sua opinião, acabou com as fraudes de varejo.
"Mas permite as de atacado e precisamos acabar com isso imprimindo o
voto e abrindo os programas". Brizola lembrou também que, em 1989, o PDT
pediu auditoria do programa de totalização usado pelo TSE e este negou.
Destacou que em matéria de fraude eleitoral, pelo fato dele ter sido
vítima dela em 1982, ele tem "doutorado" e autoridade para falar.
Brizola falou também aos jornalistas sobre o relatório final MIT/Caltech
e o fato dos dois institutos norte-americanos, de referência
internacional, terem  - nas suas conclusões - indiretamente condenado a
urna eletronica brasileira do jeito que ela é hoje, inauditável. Brizola
citou especificamente a recomendação para que o voto seja impresso e os
programas do totalização conhecidos. E o fato dele recomendar que a
máquina de votar seja diferente da máquina de apurar. Tanto Requião
quanto Brizola acompanharam a demonstração dos tecnicos da Epson. Uma
impressora que, acomplada aa urna, imprime o voto e o deixa cair dentro
de um recipiente que será lacrado. Se o eleitor errar, é soh apertar a
tecla anula e o voto é cancelado pela impressora. Trata-se de um
protótipo e segundo os tecnicos da Epson, custará o equivalente a 50
reais a unidade. Brizola destacou que o voto hoje é virtual, é mais do
que necessária a sua impressão - única forma de possibilitar a
recontagem, questão que considera fundamental.  Além dessas
considerações, era uma entrevista coletiva, os jornalistas perguntaram e
Brizola respondeu a perguntas sobre Lula, sobre o PT, sobre Itamar,
sobre a entrevista que Fernando Henrique deu ao Correio Brasiliense de
hoje, sobre Garotinho, e outros assuntos. Anunciou também que sairia
dali e iria ao TSE, para uma audiencia previamente marcada com o
Ministro Jobim, presidente da instituição. // No TSE Brizola teve uma
conversa reservada com o Ministro Jobim onde manifestou suas
preocupações sobre as urnas eletronicas e o processo eleitoral. Jobim
esteve na casa de Brizola semana retrasada, em retribuição à visita que
Brizola fez ao TSE mês passado, no dia 29 de junho, e logo depois das
críticas públicas de Brizola aa urna eletronica em cadeia nacional de
rádio e tevê. Além da conversa, Brizola informou ao ministro Jobim sobre
a demonstração da impressão do voto ocorrida no gabinete do Senador
Requião e sugeriu que os técnicos da Epson fossem lá, naquele momento,
para fazerem uma demonstração semelhante para ele, ministro, de como
funcionava a impressora. Jobim concordou, os tecnicos da Epson foram
convocados e rumaram para o TSE onde, na sala do ministro Jobim,
fizeram  nova demonstração  para Jobim e assessores - da impressão do
voto.



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